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Caneca de Letras

12.12.19

 

Eu acredito no Serviço Nacional de Saúde.

Esta afirmação parece corriqueira, no entanto, tendo em conta o que se ouve pelos recantos da política Portuguesa ou o desinvestimento feito pelos sucessivos Governos neste sector do Estado, importa acentuar esta afirmação.

O Governo do PS anunciou um investimento, aprovado em Conselho de Ministros, de 800 Milhões de Euros no SNS.

Muito bem.

A este Governo, ou melhor ao da Geringonça, sempre apontei como maior defeito o desinvestimento no SNS, esse agonizar da Saúde dos Portugueses cada vez mais entregues ao sector privado para poderem resolver as suas doenças.

Digo e repito...

O SNS está à beira da ruptura e encontra-se numa situação vergonhosa.

Dito isto, não posso deixar de apreciar o anúncio destes números, apesar de estes não serem elevados tendo em conta as carências, porém mais importante do que avaliar o número global de investimento, importa saber como serão investidas estas verbas, onde serão investidas ou se serão mesmo investidas...

Estamos habituados a anúncios pomposos feitos por sucessivos Governos que com o passar do tempo não se verificam, num espectáculo mediático para alegrar o povo e contentar os mais distraídos.

Estaremos diante de mais um número teatral?

Ao ouvir a Ministra Marta Temido, fico com a sensação de uma luta intensa entre a dita Ministra e Mário Centeno, o senhor das finanças, num agitar de rumo que marcará o futuro de tal medida.

Espero estar enganado.

De uma coisa me sobra a certeza...

Urge cuidar da Saúde, deste sector público do Estado, para o bem estar da população, como pilar fundamental de um Estado Democrático.

Sem isso, assistiremos ao reforço do populismo e das demagógicas soluções de “tiranetes” providenciais, num desencontrado encontro entre a frustração das populações e o deslumbramento dos gabinetes Ministeriais.

Que venham então essas 800 Milhões de razões para se vislumbrar alguma esperança num SNS a cair de “velho”.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

11.12.19

 

Recebi o relatório anual, enviado pela equipa do Sapo Blogs, com os dados do Caneca de Letras.

Visitas e visualizações, reacções e comentários, amigos e anónimos, que aparecendo por aqui encheram de alegria este canto Sapiano repleto de Letras.

Foi mais um ano de prosas e poesias, de sentimentos e emoções, de noticias e opiniões, nessa mistura de ideias e sentidos que me atrevo a partilhar.

Textos de partidas e chegadas, de abraços e despedidas, de saudades...

Intemporais saudades que insistem em se fazer ouvir.

Neste entrelaçado rendilhado de esperanças e desesperanças, marcadamente Canequianas, não sobram palavras para agradecer àqueles que dispensando o seu tempo partilharam neste espaço a sua opinião, escrevendo textos e palavras, amarrando o seu querer à imensidão de expressões que acabaram por caracterizar esta Caneca de Letras.

Dos nomes destacados neste relatório, dos que mais comentaram por aqui, sobressaem...

MJPSarinMariaLuisa de SousaRobinson KanesAnaO Último Fecha a PortaCalimeroBia.

A todos um obrigado imenso, do tamanho do mundo, nesse sentir que me pertencendo, pertence também àqueles que generosamente, dia após dia, aceitam partilhar experiências e pontos de vista.

Não posso deixar de juntar aqui, a estes nomes, o Jaime Bessa, o Lourenço Botelho de Sousa, o Triptofano, a Teresa, o Miguel Pastor, a Sal e Pimenta, o Leão da Estrela, entre tantos outros...

Obrigado.

Por fim, agradecer à equipa do Sapo Blogs por, mais uma vez, neste ano terem carinhosamente acompanhado esta Canequinha carregada de Sapos, destemidamente à procura de uma singela leitura, por entre uma amena troca de ideias.

A todos, uma vez mais...

Obrigado.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

10.12.19

 

Palavras para quê?

Ao ler os depoimentos dos jogadores Max e Mathieu, sobra em mim uma tristeza imensa entrelaçada com essa vergonha que esventra a solitária alma Leonina, deste que aqui vos escreve.

