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Caneca de Letras

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09
Jun20

O Meu Tributo A Mário Centeno...

Filipe Vaz Correia

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Mário Centeno demitiu-se do Governo, algo anunciado, infelizmente anunciado.

Para somar a esta triste notícia, assistimos à despedida do mesmo Centeno, por entre, uma conferência de imprensa com o Primeiro-Ministro, o futuro Ministro das Finanças e onde também se falou de hipermercados, Estados de Calamidade ou Covid-19...

Mário Centeno merecia mais. 

Em Fevereiro de 2017 escrevi um texto, Centeno Ou Sem Tino, onde analisava o Ministro das Finanças e onde deixava algumas dúvidas sobre o futuro político de Mário Centeno.

Desde essa altura que fui apreciando o seu papel, a sua capacidade para gerir o dinheiro público e o responsável pelo primeiro superávit da História democrática.

Mário Centeno foi Ministro durante 1664 dias e Presidente do Eurogrupo quase 1000 dias, com os resultados que todos conhecem, tanto internamente como a nível Europeu.

Num tempo onde a acção do Ministério das Finanças será absolutamente fundamental, não é estranho o País trocar de titular dessa pasta?

Que razão poderá ter levado Centeno a este bater de porta?

Mário Centeno aparentava, há muito, incompatibilidades com diversos sectores do Governo, a ala mais à esquerda encabeçada por Pedro Nuno Santos e Graça Fonseca e nos últimos tempos até com o Primeiro-ministro António Costa.

Com a chegada dos Milhões de Milhões vindos da União Europeia, talvez a veia Socialista tenha crescido dentro do Conselho de Ministros, com a sede despesista que sempre marcou os Governos de esquerda e que foi contrariada ao longo da anterior legislatura precisamente pelo próprio Centeno.

Por esta razão, não só por essa, lastimo a saída de Mário Centeno, um Ministro das Finanças que muito me surpreendeu pela positiva.

Sendo um eleitor de Direita, não posso deixar de expressar o quão apreciei a obsessão de Mário Centeno pelas contas certas e o esforço que deve ter sido necessário para justificar essa decisão dentro de uma Geringonça apoiada pela esquerda radical.

Com esta saída do Ministro das Finanças, duas coisas poderemos ter, quase, como certas...

Mário Centeno deverá ser próximo Governador do Banco de Portugal, tem mais do que competência para o ser, e este Governo ficará fragilizado com esta saída do Terreiro do Paço.

Atenção que as noticias que nos chegam alertam para a saída do Secretário de Estado Mourinho Félix, aquele que verdadeiramente foi o homem de confiança de Mário Centeno, durante estes 5 anos de mandato.

Para terminar deixar um pedaço de adivinhação, nesse futuro carregado de imaginação...

Será que Mário Centeno busca a Governação do Banco de Portugal para mais tarde ser candidato à Presidência do Banco Central Europeu?

Daqui a alguns anos saberemos a resposta.

Por agora...

Obrigado e um abraço, Sr. Ministro Centeno!

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

09
Jun20

A “Seara” De Arroios...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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A Seara de Arroios deve ser vista como um acto de solidariedade, sem dúvida, uma solução encontrada por alguns activistas para responder ao desespero de pessoas que durante a Pandemia perderam o seu tecto.

Percebo o lado Humano do acto, deste gesto que toca e se traduz no olhar das pessoas...

Durante a tarde a PSP teve de ser chamada a intervir para retirar dali aquelas pessoas, situação que criou revolta, contestação, desagrado.

Independentemente da angústia daqueles que viam naquele local o seu mais certo aconchego, não restou outra hipótese à Polícia nem aos proprietários do Prédio ocupado.

Este pormenor não pode ser visto como algo de somenos, este espaço é privado, com proprietários que sem aviso viram a sua propriedade ocupada indevidamente...

Mas o prédio estava devoluto?

E então...

É uma propriedade privada!

Para além deste pormenor, que não pode ser ignorado, ainda sobressai o facto do dito prédio estar em clara degradação, com problemas estruturais, existindo risco para a integridade de todos aqueles que, indevidamente, o ocupavam.

Por muito que custe condenar um gesto de solidariedade, não podemos compactuar com actos ilegais, atitudes à margem da lei que em nome do bem comum atropelam os direitos fundamentais da nossa Sociedade.

O fim não justifica os meios!

A intervenção realizada por uma empresa de segurança privada, durante a madrugada, é o único ponto onde divirjo dos proprietários...  

Esse acto poderia ter provocado confrontos e problemas acrescidos a uma situação já de si complicada, por entre, o desespero e revolta daquelas pessoas que ali se encontravam.

Recorrer à Policia, mesmo que tardiamente, foi a melhor opção.

Quanto ao projecto Seara e o seu trajecto neste apoio aos mais necessitados, aconselho a que busquem soluções junto da Câmara Municipal de Lisboa, do Governo, da Santa Casa da Misericórdia  ou de alguns Mecenas que os possam ajudar a encontrar um local onde possam construir esse sonho solidário que tanto ambicionam.

Um desejo sincero de boa sorte para a Seara de Arroios...

Sem ocupações e dentro da legalidade.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

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