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Caneca de Letras

Caneca de Letras

25
Jan20

O Bruno De Carvalho: O Regresso De Um Louco?

Filipe Vaz Correia

 

Bruno Carvalho anunciou que está disposto a voltar ao Sporting para liderar a SAD, mesmo com Frederico Varandas na Presidência do clube e Salgado Zenha como o "homem" das finanças...

Vai mais longe:

Diz que aceita não ganhar salário nem ter mordomias enquanto não for Campeão Nacional de Futebol.

Custa-lhe ver a desunião reinante em Alvalade e as guerras no balneário.

Enfim...

Enlouqueceu!

E eu que já o julgava enlouquecido...

Na verdade, não o poderemos acusar de não surpreender.

Durante os anos da sua Presidência, quase seis anos, o dito Bruno não conseguiu vencer qualquer campeonato de Futebol, mesmo com as ditas mordomias que agora recusa, pedindo agora que acreditemos que fará diferente.

Falou de desunião no clube...

Quem poderá ser o principal responsável por este clima que se instalou no clube?

O autor dos Sportinguistas e Sportingados?

Evidentemente.

Falou de guerras no balneário...

Quer mesmo falar disso?

Alguém se recorda dos posts ao longo dos anos?

Das ameaças que levaram à invasão de Alcochete e posteriores rescisões?

A sério?

Esta declaração, ao estilo Maduro, de alguém que vive numa realidade paralela, só vem acentuar a personalidade alucinada e populista daquele que nos liderou durante parte da última década e que guiou o clube até ao abismo.

Claro que no estado em que o clube se encontra, logo algumas viúvas do anterior regime, saltaram ansiando o regresso desse tempo "gestapiano", porém acredito que jamais o Sporting voltará a reencontrar no seu caminho tão aberrante figura, tão esquizofrénico destino.

Temos de mudar?

Claro.

Temos de alterar a estrutura que actualmente nos lidera, incompetente e fraca, mas sem esquecer o que ficou para trás, ou seja, sem esquecer aqueles que nos trouxeram até aqui, por entre, boçalidades e populismos...

E nesses requisitos, Bruno de Carvalho ficará para a História como o pior dos exemplos.

Viva o Sporting

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

24
Jan20

Cegueira da Alma

Filipe Vaz Correia

 

Não tenho cores nem luzes, vislumbre de esperança, submerso nessa cegueira que me atormenta, amarrado ao medo de voar.

Nas catacumbas da essência de sentir, se desvanece o olhar, meio perdido, sem sentido, apunhalando cada palavra quente que se atreve a agitar o quotidiano.

Sento-me à escrivaninha, solitariamente buscando o reflexo de mim mesmo, buscando sons e imagens, memórias de outrora e que se foram embora sem regressar...

Já aqui não moram os meus, aqueles que sendo meus, fizeram cada linha de minha história, cada entrelaçada linha deste destino.

Sinto-me só, tão só e distante, triste e ausente, desencontrado nesse prometido encontro que não chega, chegou, chegará...

Faltam vontades, por entre verdades, lágrimas de tamanhas saudades, laços desenlaçados do que um dia foi perfeito.

Partir, sorrir, sentir...

Tantas palavras a rimar, palavras a escapar, palavras a escrevinhar a amargura de uma aventura por cumprir...

Que se entrelacem as nuvens, se amarrem os ventos, se quebrem os sonhos, se beijem os dias e noites nesse intemporal adeus.

E que volte a sonhar a doce alma, desta vida, noutra vida...

Por todas as vidas.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

22
Jan20

Até Quando Drº Varandas?

Filipe Vaz Correia

 

A triste pena Leonina, essa que me entristece e esmaga, foi uma vez mais desnudada nas quatro linhas de um campo em Braga.

Há muito que não escrevo sobre o Sporting, sobre as agruras que atormentam um adepto Sportinguista, no entanto, chega sempre o momento de desabafar...

Nesta despedida da Taça da Liga, o Sporting deixou em campo fragilidades e incompetências, desnorte e confusões, arruaças e tempestades.

Não existe margem para dúvidas, este Sporting é uma caricatura da sua História, essencialmente por culpa daqueles que actualmente o dirigem.

Neste caso não aceito culpas imputadas a anteriores direcções, por muito que todos saibamos o que aconteceu na anterior vigência, reféns de um déspota tresloucado, visto por tantos como salvador.

