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Caneca de Letras

15.09.21

 

 

 

O que se passou com Eduardo Ferro Rodrigues e sua Mulher à mercê de um grupo de negacionistas chalupas, perdão pelo pleonasmo, é absolutamente inadmissível.

Digo isto e acreditem que não o faço por ser o Presidente da Assembleia da República, claro que isso ainda torna as coisas mais inacreditáveis, mas sim porque acredito que o que ali se passou deveria ser intolerável para qualquer cidadão naquelas circunstâncias.

O cenário é surreal, os manifestantes absolutamente irracionais, quase insanos enraivecidos necessitando de tratamento psiquiátrico de alto quilate...

Alguns dos manifestantes são os mesmos que insultaram o Vice Almirante que liderou a Vacinação em Portugal e que apesar do excelente trabalho foi vitima das teorias de conspiração destes alucinados.

Não podemos admitir que este tipo de gente possa actuar desta maneira impunemente, instalando um clima onde qualquer dia será possível uma tragédia.

O Juiz negacionista, o Chega e outros actores radicais vão alimentando estes boçais, faz-me lembrar Bruno de Carvalho e os seus maluquinhos de estimação,  criando uma espécie de legitimidade a todo o género de violência.

Esperemos que a justiça actue e comece a punir exemplarmente quem não souber respeitar as regras democráticas ou pelo menos tenha a educação para nos poupar a este género de "Bolsonariçes".

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

 

14.09.21

 

 

 

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As noticias adiantam que as raparigas Afegãs poderão frequentar as Universidades, segundo o novo Governo do Afeganistão, desde que cobertas com véu ou burka, ainda não se sabe, e somente nos casos em que as aulas sejam leccionadas por uma mulher.

Ao ouvir esta noticia, pensei:

- Olha que bom!

- Isto até nem está assim tão mal!

Acabei de ter este pensamento e no mesmo instante dei por mim carregado de vergonha, submerso na estupidez que acabara de pensar.

Estas jovens estão amarradas e espartilhadas por um conjunto de ogres feudais, de pensamento arcaico, discriminadas em todos os aspectos e ainda se têm de sujeitar a este tipo de "esmolas" para a sobrevivência da sua instrução.

Não acredito que seja fácil encontrar Professoras para dar as ditas aulas, condição indispensável para os Talibãs, não só pela falta de docentes femininas como também pela dificuldade que estas deverão ter em obter autorização dos seus "tutores" para, nestes novos tempos, irem trabalhar.

Não esquecer ainda a diferença de realidades entre Cabul e as zonas rurais, desse interior do Afeganistão onde proliferam os casamentos de meninas em idade infantil, por  entre, outro tipo de atrocidades culturais.

Deixo-me levar por aquelas imagens, por aqueles rostos, imaginando o terror com que devem viver aquelas jovens mulheres, o quão angustiante deverá ser o abandonar de sonhos que neste momento não passam de pecados.

Não, isto não é uma boa notícia...

É apenas um paliativo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

11.09.21

 

 

 

 

Este vídeo foi para mim uma inenarrável descoberta pois nunca o havia visto, nem olhado para o 11 de Setembro desta indescritível perspectiva, de um helicóptero da NYPD.

Imagens arrepiantes e que permitem vislumbrar este horror de uma forma, se isso é possivel, ainda mais emocionante.

20 anos se passaram...

E o mundo jamais voltou a ser o mesmo.

 

As imagens são da revista Veja, publicação que não simpatizo desde o acto hediondo cometido com Cazuza no século passado.

No entanto, a actualidade e o tempo podem permitir que desta vez, excepcionalmente, publique um vídeo da Veja nesta Caneca...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

10.09.21

 

 

 

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Sinceramente já não sei para onde caminhará este Brasil, perdido no meio de uma "liderança" corrupta, criminosa e genocida.

Ciente dos seus crimes e sentindo que o futuro lhe reservará, assim como aos seus filhos, um lugar na prisão de Bangú 8, Jair Bolsonaro começa a dar nota de estar a perder o rumo...

Parece ceder a uma espécie de fuga para a frente, tentando desesperadamente que aqueles que ainda o acompanham se disponham a um género de "solução final".

Nas manifestações marcadas para 7 de Setembro, em Brasília e São Paulo, apareceram muito menos pessoas do que aquelas que haviam sido anunciadas por Bolsonaro, 115 mil pessoas, números muito abaixo dos 2 Milhões de pessoas que se tinha de expectativa...

