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Caneca de Letras

Caneca de Letras

23
Jul19

Boris Johnson: O Trump Britânico?

Filipe Vaz Correia

 

Boris Johnson é o novo líder do Partido Conservador, assumindo amanhã a liderança do Governo Britânico.

Ora aqui está uma notícia desanimadora para aqueles que acreditam em política, ou melhor, numa forma de fazer política diferente, com substância e valores, com princípios e carácter.

Boris é um populista, um homem que já foi o mesmo e o seu contrário, várias vezes, em vários momentos, desmedidamente ao sabor do vento.

Boris é um fanfarrão trauliteiro, muito em voga nos dias que correm, mais amarrado aos gestos mediáticos do que às ideias, mais preso à luz das câmaras do que ao valor do pensamento.

Mas não será, hoje em dia, a política isto?

Talvez seja...

Para todos os que expressaram o seu desagrado para com Theresa May, nos quais me incluo, esperem pelo que aí vem.

Será, certamente, um tempo nublado por terras de Sua Majestade.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

23
Jul19

Centeno E O FMI: Ir Para Fora Cá Dentro?

Filipe Vaz Correia

 

O FMI quer levar Mário Centeno...

E ninguém para levar o Bruno Fernandes?

Atenção que eu gosto desmedidamente do Capitão Leonino.

Voltemos a Centeno...

O FMI parece ser o destino do "nosso" Mário, o Ministro das Finanças que tem feito brilharetes por essa Europa fora, cumprindo metas e deficits como há muito não se via.

António Costa vai acumulando os elogios ao seu "Ronaldo" num gesto agregador que contribui para o "suposto" curriculum do seu Governo.

Já aqui admiti que Mário Centeno me surpreendeu, pois jamais esperei que aquele senhor "apatetado", que confundia números na campanha eleitoral se transformasse no homem forte de uma Geringonça, capaz de açaimar PCP e BE.

Enfim...

Este Centeno é uma caixinha de surpresas.

Agora, depois do Eurogrupo, está numa shortlist para liderar o FMI, o mesmo FMI de que tantas vezes, tantas vezes com razão, disse mal.

Ao ouvir e ler a opinião de vários comentadores políticos, não posso deixar de me preocupar...

Pois se já desconfio desta Geringonça, como fica espelhado na miséria de trabalho no SNS, como encarar o futuro sem o travão Centeno aos desmandos Socialistas, aos ímpetos de extrema esquerda que se escondem nesta coligação encarnado e rosa.

Ao ouvir nomes como Elisa Ferreira para substituir Centeno, admito que estremeceu aquela parte de mim que ainda se recorda do papel da dita Senhora no Governo despesista, perdão Guterrista, que nos guiou em finais do Séc.XX.

Arrepiante...

Elisa Ferreira?

Também ouvi Vieira da Silva...

A sério?

Até Mourinho Félix...

O nome que mais me agradou, em primeiro lugar por ser primo do José Mourinho, algo que pelo menos deixa um laivo de esperança, depois pelos 4 anos de trabalho, como braço direito do actual Ministro das Finanças.

De qualquer das maneiras não estou satisfeito com esta possibilidade, pois já conformado com a vitória Socialista, temo que tenhamos que viver com um Costa em roda livre, acompanhado do "bolchevique" Pedro Nuno Santos e sem ninguém que possa, por um momento, refrear os ímpetos gastadores dos Jovens e Velhos "Turcos".

Centeno pode não ser o melhor do mundo, mas sem ele...

Temo um regresso das festas Socialistas.

Ou seja, acabaríamos por voltar a ter Centeno, como Chefe do FMI.

Olha...

Afinal o Centeno é capaz de ir para fora, ficando cá dentro.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

22
Jul19

Entrelaçar Da Alma

Filipe Vaz Correia

 

São palavras...

 

As palavras que representam cada instante;

Num segundo ausente,

Num outro permanente,

Numa roda gigante,

Terna e asfixiante,

Caminhando sem parar,

Por um destino distante,

Que me custa recordar.

 

São palavras;

As mesmas que parecem escapar,

Levemente resgatar,

Essa essência que nos molda.

 

Nesse entrelaçar de dedos;

Se perpetuará sem pudor,

Uma parte medo,

Outra parte amor,

Do que num segundo, foi segredo,

E noutro momento ardor.

 

Assim...

Silenciosamente preso a um entrelaçar de dedos;

Que se perdeu, por entre, a infinitude de um tempo...