Frederico Varandas e sua equipe são os responsáveis por este caminho, caminho seu, por estas contratações ou pela falta delas, construindo um Sporting medíocre, frágil e desmedidamente incompetente.

Tantas contratações falhadas, vislumbres de projectos incongruentes, tamanhas escolhas erradas, marcando um destino que se apresenta como pequeno para a dimensão deste tamanho clube.

O Sporting está escangalhado, dividido, enfrentando o pior período da sua História, numa busca errante por títulos e vitórias.

Esta derrota em Braga, este desconexo percurso de uma época para esquecer, demonstra à saciedade o epílogo de uma direcção, de um Presidente que não conseguiu ser o Presidente de todos os Sportinguistas.

Quer queiram ou não queiram, somente um caminho permitirá resgatar o futuro do nosso Sporting...

Eleições!

Todos os caminhos que não este nos guiarão ao amargurado abismo que se tem revelado o legado do Drº Varandas.

Até quando?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

20
Jan20

A “Infame” Perseguição À “Princesa” De Angola...

Filipe Vaz Correia

 

Parece que, agora, o mundo todo se reuniu para tramar a Srª Isabel dos Santos...

De Luanda a Lisboa, de Lisboa até ao Mónaco.

Isto de facto quando se junta um conjunto de malfeitores, capazes das maiores ignomínias, de calúnias infames, para destruir a imagem impoluta de uma família, sabemos estar diante do fim do mundo.

O que se está a passar com a "querida" Belinha, perseguida em seus bens, nos holofotes da opinião pública, faz enternecer de pena este vosso escrevinhador...

Como pode acontecer, a tão nobre figura, tamanha campanha de maledicência?

Já não chegam os editoriais do Jornal de Angola, nem a sua polícia política, nem mesmo esse medo reinante em cada esquina de Luanda, no antigo regime, para agora se virarem todos a chamar de ladra a antiga princesa do regime...

Já não existe pudor?

O seu marido vem carpir na praça pública as amarguras de sua mulher...

Que belo...

Cristão...

Entre mafiosos, por vezes, as purgas são violentas, violentamente  desnudadas, deixando à saciedade a podridão das suas práticas, dos seus costumes, das suas maneiras.

Isabel dos Santos é apenas isso...

Uma vilã, do mais baixo nível, embrulhada em milhões, de milhões, de dólares manchados de sangue...

Sangue Angolano, Português e de muitos mais, sem nome ou memória.

Que continue a purga...

Pois, neste caso, é bem merecida.

 

Filipe  Vaz  Correia

 

 

 

 

 

 

 

17
Jan20

Versos Soltos Ou A Incessante Vontade De Rimar?

Filipe Vaz Correia

 

Queria tanto soletrar

desencontradamente soletrar

sem medos ou enredos

que se desenlaçam ao adivinhar

os espinhos pincelados

nesse destinado suspiro solitário.

 

Como explicar à folha em branco

os arrepios e calafrios

somados no olhar

nesse entrelaçado respirar

tão intenso e desapegado...

 

Saberia o verso solto

nas entrelinhas de um poema

que a velha canção se calou

no amargurado saltitar do coração...

 

E um dia...

 

Talvez a voz se faça ouvir

as memórias possam escapulir

esvoaçando intemporalmente

como se o amanhecer jamais tivesse fim.

 

 

 

 

 

16
Jan20

No Caneca Com... 2020.

Filipe Vaz Correia

 

Meus queridos amigos Canequianos, depois de algum tempo irei trazer novamente a rubrica No Caneca Com...

No Caneca Com... 2020.

Este espaço criado nesta Caneca em 2019 permitiu que por aqui "Canequiassem" amigos da vida e dos blogs, pessoas que de uma maneira ou de outra marcaram os meus dias, as minhas leituras, esta vida Canequiana.

A Desconhecida, agora a "nossa" Bia, a Sarin, o Robinson Kanes, o Triptofano, o Jaime Bessa, o Miguel Pastor, a Maria, a MJP, o José da Xã, a minha querida sobrinha Matilde Bessa, o Último Fecha a Porta, a Luísa de Sousa, a Ana do That's It, o Heterodoméstico, o Malik, a Lady,  a Sal e Pimenta, a 3ª Face, o Insensato, a Tudo Mesmo, a Rapariga do Autocarro, entre outros, contribuíram com o seu talento, opinião, amizade para pincelar uma parte de página, por entre, os escritos escrevinhados neste Sapo de todos nós.

