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Caneca de Letras

Caneca de Letras

06
Set19

Dignidade Humana: Onde Se Traçam Os Limites?

Filipe Vaz Correia

 

Hesitei em escrever sobre este tema, principalmente pela repulsa que sinto ao referir o pasquim em causa e este gesto que, mais uma vez, o define.

A capa do Correio da Manhã desta Sexta-Feira, é uma das maiores barbaridades que alguma vez assisti, sinceramente é apenas mais uma neste longo reportório de “canalhice”, no entanto, não consegui conter a indignação que cresceu em mim.

Sou absolutamente contra este tipo de aproveitamento da desgraça alheia, figuras públicas ou anónimas, num frenesim constante por vender mais e mais, sem olhar a meios nem a princípios definidores da dignidade Humana.

Existirão limites?

Sei que muitos me responderão que se trata da Liberdade, essa donzela tantas vezes violentada por aqueles que supostamente a cortejam, porém não consigo compreender o que poderá ter a ver a exposição de um jovem, deitado numa maca, ligado a máquinas, num momento de absoluta fragilidade, com o direito a informar...

Esta revolta que me recuso a calar, sobra dentro de mim, por entre, os valores que me norteiam, os limites que julgo definirem a dignidade Humana.

Este pasquim expõe qualquer coisa e qualquer um em nome do que eles chamam de “jornalismo”, comportando-se como abutres atrás da carniça, esventrando a privacidade de todos os que podem servir os seus interesses...

Estão protegidos nesta sociedade, por uma justiça que muitas vezes com eles é conivente, passando informações que contribuem para a quebra do segredo de justiça, aliando este facto a um branqueamento total destas acções.

A capa que desnuda a realidade de Ângelo Rodrigues, não passa de um acto cobarde e vil destes medíocres escondidos sob o manto do “jornalismo”.

Uma vergonha!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

06
Set19

Vou De Férias... Aqui Ao Lado!

Filipe Vaz Correia

 

Meus caros amigos “Canequianos”...

Já tenho tudo preparado, estou emocionado, nervoso.

Malas feitas, bilhete comprado, viagem preparada e aqui vou eu...

Hoje vou visitar a nossa muito querida amiga, MJP, que amavelmente me convidou para sua casa, abrindo as suas portas para dois dedos de prosa sobre essa Liberdade que tanto nos amarra e ao mesmo tempo nos faz voar.

Vão até lá...

Eu já estou a caminho.

Para a MJP...

Obrigadíssimo, uma vez mais, pelo convite e um beijo do tamanho do mundo.

 

 

 

06
Set19

As Cores...

Filipe Vaz Correia

 

As cores escaparam, fugiram, esbateram-se...

Na tela em branco nada sobrou daquelas pinceladas que amiúde foram ficando pela vida a fora, deixaram de brilhar, numa misturada interrogação que amordaça a vontade e se perpetua nessa dor que esmaga sem gritar.

Nesse vazio que se impõe, vezes sem conta, é sussurrado o nome dessa batalha que soletradamente desapareceu, dessa inquietude perdida, silenciosamente calada, por entre, a amargurada desventura que sobrevive aos dias e noites, numa repetida melodia, indiscretamente insistente.

Já perdi o hábito de expressar o teu nome, a imagem do teu rosto que se foi apagando, o bater do coração acalmando o sobressalto que outrora se agigantava.

Tudo mudou...

Mas nada morreu!

Nesse viajar, por entre, nuvens e chuva se desconstruiu aquela perfeição extinguida, aquele amarrar persistente, aquele amarar nesse mar agitado que agora se acalmou, desistiu de “bravejar”, como se desistisse de lutar contra as tristezas que se acumularam, por entre, as marés do destino...

A tela em branco...

Sempre ela.

De olhos fechados, questiono a imaginação pelas memórias desse passado, nosso, pelas saudades de um tempo onde se entrelaçavam os olhares, as mãos ou as frases desassossegadas, palavras desencontradas, numa enigmática esperança lunar.

