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Caneca de Letras

Caneca de Letras

20
Ago19

O Sol, O Mar, O Vento

Filipe Vaz Correia

 

 

 

O sol, o mar, o vento;

Sorrisos e afagos,

Entrelaçados em cada onda,

Que vai e vem,

Amarra e liberta,

Tantas e tantas vezes,

A parte incerta,

Desmedidamente deserta,

Da alma.

 

O sol, o mar, o vento;

Numa dança inconstante,

Bailando nesse tormento,

Que se torna hesitante,

Num beijo, sentimento,

Numa carícia, arrepiante,

Transformando um simples olhar,

No mais belo acto de amor.

 

O sol, o mar, o vento...

 

 

19
Ago19

Férias “Canequianas”

Filipe Vaz Correia

 

Férias, finalmente férias...

Sentado na esplanada do Hotel Casablanca, onde sempre venho para um tomar um “drink”, começo mais uns dias de férias em Montegordo, como quase todos os anos faço, numa praia que me liga a momentos soletradamente felizes.

O sol que parecia se esconder em Lisboa, por entre, este verão quase Outonal, parece reinar nesta terra Algarvia, poderoso, esplendoroso, magicamente imponente.

Como tinha saudades de sentir este cheiro de mar, este rebuliço silencioso que amarra a alma ao mar salgado, aos cheiros e sabores carregados de salmoura.

O tempo descansa, não cansa, parece parar por um pedaço, dando a verdadeira dimensão desse querer que importa...

Apreciar as boas sensações da vida, desse destino cruzado, por entre, vento e sol, areia e mar, brindando a esse Oceano que chega e molha os pés, num mergulho nos envolve e resgata da sensação de stress que no quotidiano nos cerca e condiciona.

Para quem está de férias...

Boas férias!

Para quem esteve...

Que tenham valido a pena.

Para quem ainda as irá ter...

Não desesperem.

Agora vou dar um mergulho, brindando este tempo que se torna eterno em cada memória que se guarda.

Boas férias a todos os Canequianos.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

18
Ago19

Sporting: Vendemos O Holandês... Infelizmente Foi Bas Dost!

Filipe Vaz Correia

 

Vendemos Bas Dost...

O que seria uma frase polémica, é por estes dias uma constatação factual, tendo em conta o panorama deste famigerado Sporting, entrincheirado entre um soldado afegão, perito em futebol, e os seus sabichões de balneário, gente que traz consigo o ADN Leonino, como o "severo" Beto ou o invisível Viana.

Enfim...

O que importa é esta certeza que nos suporta...

Estamos no caminho certo!

Bas Dost custava imenso dinheiro, tanto que para ficarmos com ele, provavelmente, teríamos de abdicar do entusiástico Diaby, do irreverente Vietto, do genial Rafael Camacho ou até do ausente Rosier...

Deus nos livre!

Já conseguimos a venda de Dost, o desengonçado Holandês, falta agora aquele cabeludo lateral direito, formado em Alvalade, um tal de Thierry, para o plantel começar a estar como deve de ser.

E não duvidem, o Hugo, o Presidente e o Marcel, que de Kaiser não tem nada, estarão a preparar uma alternativa espectacular.

Falam em Slimani, atleta que depois de sair de Alvalade tem somado êxitos após êxitos, mas não creio que possa ser esta a solução preconizada pelos ditos "iluminados" Presidenciais...

Acho que a alternativa poderá vir do mercado do Médio Oriente, local onde Keizer e Hugo Viana têm imensos conhecimentos e onde certamente ecoarão as histórias heróicas do "jovem" Frederico.

Meus queridos Sportinguistas, não estou nada preocupado, antes pelo contrário, feliz e alegre com estas notícias, este planeamento que parece demonstrar a força Leonina.

Que bom...

Quanto a Bas Dost, desejo-lhe o melhor, desconfiando que demorará algum tempo, até encontrarmos um outro ponta de lança que consiga igualar a sua média de golos, com a camisola verde e branca.

Mas, certamente, estou enganado pois o Frederico deverá ter um plano fantástico na manga, ao jeito daquele que tinha quando despediu Peseiro.

Triste fado do Leão que corre desnudado, por entre, esta caminhada rumo ao infinito abismo.

Um abismo Presidencial.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

16
Ago19

Cof... Cof... Cofina!

Filipe Vaz Correia

 

Tive um pesadelo...

Uma história, incrivelmente irritante, impossível de acreditar que poderia se transformar em realidade.

Então não é que sonhei com a compra da TVI pelo grupo Cofina, ou seja, os donos do Correio da Manha, da CMTV ou da Sábado, entre outros.

Não seria possível...

Imaginemos a TVI e a Rádio Comercial nas mãos de um Grupo, “reconhecido” por ser uma fonte de noticias fidedignas, incapazes de deturpar a verdade ou de criar factos alternativos.