 

Só nosso.

 

 

 

21
Jul19

Fogo Posto... Para Quando Penas A Sério?

Filipe Vaz Correia

 

Os incêndios...

Sempre eles.

Neste dia de sol, onde parece finalmente o Verão querer reinar, chegam as notícias de um Incêndio na zona de Mação, um fogo descontrolado, um "Inferno" para todos aqueles que assistem, impotentes, àquele arder de uma vida, de sonhos e posses.

Um terrível e triste acontecimento que todos os anos parece se repetir.

Muitas serão as causas, as avaliações que podemos e devemos fazer, nesse buscar incessante por conclusões e soluções que tardam em se impor.

No entanto, algo maior me intriga, me inquieta...

A Polícia Judiciária divulgou que deteve um suspeito de ter ateado um dos focos de incêndio perto daquela localidade.

Até aqui muito bem...

O que indigna é imaginar as penas a que estas pessoas estão sujeitas, muitas vezes postos na rua com apresentações periódicas nas esquadras.

Não pode ser!

O código penal Português tem de prever penas exemplares para estes crimes, até outros mas centremos aqui a nossa discussão, pois só assim se erradicará, em parte, este problema.

O legislador tem de ter em atenção as vidas, propriedades e sonhos, arrancados por este tipo de crime, as desesperantes labaredas de um "inferno".

Mas ano após ano se repete a tragédia, os "tresloucados" incendiários no guião de mais um Verão.

Por favor...

Criminalizem o Fogo Posto, como se as vidas que estão sujeitas a tal crime, realmente, importassem.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

20
Jul19

A Pré-Época Leonina Ou O Adivinhar De Um Destino?

Filipe Vaz Correia

 

Já começou a pré-época Leonina...

Parece que sim.

Infelizmente tenho optado por não escrever ou falar sobre esse facto, tal a desilusão que me invade, não só pelo facto exibicional mas também pelo que se entrelaça nas entrelinhas de um jogo.

Não é surpresa para ninguém que habitualmente siga o Caneca de Letras, a minha divergência com esta direcção, aliás com todas as direcções que nos guiam há sensivelmente 8 anos, no entanto, opto muitas vezes por calar a indignação, silenciar a oposição crescente em mim, acalmar a vontade de gritar o quanto estou nas antípodas deste caminho.

Foi assim com Bruno, apesar de várias vezes ter escrito sobre a boçalidade reinante em Alvalade e tem sido assim com Varandas...

É justo notar a diferença abismal entre os dois, não só de estilo, como valores e comportamento.

Porém não estou a gostar do rumo das coisas, não gosto há muito do rumo escolhido.

Tenho reticências sobre contratações e vendas, sobre os jovens ou a ausência deles, sobre a comunicação ou ausência dela.

Tantas coisas me separaram desta direcção yuppie, deste Sporting amarrado a "jovens" conquistadores que nunca vestiram armadura.

Mais um jogo, mais uma derrota...

Notar por fim que no momento em que Daniel Bragança falhou o penalty, jogador que admiro e adoro, somente os meninos da formação se aproximaram, o abraçaram, o envolveram.

Minto...

Também Bruno Fernandes mas desse podemos sempre contar com o melhor.

Importa referir este pequeno sinal?

Para mim importa, mais do que tudo, notar nestes sinais que escasseiam na estrutura Leonina.

Vamos ver...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

19
Jul19

Quando?

Filipe Vaz Correia

 

Quando o silêncio se impõe;

E parece silenciar a alma...

 

Quando o gritante vazio,

Se atreve a chegar...

 

Quando o destino se cala,

Se atreve a calar...

 

Quando não se mostra o sorriso,

Tristeza chegando de improviso...

 

Quando o sol se põe,

Dando lugar ao desconhecido...

 

Quando nada mais faz sentido,

Esse sentir perdido...

 

Quando?

 

Quando apenas sobra a contradição,

Nessa forma de aflição...

 

Quando o mundo se revolta,

E desnuda o medo maior...

 

Quando o temor acrescenta,

Sem receio de esventrar...

 

Quando é pequeno o querer,

Esse querer que é desassombrado...

 

Quando?

 

Quando o escrever soluça;

A alma se agiganta,

A certeza se inquieta,

A entrelaçada querença se torna incerta...

 

Quando tudo isto se desenha;

Numa prepotente e assimilada resenha,

Voltando as pegadas presentes no nascimento,

Esse reescrito tormento,

Que nos pertence.

