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Caneca de Letras

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Carta De Uma Viagem... “Nunca Tenhas Medo De Voar”

Filipe Vaz Correia, 23.07.20

 

Como o mundo mudou, como mudaste...

Olhando para trás, para aquele menino cheio de certezas, quadradas certezas, embrenhado num rectângulo empedernido, sinto que os pequenos passos valeram a pena.

Essa intrínseca querença de ousar escutar uma nova melodia, sem receio de queimar as asas, como Ícaro, me permitiriam abraçar o mundo global e vislumbrar novos horizontes.

Como mudei...

Como ousei mudar.

Nesta entrelaçada parte de escrevinhança, que alguns chamariam de carta, voo mais além, abro as minhas asas e agradeço a todos os que permitiram que eu pudesse evoluir...

Como olho para mim, na certeza do bem que me fez a incerteza de tudo, essas dúvidas crescentes desse mesmo todo, esse traço impreciso impresso nas mundanas questões que se impõem.

Nesse destemperado questionário que abalou crenças, sobrou o mesmo carácter, as inolvidáveis memórias e a mais importante lição de todas...

A liberdade de pensamento.

Esse desejo maior de amarrar em mim Cazuza e Neruda, Pessoa e Vinicius, Hitchens ou Salazar, Reagan e Clinton, Mao ou Pinochet, admirar Dali e Picasso...

Querer voar com D. João II ou Alexandre, O Grande, sem que isso diminua Colombo ou Greta Thunberg.

Será difícil amarrar todos no mesmo navio e navegar por entre as ondas, com cada parte, de cada um?

O bom e o mau, o melhor e o pior...

Ou como escreveria Aaron Seabra:

A dor, o prazer.

Que viagem...

Por entre os sonhos e a imaginação que sempre te caracterizaram.

E sempre que te esqueceres...

Nunca tenhas medo de voar.

 

 

Filipe Vaz correia