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Caneca de Letras

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03
Jun20

Quo Vadis, Economia Portuguesa?

Filipe Vaz Correia

 

 

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No sub-solo do Covid-19 se esconde um terramoto anunciado, uma espécie de devastação encoberta por medidas de teletrabalho e Lay-Off.

A Economia, sempre ela, acabará por surgir como tema central, lá mais para a frente, quando os sinais da Pandemia estiverem definitivamente controlados e observarmos o País com metade das empresas, micro e médias, que existiam antes deste tempo confinamento.

Restaurantes, Hotéis, empresas de retalho ou outro tipo de negócios estão a ser postos à prova numa dura competição que arrastará para a pobreza milhares de famílias.

Este plano da U.E., que se prepara para injectar Biliões de Euros na Economia Europeia, se este plano for aprovado pelo Parlamento Europeu, poderá ser a única esperança para evitar uma tragédia de proporções Bíblicas.

Por isso urge ter a noção da responsabilidade e do rigor que será necessário, não só na distribuição destes recursos, mas também na explicação do plano que o Governo irá desenhar para poder ajudar a reconstruir a nossa Economia.

O esforço que está a ser pedido a empresários e trabalhadores não irá terminar com o suposto regresso à normalidade, pois é de antemão sabido que as pessoas, logo o consumo interno, não irá responder, como antigamente acontecia aos estímulos consumistas que serviam de base, ano após ano, ao aumento do PIB nacional...

Mesmo no campo das exportações, onde entrava o sector do Turismo, deveremos demorar pelo menos um a dois anos a recuperar as taxas anteriores ao Covid.

Neste caso específico, o Turismo, talvez agora todos possam compreender a importância deste sector numa Economia com pouca produção Nacional e que assentou a sua transformação Económica, desde os anos 90, no sector dos serviços, abandonando sectores tradicionais e que agora poderiam ser de importância capital.

Não sei se será através da contratação de um Gestor fora do Governo, medida um pouco estranha, porém tudo estará dependente dos resultados das medidas e dos parâmetros Económicos que destas decisões derivem.

De uma coisa estou convicto, viveremos tempos de desafio e neles estará presente o perigo inerente à demagógica vontade de alguns...

Se falharmos no plano de recuperação para o País, se não lhe conferirmos seriedade e rigor, estaremos sempre mais perto do populismo inerente ao desespero das pessoas.

O bem estar e progresso dos cidadãos, enquanto sociedade,  é o que confere valor ao ideal Democrático, sendo que esse caminho só poderá ser realizado com crescimento Económico e perspectivas de futuro.

Por estas razões, importa olhar para este tempo compreendendo o anseio das pessoas, buscando sempre a credibilização das nossas Instituições.

Só assim poderemos pensar o País com optimismo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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