Solitária porque este tipo de texto tem de ser escrito na solidão, sem ruídos ou acompanhamentos, de forma crua e desnudada como cada singela agressão que naquele malfadado dia “estuprou” a História do Sporting Clube de Portugal.

Ouvir Luís Maximiano é escutar as palavras de um menino que tem uma década de "casa", sonhando em cada dia vestir a camisola do seu Sporting, como esse sonho maior que serviu de alimento a tantos e tantos sacrifícios.

Para Max era também a possibilidade de desfrutar da companhia do seu ídolo de sempre, aquele que havia tido o mesmo percurso...

Rui Patrício!

O que Max conta no seu depoimento traduz o período sombrio que atravessou o clube, justifica a neblina que ainda nos encobre.

Naquele balneário, por entre aquelas paredes, soltaram-se petardos e fumos, murros e estaladas, ameaças que se agigantam nesses relatos de assustadores momentos plasmados no olhar de um jovem, um dia menino, observando in loco o poder do populismo Brunista.

De outro ponto de vista escutámos Mathieu, este sem uma ligação emocional ao clube...

Este jogador experiente, passou pela selecção Francesa e por clubes como Valência ou Barcelona, deixou através das suas palavras um testemunho sobre o medo que ali viveu, medo esse que diz ainda se manter, assim como a incerta certeza que lhe passou pela cabeça de não mais voltar a jogar pelo Sporting Clube de Portugal.

As coisas mudaram, acalmaram, mas fica evidente o horror experienciado por estas pessoas às mãos de arruaceiros criminosos, “cordeiros” impregnados por um boçal discurso que se fazia sentir em cada recanto de Alvalade...

Em cada “Fidelista” entrevista na Sporting TV. 

Que tristeza...

Que vergonha.

Lendo estes depoimentos fico convicto, já tinha esta certeza, de que era impossível para jogadores como William ou Patrício, tendo como Presidente Boçal de Carvalho, tomarem outra atitude que não fosse a de rescindir o seu contrato de trabalho...

Pelo ambiente, pela pressão familiar, pela incerteza da permanência do “esquizofrénico” ditador ou por tantas outras razões que se devem ter materializado após aquelas bárbaras agressões.

No banco dos réus sentam-se os "canalhas" que perpetraram tamanhos crimes, sendo de salientar a coragem daqueles que, jogadores ou outros elementos, presenciando aqueles actos se prontificam a contar o que necessita ser recordado.

Para que sejam punidos os envolvidos e  para que “Alcochete” jamais se possa repetir.

Palavras para quê?

Para que não se apague a memória do mundo verde e branco.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

09.12.19

 

Uns dias absorvido em mim;

Nesse trautear da melodia,

Num obscuro sentir,

Que se confundia com o ruído,

Saído das catacumbas da alma,

Numa misturada fórmula,

De um intransigente querer...

 

Noutros dias a depressão;

Esse aprender que se esconde,

As mágoas entrelaçadas ao orgulho,

Por entre dores e desamores,

Lágrimas e sorrisos,

Momentos imprecisos,

Apagados na areia...

 

Escrevo sem parar;

Num grito por segundo,

Soluço intemporal,

De um caminho irracional,

Que sussurra ao luar...

 

Adormeci:

E sem saber reescrevia,

Cada soletrada explicação,

Eternizada na desmesurada emoção,

Deste meu solitário coração...

 

Adormeci...

Para não recordar.

 

 

 

 

 

06.12.19

 

Fui surpreendido ao ligar a televisão, na SIC Notícias, com a seguinte informação...

“Amante sai em liberdade”

Em primeiro lugar era necessário descobrir de quem era o/a amante, quem era o/a amante e porque razão estaria preso/a.

Enfim...

Em letras pequenas, passando na parte inferior do ecrã, lá aparecia o nome de António Joaquim, o amante de Rosa Grilo, acusado pelo Ministério Público de ser o co-autor do assassinato do triatleta Luís Grilo.

Libertado?

As imagens sucedem-se...

