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Caneca de Letras

06.09.21

 

 

 

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As vozes que ecoam em mim;

que gritam desalmadamente

desalmadamente ecoando

nessa imensidão que me sufoca.

 

Olhei para ti várias vezes;

tantas vezes que me parecem infinitas

esperando esse aceno esquecido

infinitamente perdido.

 

Sei que sabes o que sei;

que sabemos o que ninguém sabe

que apagado foi das escrituras

como música silenciada em partituras.

 

Escrevo em forma de desabafo;

choro em forma de libertação

um pedaço de desagravo

nesse meu turbilhão.

 

E se repetem os versos;

se renovam os inevitáveis rostos

se multiplicam os parágrafos

pontuando os mesmos desgostos.

 

Morre o texto;

silencia-se o argumento

ausente sobra a questão

eternamente apagada na minha triste sina.

 

 

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