Neste texto nada disto se encontra, nem as palavras permitem esse encontrar, com receio de que numa singela pontuação se recordem de como era o que agora desapareceu, de como foi o que desesperançadamente se perdeu.

As cores...

As tamanhas cores de outrora, aquelas que ousavam, atreviam, desafiar o entendimento, a percepção do que estava desenhado e que deram lugar a esse espaço vazio que reina, se agiganta, despedaçadamente irrompe sem esperar.

Numa última dança se escreve um texto, se desempoeiram as palavras, se despem as desapegadas letras, para nesse último passo brindar ao que existiu...

Ao que foi amor.

Ou será que ainda é?

Isso pouco importa...

Que se faça tocar a música para num instante parecer que ainda sobrevivem as cores melodiosas de um intemporal amor.

Tão intemporal que preferiu morrer do que simplesmente esse sobreviver que ameaçava o amarrar eternamente.

As cores...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

05
Set19

A Entrevista De Frederico Varandas...

Filipe Vaz Correia

 

Mas que grande entrevista...

Frederico Varandas concedeu uma entrevista à Sporting TV, uma generosa tentativa para explicar os actos de gestão da sua direcção, tendo em conta aqueles Sportinguistas que fruto da sua ignorância não conseguiram acompanhar o “magnífico” plano de quem os lidera.

Um entrevista aguardada, esperada, carregada de momentos marcantes e inesquecíveis.

Para começar, deixar aqui o meu “mea culpa” por não conseguir acompanhar as intervenções do Presidente sem que a sonolência me envolva, o tédio me acometa, o desassombrado aborrecimento me persiga.

Mas isso é, certamente, culpa minha...

Não terá, com certeza, nada a ver com a falta de empatia ou carisma do estimado Frederico, ou seja, a ausente capacidade de comunicação que perturba o raciocínio daqueles que se esforçam por compreender a lenta dicção Presidencial.

Nesta entrevista ficamos a saber que existem esqueletos a sair do armário Sportinguista, que grassam ignorantes e desonestos intelectuais no mundo verde e branco, sempre que estes, os desonestos ou ignorantes, ousam discordar do rumo escolhido pelos líderes “iluminados”.

Passámos de Sportinguados, a ignorantes e desonestos...

 Que falta de originalidade.

Depois não posso deixar de expressar uma palavra sobre Jesé Rodriguez, essa pérola por quem Varandas jura se ter atravessado, no entanto, repleto de motivos para tamanho gesto visto ter garantido saber tudo sobre a vida do jogador Espanhol...

Dentro e fora do campo.

Uma mistura de “Scout” de Futebol e Tertuliano cor de rosa, sempre em cima do acontecimento.

Temo é que ao informado Presidente do Sporting lhe tenha escapado a profissão em que Jesé Rodriguez tem conseguido maior sucesso nos últimos anos...

Cantor!

Jesé ou Jay M é, paralelamente ao futebol, um cantor “renomado” no YouTube, com vídeos que atingem mais de 31 Milhões de visualizações, garantindo à partida a animação dos intervalos em Alvalade.

Agora digam lá que o Presidente não pensa em tudo.

Varandas garantiu ainda que não é estúpido, quem sou eu para o contradizer, aproveitando a entrevista para nos esclarecer que Jesé Rodriguez, Jay para os amigos, é um avançado centro, centro, centro, que joga no centro...

Perdoe-me a ousadia:

Não, não é!

Aliás se o senhor Presidente me permite dizer...

Isso é uma grande estupidez.

Ainda se falou de Bolasie e da sua imensa experiência na Premier League, de Fernandinho e do seu imenso potencial ou até do já desaparecido Marcel...

Coitado do Marcel.

Falou de Leonel Pontes, do prazo e da tarefa, do treinador Português que quer contratar, mesmo apostando no Leonel ou naqueles treinadores que não querem treinar o Sporting...