Assim, na próxima semana recomeçará mais uma página desta rubrica, num caminho entrelaçado carregado de letras e palavras, buscando encontros e reencontros, novas visões e velhas opiniões num reavivar desta amizade Sapiana.

Irei convidar novas pessoas e desafiar outros que já participaram para uma nova temporada deste desafio que tanto honra e valoriza este espaço.

Obrigado a todos e até Quinta-Feira...

No Caneca Com...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

15
Jan20

As Pessoas De Cor... Qual Cor?

Filipe Vaz Correia

 

A Vanity Fair lançou um artigo em que critica as nomeações para os Óscares, baseando a sua avaliação na ausência de actores de cor entre o nomeados, designando apenas dois nomes...

António Banderas e a actriz Cynthia Erivo.

Em primeiro lugar, alguém me explica como querem encaixar António Banderas nessa categoria racial?

E mais...

O que são pessoas de cor?

Qual cor?

Brancos, Vermelhos, Amarelos ou Pretos?

Escrevi todas as categorias raciais em letra maiúscula pois não quero ser acusado de racismo...

Esta estupidez, a que nos acostumámos a chamar de politicamente correcto, está a matar o bom-senso e a capacidade para evoluirmos como Seres Humanos, amarrados a palavras e julgamentos cerceadores da verdadeira Liberdade.

Como podem querer avaliar as nomeações para os Óscares, que devem ser baseadas no talento e interpretação, com o critério da cor, do género ou religião?

Se num ano específico, Denzel Washington, Morgan Freeman, Will Smith ou Eddie Murphy fizerem as melhores interpretações e forem os nomeados para uma determinada categoria, irá a Vanity Fair escrever um artigo a denunciar a ausência de pessoas sem cor?

Sim...

Porque julgo, segundo este aberrante conceito, as pessoas Brancas deverão ser consideradas sem cor.

Ou a Vanity Fair irá exigir a nomeação de um actor Branco para se garantir uma certa igualdade?

Em último recurso poderão apelidar um dos nomeados de pessoa sem cor, ou seja Branco, para equilibrar as coisas.

Este tipo de policiamento está a atingir um indescritível ridículo, condicionando qualquer tipo de discussão.

Neste caso, a única coisa que deveria interessar seria o talento dos nomeados e a sua actuação nos filmes por eles protagonizados, sem cor, credo ou politicamente correcto.

Simplesmente o talento.

Enfim...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

14
Jan20

Alguém Liberta "O Livre"?

Filipe Vaz Correia

 

O Partido Livre vive tempos agitados, num período pós-eleitoral que ameaçava ser um tempo de alegria e afirmação.

Parece que um grupo de militantes irá propor, no congresso deste fim de semana, o afastamento da Deputada Joacine Katar Moreira, num gesto que confirma o ambiente de tempestade que se vive intra-muros.

A "querida" Joacine parece ter feito refém todo o Partido, desrespeitando as suas indicações de voto ou através de afirmações desencontradas num constante navegar da onda mediática.

O Partido de Rui Tavares habituou os cidadãos, mesmo aqueles que não se identificam com o Livre, a uma postura intelectualmente atrevida, desafiando ideias ou conceitos programáticos, na Busca por ser uma alternativa entre o PS e a Esquerda mais radical, PCP e BE...

Com a chegada de Joacine, o Livre nem sequer se transformou num Partido de Extrema Esquerda, transformou-se somente numa anedota contada em surdina.

Por incrível que pareça a entrada para o Parlamento deste Partido tornou-se o seu maior pesadelo, entregue às mãos de uma egocêntrica representante que se perdeu inebriada pelo seu "umbigo".

Mesmo que consigam libertar o Partido do jugo desta Deputada, coisa que duvido, que consigam desfazer as amarras que os unem, não será demais dizer que os danos causados por esta deputada ao Partido serão irreversíveis.

Enfim...

Este é o exemplo de como a superficialidade de uma pessoa, mesmo sustentada pela "febre" da popularidade nas redes sociais, pode destruir o trabalho de tantos, em tão pouco tempo.

Ao contrário do que muitos antecipavam não é a gaguez o maior problema desta Deputada...

É a soberba bacoca com que julga o "mundo".

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

11
Jan20

“Depois Não Se Queixem!”

Filipe Vaz Correia

 

Irá Cristina Ferreira candidatar-se à Presidência da República?