O advogado do amante aparece diante das câmaras de televisão vangloriando-se da argumentação da defesa em contrapondo com aquilo que parece ser a “trapalhada” feita pela acusação, num processo que nos leva à estupefacção.

Nem pulseira electrónica ou prisão domiciliária?

Parece que não...

No meio de toda esta novela, muito se escreveu, muitas as cartas elaboradas pela viúva, pelos comentadores televisivos, opiniões misturadas com incertas certezas, no entanto, o que sobra é esta desmesurada confusão que resta desta incompreensível justiça.

O amante está em liberdade, a mulher em prisão, por entre, cartas e juras de amor ao amante.

E o morto?

Esse é o único que não terá recurso nem ponderação, somente esse destino traçado à mão de um qualquer assassino.

E onde estará o assassino ou assassinos?

Bem...

Essa era a resposta que todos esperávamos da Justiça.

Esta mediática justiça cada vez mais desnudada nas capas de jornais ou nos holofotes das redes sociais.

To Be Continue...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

06.12.19

 

Nancy Pelosi anunciou formalmente, esta quinta-feira, que o Impeachment Presidencial irá avançar, pedindo para que sejam redigidas as acusações que servirão de base ao processo apresentado no Senado.

Depois de ouvir vários especialistas em Direito Constitucional, parece claro para os Democratas que existem fundamentos para este impeachment a Donald Trump.

As acusações contra o actual Presidente Americano estarão sustentadas em três crimes...

Obstrução à justiça, Suborno e Abuso de poder.

O cerco aperta-se para Trump, enredado num chorrilho de trapalhadas, num continuo caminhar rumo ao abismo.

O Senado, Órgão que terá de votar favoravelmente este impeachment, para que este cenário possa ser realidade, é constituído por uma maioria de Senadores Republicanos.

Este ponto é incontestavelmente um pormaior, permitindo ao Presidente Americano acreditar numa vitoria neste novelesco capitulo.

Porém, independentemente do resultado desta votação, não se pode ignorar o imenso desgaste que todas estas situações causaram na imagem de Donald Trump, incrivelmente submerso neste tortuoso caminho.

Uma sinuosa questão deverá atormentar alguns Senadores Americanos...

Dar a Trump um voto para o salvar ou em contrapartida fazer cumprir a lei e assinalar com reprovação a patética actuação do actual residente da Casa Branca.

Veremos...

No entanto, quanto mais se escuta, mais se sabe, mais conhecemos, mais sobra a profunda convicção de um Presidente impreparado para a função, inadequado no cargo.

Enfim...

Talvez a derrota de Trump não se concretize às mãos de um qualquer adversário, em campanha eleitoral, talvez esta possa surgir entrelaçada à “estupidez” inerente ao seu próprio personagem.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

05.12.19

 

Na cimeira da NATO vários foram os Chefes de Estado que estiveram presentes, numa cimeira que concentrou os maiores protagonistas da política Mundial.

No entanto, um vídeo se destacou, um assunto foi maior do que todos os outros...

O vídeo onde Trudeau, Macron, Boris Johnson e Mark Rutte, a espaços acompanhados pela princesa Anna, troçavam de Donald Trump.

Trump chegara atrasado ao Palácio de Bunckingham, deixando a Rainha Isabel II à sua espera...

Este foi o mote para as palavras de Boris Johnson, palavras que deram inicio a essa conversa que escarnecia do desnorteado Presidente Americano.

De facto, nunca os Estados Unidos estiveram tão vulneráveis a este tipo de episódios como nos dias que correm, fruto da personagem trágica e cómica que preside aos destinos de tão mui nobre Nação.

Trump ao tomar conhecimento de tal vídeo amuou, deixando de imediato a cimeira da NATO, alegando que já tinha dado muitas conferências de imprensa, algo que o isentaria de mais encontros.

Deste episódio, marcado por uma gigantesca invasão de privacidade, por parte da imprensa, para com aqueles que se apresentam como protagonistas da “vida pública”, sobrará o ridículo da figura Presidencial Americana, ou seja, desse Donald Trump que se assemelha a um elefante numa loja de porcelanas.

Uns dirão que aquela conversa de Chefes de Estado foi bulling...

