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Caneca de Letras

23.09.19

 

Fazia zapping domingueiro quando passei pela CMTV, algo pouco frequente mas sempre desafiador...

Desta vez alertavam para o Casamento do Ano, a celebração do momento, algo nunca visto ou experimentado.

(Sou capaz de estar a exagerar...)

A CMTV transmitiu em directo o casamento do estimado Toy e da “sua” Daniela, com direito a entrevistas, comentários e avaliações...

Que bom!

Os meus dentes caninos encheram-se de veneno, daquele sarcasmo transbordante incapaz de ser contido.

Tentei...

Juro que tentei.

No entanto, decidi explanar um pedaço de tão delicioso momento, por entre, a excelência jornalística e o astuto fenómeno de informação.

De uma coisa poderemos estar seguros, este canal é sempre surpreendentemente inovador, indesmentívelmente medíocre.

Agora façamos um singelo exercício:

No próximo casamento, talvez da não menos estimada Ágata ou até do divórcio do queridíssimo Toy, onde julgam que irá ser transmitida a cerimónia?

Na TVI!

Ao invés da Maya, teremos a Judite Sousa ou o Ricardo Araújo Pereira a receberem os convidados, enquanto o Paulo Portas e o Miguel Sousa Tavares comentarão as ocorrências e as vestes dos intervenientes...

Provavelmente em horário nobre e com Karaoke à mistura.

Que pobreza franciscana...

Os Franciscanos que me perdoem.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

23.09.19

 

O PSD perdeu, pela primeira vez, a maioria absoluta na Madeira...

Felizmente para os Sociais Democratas, o CDS deverá garantir os deputados suficientes para numa coligação, bastarem à governação do arquipélago da Madeira.

No entanto, não deve bastar esta constatação, este cenário de tristeza, que tomou conta dos rostos “laranjas” habituados a reinar naquelas terras.

Em contraponto, vemos o Partido Socialista alimentando o seu caminho, com novos 14 deputados adquiridos nestas eleições.

Um desenho arrepiante para a história Social-Democrata na região, para o legado de Alberto João Jardim, ficando desnudadamente a interrogação...

Se Alberto João Jardim não tivesse, nestes últimos dias, entrado nesta campanha eleitoral qual seria o resultado do partido?

Não estaríamos a assistir a uma catástrofe maior?

Uma histórica lição para aqueles que menosprezaram o peso das “velhas” raposas, neste novo tempo eleitoral...

Hoje, espantados, viram-se confrontados com as repercussões dos seus actos, com as consequências das suas “queimadas”.

Talvez esse passado recente, repleto de autofagia, tenha servido para enfraquecer o Partido e a sua actual liderança.

Por vezes as feridas abertas não saram, não secam...

Por mais que se demonstre o contrário.

Destas eleições sobrará o terramoto político que quase aconteceu na região da Madeira, ao PSD e ao seu passado histórico...

Chega o tempo dos entendimentos, um novo tempo na Madeira, que irá ditar todo um destino e um legado que se entrelaça desde 1974.

Novos tempos, renovados entendimentos...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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