Tanta coisa e coisa nenhuma.

Dos sub-23 que têm vários jogadores de 18 anos e um de 16...

A sério?

Que bom...

Enfim, Varandas falou, falou e falou, por entre, aquele assombro de sapiência que parece lhe pertencer mesmo que seja inócua, despida de ligação com a realidade.

Assim, continuo desmotivado, triste e preocupado, no entanto, menos infeliz pois tenho no meu feed do YouTube a nova canção de Jay M...

O avançado centro, centro, centro, que joga no centro mas é móvel, do SCP.

Ai que bom!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

03
Set19

Vaarwel Marcel Keizer

Filipe Vaz Correia

 

Olha que boa noticia...

Marcel Keizer despediu-se ou foi despedido, mútuo acordo, numa separação que se saúda tendo em conta a impreparação deste personagem para o cargo que ocupava.

Quase um ano depois de ter tomado posse, Frederico Varandas vai para o 4º treinador do seu mandato, a caminho do 5º, assim que chegar a nova escolha do Senhor Presidente...

Um caminho, certamente, planeado e desenhado na excelência da estrutura existente no futebol Leonino.

Enfim...

O que importa é que Keizer já não é o treinador do SCP, deixando espaço para novas escolhas e um novo rumo.

Gosto bastante de Leonel Pontes, sabendo que dificilmente esta direcção lhe dará a devida oportunidade para crescer e fazer crescer estes jogadores, mesmo com um plantel desequilibrado, (im)preparado à luz de soluçantes decisões carregadas de um incompreensível desnorte.

Quanto a Keizer será justo agradecer os dois títulos conquistados, Taças da Liga e de Portugal, mesmo que no intimo da Nação Leonina se sinta que estes títulos estarão mais ligados à época de excelência de Bruno Fernandes do que à mestria de Keizer.

Quanto ao futuro...

Esperemos que Varandas possa acertar nesta escolha fundamental que se prepara para fazer, o 5º treinador desde que é Presidente do SCP, deixando bem claro que um novo falhanço terá de ditar o assumir de responsabilidades do mesmo Varandas, sem espaço para desculpas ou passados fantasmagóricos.

Para terminar, expressar o gosto imenso que senti ao ouvir as palavras de Benedito, João Benedito, mostrando que mesmo em silêncio, essa demonstração de responsabilidade e sabedoria, está atento ao que se passa em Alvalade e no “seu” Sporting.

Como lastimo que a escolha nas últimas eleições não tenha recaído sobre ele...

No entanto, o futuro está a chegar e o seu papel poderá e deverá ser de vital importância.

Voltando ao que importa:

Adeus Marcel Keizer...

Vaarwel Marcel Keizer!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

02
Set19

Sporting: É Preciso Mudar... Já!

Filipe Vaz Correia

 

Porque insisto?

Porque não desligo deste drama futebolístico e sigo por entre poesias e imaginação, contos e opinião, entrelaçados poemas guardados em mim...

Questões que se amarram a essa parte de minha alma que suspira por esquecer este momento “verde e branco”, tão tristonho como medonho.

Já não tenho paciência para os “ogres” da situação, aqueles que defendiam acerrimamente Bruno e agora cerram os dentes por Varandas, se calhar estou a descrever o próprio Varandas, sendo agora os algozes daqueles que querendo ser livres, contestam estes disparates, chorrilho deles, perpetrados por esta “direcção”.

Estou cansado das desilusões, tristes constatações deste respirar Leonino que nos guiou até aos dias de hoje, até esta confusa realidade.

Escrevo este Post com a triste sensação de desesperança marcada na alma, por entre mais um desabafo presente naquela criança que um dia fui, sonhando, gritando, vociferando a plenos pulmões a vontade de vencer, sempre vencer em nome do meu grande amor...

O meu Sporting.

Em conversa com amigos, sentindo o desesperante desapego que se instalou em alguns, não posso deixar de sentir que urge mudar...