Uma notícia veiculada pela revista Visão, onde essa hipótese é aflorada, sendo depois não desmentida pela própria no 5 para a meia-noite de Filomena Cautela.

Claro está que a doce Cristina não veio falar deste assunto numa perspectiva de se candidatar contra o queridíssimo Professor Marcelo, nem nas próximas duas ou três eleições...

A Princesa da Malveira tem contrato com a SIC e não poderia abandonar os seus espectadores da manhã, de um momento para o outro, já para não falar do seu pomposo e merecido ordenado.

Muitos soltaram a voz numa crítica feroz a este atrevimento da apresentadora, apontando o dedo a Cristina Ferreira e a esta Era de fazer política através do mediatismo popular, no entanto, nada me parece mais injusto...

De que forma foi eleita a querida Joacine?

Foi através do mediatismo das redes sociais, fazendo valer a cor, a gaguez ou até outro tipo de populares minorias, que viram nesta "superficialidade" programática uma forma de se sentirem representados.

Programa eleitoral?

Não interessou.

E o "estimadíssimo" André Ventura?

O deputado que se deu a conhecer ao povo nos ecrãs da CMTV, entre crimes e futebol, se calhar é a mesma coisa, entre frases feitas e boçalidades, entre "Passos" e Ciganos.

Programa eleitoral?

Apareceu depois das eleições, denunciado por Daniel Oliveira, sendo que o André logo o tratou de rasgar, apresentando novas ideias, não fossem as pessoas se aperceber das barbaridades nele incluídas.

E não ficamos por aqui...

Já sei que me vão falar de Marcelo Rebelo de Sousa e do seu programa na TVI, RTP e novamente TVI...

Meus caros, claro que esse programa lhe trouxe notoriedade e popularidade, porém, será de bom tom reconhecer que Marcelo já existia antes desses programas, com pensamento e densidade política, algo que o separa dos exemplos anteriormente citados.

Mas enfim...

A Cristina, ainda, não é candidata à Presidência da República, no entanto, se algum dia o for terá o mesmo direito que os Venturas, as Joacines ou outros da vida, forjados na televisão ou em outras plataformas mediáticas que lhes servem de alavanca para programas com pouco sumo mas carregados de populismo.

Por entre populismos e indiferença assim vai andando a democracia Portuguesa...

Como dizia um amigo:

"Depois não se queixem!"

 

Filipe Vaz Correia

 

 

10
Jan20

PSD: Entre Um Erro E Um Intervalo...

Filipe Vaz Correia

 

Este é um artigo carregado de penitências...

Penitências plasmadas em algumas linhas deste texto.

Em primeiro lugar penitenciar-me pela citação extraída da intervenção de Daniel Oliveira no Eixo do Mal e que dá titulo a este post...

"Um erro e um intervalo". 

Onde isto irá parar?

Já estou a citar o estimadíssimo Daniel Oliveira?

Depois...

Uma segunda penitência por todos os meus textos onde expressei a esperança em Rui Rio e nessas suas ideias que julgava poderiam transformar o partido, assim como, dar um novo rumo ao Centro-Direita Português.

A poucos dias das directas do PSD, julgo ser acertado dizer que Rio não será mais do que um intervalo na disputa eleitoral, nesse futuro laranja, Social Democrata.

No entanto, não obstante as desilusões Canequianas deste vosso amigo em relação ao candidato Rui Rio, não posso deixar de escrever o desmedido erro que seria se o PSD voltasse, por um instante, aos tempos do Passismo, ou seja, buscando através de Luís Montenegro um caminho que anteriormente se revelou equívoco e desagregador.

De Miguel Pinto Luz não gastarei muita dessa tinta imaginária que pincela este texto, não só pela falta de substância do candidato, como também pelo desnorte de rumo que se traduziram as suas posições.

Penitências minhas...

Penitências de um PSD que tarda em se reencontrar.

Neste fim de semana, nesse acto eleitoral que envolverá, somente, 30 ou 40 mil militantes, o PSD buscará uma resposta para as batalhas internas, demasiadas, que se somam nestes últimos anos, no entanto, será avisado explicar que não se afigura provável essa tranquilidade ou clarificação tão ansiada por tantos militantes e simpatizantes...

Pois dessa escolha entre um intervalo e um erro raramente poderá nascer esperança.

A esperança de uma verdadeira alternativa política.

Enfim...

Que venha o sol pois as laranjas vão podres.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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