No entanto, apareceram as suficientes para poder lançar o Pais numa pequena loucura sem quartel, porém o comportamento do Exército e da PM, mostrando neutralidade e respeito pela Constituição deve agregar esperança à Nação Brasileira, ao mesmo tempo que deve  preocupar os Bolsonaristas que contavam com o envolvimento destas forças para o seu golpe de estado.

Quanto mais oiço os ataques de Bolsonaro no dia 7, à Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, aos opositores e ao departamento Eleitoral mais me convenço do seu desequilíbrio emocional, a falta de capacidade intelectual para discernir os tiros no pé que vai escolhendo dar.

O caminho parece sem retorno, sem volta a dar, ou seja,  a linha da democracia foi ultrapassada pelas palavras que Bolsonaro usou nas manifestações, inclusive ameaçando de morte o Presidente  do Supremo Tribunal Federal...

Sobra um País e um Povo como arma de resposta, a esmagadora maioria do Povo Brasileiro que terá de gritar bem alto o seu repúdio diante deste ogre populista.

Dia 12 de Setembro será o dia em que o Fora Bolsonaro sairá à rua.

Não existe tempo a perder...

Esse grito de revolta é agora.

#Fora Bolsonaro

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

09.09.21

 

 

 

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Corro e corro sem parar;

como se o fôlego não tivesse fim

e continuo a caminhar

a caminhar em busca de mim.

 

Corro como se estivesse numa maratona;

numa estrada infinita

por entre miragens e delírios

rosas e lírios.

 

Corro sem esperança;

há muito perdida nos versos de Caetano ou Cazuza,

ao mesmo tempo que o meu coração balança

balançando por entre os versos de uma abstracta poesia.

 

Corro...

sem fim à vista.

 

 

08.09.21

 

 

 

503B1AB4-8E91-421C-B985-4E47335C4859.jpegTenho nódoas na alma;

caminhando sobre brasas

buscando nas entrelinhas desse teu cheiro

a razão para tamanho encantamento.

 

O adeus;

traduzida despedida de Zeus

plasmada nas escrituras dos fariseus

nas partituras de Deus

repetidos pecados meus...

 

E insisto em viajar mundo a fora;

por entre, o céu estrelado e aventureiro

amarrando os desmedidos sorrisos de agora

a esse futuro derradeiro.

 

Vamos partir;

todos iremos partir

então que seja a sorrir

ousando sentir

as memórias e agruras desse passado.

 

Deixo cair a pena;

estendo a mão àqueles que ficticiamente se abeiram de mim

enquanto sossego o desespero saltitante

e levemente me transformo em mar e terra,

em vento e céu...

 

Em tudo e nada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

07.09.21

 

 

 

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Guardo em mim as tamanhas cicatrizes do meu passado;

as cartas que ousei não escrever

as palavras que desejei não pronunciar

as vezes que preferi me silenciar...

 

Guardo em mim;

as escrituras caladas de tamanhos segredos

solitárias caminhadas em noites sem fim

por entre imaginação e enredos...

 

Guardo em mim;

gente e memórias

retratos falados

em velhas histórias...

 

Guardo em mim;

as lágrimas e hesitações

de tantas citações

que temi recitar...

 

Guardo em mim;

o tanto que enfim

declamado se perpetuará

no que de tudo sobrar...

 

Pois de mim;

de nós...

 

Sobrará apenas;

aquele velho quadro

em cima da lareira

exclamando singelamente o derradeiro beijo

de dois amantes.

 

 

 

 

06.09.21

 

 

 

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As vozes que ecoam em mim;

que gritam desalmadamente

desalmadamente ecoando

nessa imensidão que me sufoca.

 

Olhei para ti várias vezes;

tantas vezes que me parecem infinitas

esperando esse aceno esquecido

infinitamente perdido.

 

Sei que sabes o que sei;

que sabemos o que ninguém sabe

que apagado foi das escrituras

como música silenciada em partituras.

 

Escrevo em forma de desabafo;

choro em forma de libertação

um pedaço de desagravo

nesse meu turbilhão.

 

E se repetem os versos;

se renovam os inevitáveis rostos

se multiplicam os parágrafos

pontuando os mesmos desgostos.

 

Morre o texto;

silencia-se o argumento

ausente sobra a questão

eternamente apagada na minha triste sina.

 

 

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