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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Oxalá...

Filipe Vaz Correia, 03.04.20

 

Olho pela janela;

E vislumbro os silêncios,

De uma Lisboa despida;

Timidamente escondida,

Receando a coroa;

Que se torna ferida,

Esventrando a alma,

Da esquecida essência Humana...

 

Somos todos sem abrigo;

Neste tempo de pandemia,

Palavras soltas ao vento,

Por entre ondas e maresia...

 

Nada parece fazer sentido;

Tudo parece encoberto,

Nesse futuro entorpecido,

Presente deserto...

 

E por entre a esperança;

Essa que ainda subsiste,

Gritam os sonhos cancelados,

De sonhadores passados...

 

Talvez um dia;

Certamente um dia,

Voltaremos a soletrar,

Cada parte do destino,

Sem medo de sentir,

O "normal" querer de todos nós...

 

Oxalá.