Eu direi que foi, singelamente, divertida.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

04.12.19

 

Tinha tantas coisas para te escrever...

Tantas e ao mesmo tempo nenhuma, num viajar disfarçado pelas estradas mais sofredoras do destino.

Palavras e mais palavras, esvoaçando ao vento, sem rumo nem destino, desatinadamente desprendidas dessa realidade que esventra e separa, que se atreve a calar, vezes sem conta, os desenhos mais entrelaçados de uma alma desapegadamente voadora.

Foi de traço ténue que pincelei cada pedaço dessa tela que para ti soletrei, nesse soletrar devagarinho que se tornou pintura, aguarela esborratada de uma noite de verão.

O céu azul, tão límpido e sereno, parece não antecipar cada toque entre nossas mãos, cada beijo escapado, sorrateiramente escapado, cada vontade amarrada nesse presente ausente, ansiosamente esperado.

No olhar...

Nesse olhar se perdeu, sem aviso, cada promessa de eternidade que fizemos, cada entrelaçado pedido, perdido, de um cântico intemporal.

Nada mais se pode pedir...

Ao som de uma melodia vai sobrando esse contemplar de cada promessa de amor que ficou para trás, de cada segundo de ardor que misturadamente no coração se eternizou.

Sei bem que o amor tem os seus encantos, recantos de espantos, por vezes cantos, outras vezes prantos, num desalinhado acreditar que impossibilita a escrita de o descrever.

E assim, sonolentamente se vai escondendo o sol, timidamente se despedindo desse momento, dos seus momentos, dos nossos, num viajar constante e irreverente, tal e qual cada pedaço dessa nossa abreviada canção.

E nem que seja uma vez mais, voltarei a deixar tocar tal melodia, numa despedida sentida de cada cheiro e sabor, nesse arrepiante tocar da alma.

Até um dia Amor!

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

02.12.19

 

A Greta está a chegar a Lisboa...

A activista Sueca fará escala na Capital Portuguesa, momento suficiente para um encontro, na Doca de Alcântara, com o Presidente da Câmara de Lisboa e com alguns Deputados da mui nobre Nação.

A caminho de Espanha para estar presente na Cimeira do Clima, patrocinada pela ONU, onde se irá discutir as alterações climáticas e o seu efeito neste Planeta Azul.

A jovem Sueca irá participar neste debate para o qual tem contribuído com o seu testemunho, testemunho esse que rapidamente se transformou na voz de milhares de jovens por esse mundo a fora.

Well Done!

O combate às alterações climáticas é um tema deveras importante, tema esse que não deveria dividir gerações, mais novos versus mais velhos ou servir de arremesso político, num jogo Direita versus Esquerda...

Antes pelo contrário, este é um tema que deveria unir todos, na busca por um consenso que modifique e altere a actual realidade.

É indesmentível que o Planeta passa por um processo de alterações climáticas e que urge tomar medidas, sem tempo para hesitações, que reduzam esses efeitos para os quais os cientistas de todo o mundo vão alertando.

Países como a China ou Índia, até agora dos maiores contribuidores para a actual devastação climática que vivemos, terão obrigatoriamente de mudar de posição, olhando para o acordo de Paris com o tamanho interesse da sua sobrevivência.

Basta ter atenção aos níveis de Poluição que condicionaram a população Chinesa durante o ano de 2018 ou já neste ano de 2019 com as duas maiores cidades da Índia, Nova Deli e Mumbai, paralisadas devido ao elevado número de partículas na atmosfera.

Atravessando o Atlântico, no veleiro da casa Real Monegasca, a jovem Sueca Greta Thunberg continua percorrendo o trilho que para si escolheu, contribuindo com o seu papel para esse despertar de consciências desmedidamente importante, caso a Humanidade tenha legitimas preocupações  com a sua sobrevivência.

Da minha parte, querida Greta, apenas um conselho:

Que o seu discurso de Madrid seja diferente daquele que fez na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque...

É que nem sempre a agressividade se revela o melhor caminho, por vezes, em vez de agregar, assusta.

Mas o que importa?

A Greta deve estar a chegar...

 

 

 

 

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