Um grupo, Cofina, conhecido por ter uma chancela de qualidade e credibilidade a toda a prova, quase insuperável.

Imaginem o Jornal da Noite da TVI apresentado pela Maya e em vez dos comentários do Miguel Sousa Tavares, passaríamos a ter a Tânia Laranjo, a cuspir as suas tão preciosas avaliações, à porta de um qualquer tribunal.

Velhos que mataram as Mulheres, drogados em assaltos na vizinhança ou até mesmo uma ou outra violação com participação especial de um ou outro popular que pudesse conhecer os envolvidos.

Este poderia ser um quadro de um futuro Telejornal da TVI, antecipando um programa de Prime Time com gravações de processos em Tribunal, sempre em Segredo de Justiça, numa mistura medíocre do que deve ser o Jornalismo.

Imaginem...

Se um canal como o CMTV, já assume a sua quota parte de populismo primário, na “estupidificação” da população, imaginemos o que seria se tivessem, como veiculo, uma estação de televisão como a TVI ou uma Rádio como a Rádio Comercial...

Não pode ser!

Estou certo que foi um sonho, descompensado e sem qualquer tipo de adesão à realidade.

Assim sendo, estou mais tranquilo pois ainda existe esperança...

Foi um sonho!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

15
Ago19

A Greve Ou O Reality Show Do “Professor” Pardal?

Filipe Vaz Correia

 

Se existir greve...

Aparece o Pardal!

Se não existe greve...

Aparece o Pardal!

Se não se cumpre os requisitos mínimos...

Aparece o Pardal!

Se existe uma câmara de televisão...

Aparece o Pardal!

Valha-nos Deus que o raio do Pardal está em todo lado, cansativamente em todo lado, como forma extenuante de levar ao desespero todos aqueles que não querem a “apardalada” agitação.

O senhor fala, exaspera, pragueja e atemoriza, vocifera ou acusa, numa promessa carregada de contradições.

O Governo e a Antram tentam desmontar as gritarias, as mesmas reivindicações que desnudam a razão, esses gritos surdos que se escondem, por entre, ruas e avenidas.

Detesto greves, esta não foge à regra...

Mas se tiver que lidar com ela, a greve, então que seja um “pombo” o interlocutor, um “canário” ou uma “avestruz”, no entanto, todos menos o Pardal.

Pois o que importa é o céu estrelado, as vozes hesitantes, os piquetes de greve intimidando quem se presta a trabalhar.

Tudo valeu a pena, naquele instante, naquela televisão, onde nada mais importava do que um Pardal à solta.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

15
Ago19

No Caneca Com... A Maria!

Filipe Vaz Correia

 

O Filipe, num gesto generoso, pediu-me um texto para publicar No Caneca Com

Uma surpresa agradável, que me deixou sensibilizada.

Confesso, eu que nunca digo não a um desafio, tive medo. Medo de não corresponder às expectativas. Medo de escrever na página de alguém que tem o dom da escrita.

Escrevi uns tantos textos, nenhum me agradou. De repente, uma epifania!

Faz dia 18, 4anos, que meu pai partiu. Aproveito o desafio para homenagear um homem de letras numa Caneca de Letras.

 

Memórias

Apesar do sol estar meio envergonhado, entre nuvens acinzentadas, comprei uma revista e sentei-me na esplanada.

Ao abri-la, olhei, distraidamente, para a data. Uma nuvem, como a que encobria o sol, turvou-me a visão.

Faz hoje 4 anos que me privaste do teu sorriso doce e envergonhado.

Vieram-me à memória os momentos que partilhamos, as sonoras gargalhadas que soltavas, a tua voz a declamar Sophia, Pessoa e Mourão Ferreira.

Os almoços de domingo que se prolongavam pela tarde. Tinhas sempre qualquer história para me contar e simultaneamente tornar-me mais rica de saberes.

Recordo o teu escritório, onde sempre tão bem te sentias, rodeado de livros, jornais e revistas que lias sofregamente, e, se fosse fim-de-semana, tinhas ao lado um copo de whisky, que sempre te preparava seguindo a tuas instruções “dois dedos de whisky, água Perrier e 2 pedras de gelo.

A tua velha máquina de escrever ainda lá está. Ao lado, o portátil que a destronou e as canetas de tinta permanente que cuidadosamente enchias aos domingos.

Recordo as “aulas” que me davas de bem falar português. A insistência, quase obsessiva, com que dizias - o verbo haver nunca tem plural se for sinónimo de existir. Rio e frio são palavras dissilábicas, por isso tens de pronunciar ri-o e fri-o.

Continuo com dificuldades nas vírgulas. As vírgulas, o meu calcanhar de Aquiles. Nunca sei onde coloca-las (que pena estar desatenta quando me ensinaste). Assim, como dizias, abro a “caixinha” onde as guardo e deixo-as cair ao sabor da brisa.

