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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Até Ao fim dos Tempos...

Filipe Vaz Correia, 14.10.20

 

Noite e dia

repetindo o ciclo da vida

em cada passo de mortalidade

substituindo egos

afagados e gigantes

que se apagam em cada repetição desse mesmo dia.

 

Amiúde reencontramos os inevitáveis imperadores

"de papel"

pequenos ditadores que se sentem inexpugnáveis

mas que num instante solitário

se extinguem na sua pequenez,

fragilidade,

temporalidade...

 

noite e dia

se repete o palco,

a peça reescrita

na repetida desdita, 

 em novas roupagens

se renovam as imagens,

desta selva inusitada.

 

noite e dia...

 

até ao fim dos tempos.