Urge abanar este Sporting.

Fala-se que estamos a negociar Thierry Correia...

Depois de Félix Correia, seu irmão, Bas Dost, Matheus Pereira, Raphinha, faltará pouco para num movimento de mercado, sem que ninguém se aperceba, o “herói” do Afeganistão venda o Paulinho, por uns valentes Euros, para a a rouparia de um qualquer “colosso” europeu.

Já não me admirava...

Está na hora de mudar, de mudar radicalmente, começando desta maneira a acreditar que talvez vendendo a SAD, o clube pudesse ficar mais protegido e com isso encontrar alguém que lhe possa dar um rumo condizente com o seu Histórico passado.

Pois isto de eleições está complicado para os lados de Alvalade...

Ora em primeiro lugar elegemos um charlatão de feira com tiques ditatoriais, para em seguida elegermos um banana que acredita ser o mais espertalhão Leão da savana.

Isto não está fácil...

Alguém conhece um Xeque interessado?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

02
Set19

Insistentemente Amor

Filipe Vaz Correia

 

Queria escrever sem parar;

Sem parar de gritar,

Gritando de uma vez,

Uma vez inteira,

Inteiramente desnudada,

Desnudadamente primeira,

Sem contar com o ardor,

Desse antigo antigamente,

Sem nexo o torpor,

Repetindo novamente,

Esse bater, tambor,

Insistente, insistentemente...

 

Insistentemente amor!

 

 

 

 

 

01
Set19

A Lenta Agonia Do Rei Leão...

Filipe Vaz Correia

 

Tanto para escrever, por dizer...

O Sporting perdeu em casa com o Rio Ave, num jogo que assusta a alma Leonina.

Hesitei em escrever, uma vez mais, sobre o que grita a minha alma, num misto de estupefacção e incredibilidade.

Este jogo desnudou, como se fosse preciso, a falta de qualidade do trabalho de Keizer e sua equipe técnica, sendo por demais evidente, para quem quer ver, as fragilidades deste modelo montado pelo Holandês.

Para piorar a situação, Marcel Keizer poderia ser um treinador que “apenas” preparasse mal a equipa, no entanto, Keizer alia essa pobreza técnico-táctica a uma absoluta incapacidade de leitura de jogo, numa mistura explosiva de impreparação para o cargo que ocupa.

Keizer é medroso e frágil, como ficou patente, uma vez mais, na tradicional substituição de Vietto por Borja, passando uma mensagem à sua equipe de temor, diante de um adversário que deveria dominar em sua casa.

Poderia estar aqui a discutir os três penáltis marcados em Alvalade, principalmente o segundo que é absolutamente escandaloso, sem que o VAR consiga esclarecer aquilo que salta ao olhar de qualquer um...

No entanto, quando uma equipa joga como jogou o Sporting, com a fragilidade constante no seu plano de jogo, torna-se difícil conseguir usar as arbitragens como justificação cimeira.

Escolher um meio campo de alpaca, com Wendel e Doumbia, que não pressiona o portador de bola adversário ou encurta espaços, nada mais é do que um convite para as bolas nas costas da sua defesa, como aconteceu neste jogo de forma insistente...

Mas como explicar isto ao “expert” Keizer ou ao seu “patrono” Varandas?

Caminhamos sem rumo, infelizmente sem bússola, num caminho para um abismo sem fim...

Temos dificuldades financeiras, agora parece que temos, nas anteriores eleições o actual Presidente vociferou que dormia bem, em relação à situação financeira do clube, o mesmo aconteceu quando perdemos por 5-0 com o Benfica...

Não estava preocupado!

Um padrão de irresponsabilidade e ignorância...

O que sobra neste Sporting é uma grotesca incompetência e ignorância, o que em contraponto escasseia é um desígnio de união ou um patamar de competência.

Mais um jogo...

Mais um pedaço desse desespero verde e branco, que se acumula num infinito grito de desesperança.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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