Tal como no poema de Mourão Ferreira “Há de vir um Natal e será o primeiro em que se veja à mesa o meu lugar vazio”. Para mim esse Natal chegou, repleto de memórias. A ansiedade que em criança esperava que viesses da “repartição”, como dizias, para decorarmos a árvore, com bolas coloridas, fitas brilhantes e algodão a fingir a neve que o calor dos trópicos não tinha.

Olho em redor, solícito, o “garçon” (palavra que me ensinaste), aproxima-se. Ainda a pensar em ti e na tua paixão pela escrita, digoPor favor, uma caneca de letras”- as letras que tanto amavas misturar e transformar em poemas, ensaios e artigos para jornais olha-me admirado, responde, não temos.

Pode ser dois dedos de whisky, água Perrier e 2 pedras de gelo.

Saravá pai

 

Muito obrigada Filipe!

 

 

Maria

 

14
Ago19

Deserto

Filipe Vaz Correia

 

Cuspi para o papel

Meia dor, meio fel

Ardente sabor de mel

Nesse amor pastel

Que outrora imaginei...

 

Imaginei na imaginação

A contraditória repetição

Insistente contradição

Trancada nessa desilusão

De um encantador coração...

 

Mas as palavras cansadas

Exaustas de lutar

Estão agora repousadas

Nesse presente soltar

De emoções passadas...

 

E partindo à descoberta

Por entre sorrisos perdidos

Vai soletrando essa parte incerta

Certa de ardores extinguidos

De  sabores feridos

Que renascem no deserto

Tão meu...

 

Tão meu que desconhecia me pertencer.

 

 

 

 

14
Ago19

Quais Os Enigmas De Um Perdão?

Filipe Vaz Correia

 

Não peças desculpa, nessa meia culpa que invade, essa desculpa que serve de justificação para a culpada consciência, a desmedida irreverência com que se quebrou o laço, esse antigo abraço extinto no meio do fogo de tamanha raiva, tamanha desilusão.

Um ponto...

Meio ponto...

Ou ponto nenhum, pouco importará, nessa janela que se trancou, nesse despir de um sentir que outrora simplificava o olhar, segredava nessa esperança amarrada ao tempo, descodificando o sentimento que aquecia a alma.

A doce alma, a triste alma...

Não peças desculpa, se essa culpa que corrói é maior do que o retrato desse futuro que não chegará, se esse passado escondido no tempo, já não permitir outro sonho, o mesmo sonho, aquele sonho um dia sonhado.

Nesse abraço, regaço, que tantas vezes nos pertenceu, foi nosso, só nosso, moram aquelas memórias tão belas, únicas, que unidas completavam o enigma imperceptível de tantas vidas.

Não peças desculpa nem busques perdão, pois o coração deixou de sentir que valia a pena.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

13
Ago19

As Revolucionárias Letras Da Minha Imaginação

Filipe Vaz Correia

 

Se as letras pudessem se misturar, sem regras, que palavras nasceriam?

Que pedaços de sentir se formariam?

Quantos significados brotariam desse papel para fazer nascer um outro olhar, um outro buscar na imensidão de um texto?

Palavras que inundariam a imaginação, nesse espaço estelar que cobriria toda a galáxia de uma qualquer Caneca de Letras, repleta de sonhos e atrevimentos.

Vírgulas e pontos destituídos de controlar essas letras, palavras que se despiam de medos e anseios, livremente voando pela folha em branco, como se fossem, somente, as donas de cada nota ou apontamento, de cada poema ou prosa, de cada declaração de amor.

As letras...

Sempre elas aparecendo na minha mente, pejando a minha imaginação dessa lata construção de palavras que repetidamente me invadem, sem calar, invadindo cada pedaço desta ousada forma de querer, esta sedutora querença que me amarra.

Letras e mais Letras despejadas nesta Caneca, numa partilha desgarrada, compulsiva, desse mundo que em mim habita.

Letras e mais letras...

Nesse mundo de imaginação que desde sempre me deslumbrou.

Letras...

Somente Letras...

Sempre, desnudadamente, letras.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

12
Ago19

A Despida Tela De Um Desmedido Vazio...

Filipe Vaz Correia

 

Dentro de mim habita o vazio;

Essa mistura de seca e rio,

Numa espécie de calafrio,

Que se vai instalando, pela calada...

 

Dentro de mim se perderam emoções;

Pequenos pedaços de razões,

Razões, outrora, pujantes,

Partes de desnudadas sensações,

Desse nada que ficou...

 

Dentro de mim corre o tempo;

Acelerado sofrimento,

Num grotesco sentimento,

Pincelado na tela intemporal de um desconhecido destino...

 

Dentro de mim...

 

Dentro de mim;

 Habita a enlaçada memória;

De uma inacabada história,

Transformada numa infinita tela de recordações...

 

Numa infinita caminhada de apaixonantes hesitações.

 

 

 

 

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