 

Quando...

 

Quando?

 

 

 

19
Jul19

Trump E Bolsonaro: Embaixadores Para A Troca!

Filipe Vaz Correia

 

Bolsonaro quer colocar o seu filho como Embaixador do Brasil nos Estados Unidos...

Donald Trump quer colocar o seu filho como Embaixador Americano no Brasil.

Qual é o problema?

Em primeiro lugar nós, Portugueses, deveríamos ser proibidos de nos pronunciarmos sobre casos de family gate, no entanto, é tentador o tema...

Julgo que este intercâmbio é previsível, tendo em conta os intervenientes, compreensível tendo em conta os valores regentes na estrutura, hoje, existente nesses países.

Tenhamos como exemplo o genro de Trump e o seu papel no panorama Israel-Palestina, com a sua impreparação para o cargo como pano de fundo.

São novos tempos, tempos inesperadamente inspiradores no palco político Mundial, sendo que não podemos deixar de salientar cada pedaço desta trama, cada sinal prepotente de faustosos "ditadores".

Trump e Bolsonaro são pavões impreparados, inquisidores sem causa, capazes de se aproveitarem dos seus cargos para usufruto pessoal...

Para eles e para os seus.

As sociedades que os sustentam terão de compreender este facto para que possam desmascarar o que se esconde por trás destes homens.

Poderá demorar algum tempo mas casos como estes, ajudarão a desmascarar as estruturas que sustentam estes políticos.

Enfim...

Quem quer ser o próximo Embaixador?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

18
Jul19

Memórias Soletradas...

Filipe Vaz Correia

 

Nunca imaginei que doesse;

Como dói,

Que silenciasse,

O que ruidosamente ainda existe,

Que pulsasse,

O que prometia ser eterno...

 

Jamais desejei perder;

O que desenhei na imaginação,

Sentir morrer,

O que gritava o coração...

 

E nas entrelinhas de uma poesia;

Se guardará a memória,

Desse pedaço de história,

Ilusionada magia...

 

Findam assim de uma vez;

Palavras e sentimentos,

Os nossos momentos,

De outrora.

18
Jul19

As Saudades do Presidente Marcelo...

Filipe Vaz Correia

 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, despediu-se hoje desta composição parlamentar, num formalismo que marca um tempo, antes da campanha eleitoral e respectivas eleições.

Nessa cerimónia, Marcelo assinalou as saudades que vai sentir deste parlamento, deste tempo inovador e surpreendente.

Muitos de nós, nos quais me incluo, jamais acreditariam numa legislatura completa, assente numa maioria de esquerda, Geringonça, cumprindo inesperadamente o seu percurso até ao fim.

Marcelo, como é seu apanágio, aparou arestas, dourou a realidade e expressou essa "saudade" de um tempo, na sua visão, carregado de entendimentos e salutar convivência.

Não posso estar de acordo.

Poderia falar dos incêndios, da saúde, dos professores, de tantas outras coisas...

Mas compreendo o alcance das palavras, das suas palavras, pois também o Presidente da República acreditava numa legislatura carregada de belicismo, num falhanço certo neste acordo da esquerda radical com o PS...

E nada disso aconteceu.

Para Marcelo, para o seu legado e futuro, nada poderia ter corrido melhor, pois este cenário conferiu à sua figura um papel de mediador, de garante popular, como nenhum outro lhe poderia conferir.

Por este motivo consigo entender as suas palavras, as suas saudades...

No entanto, convém ser comedido, não pintar um quadro da realidade, muito além daquele que verdadeiramente existiu.

E assim, por entre, as saudades "Marcelistas" encontramos um pedaço deste nosso tempo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

17
Jul19

Diz-me Se Sabes Voar...

Filipe Vaz Correia

 

Diz-me o que vês, sem medo de sentir, sem receio de querer, sem nada a temer, como se nada importasse ou nenhum vislumbre de temor ganhasse cor, por entre, o céu azul despido que se impõe no horizonte.

Diz-me...

Palavras que ganham força na expressão ensaiada, sem barreiras, artimanhas, arte e manhas, contradição constante que se aprisiona no fundo do sentir inquieto, desse inquietante sentir que amolga e esventra, grita e ensurdece, se perde e se esquece.

Nas entrelinhas, entre copos, vão ganhando vida as pinceladas de cada passo, pegadas, marcadas na caminhada, por essa entrelaçada estrada sem sentido...

Tamanhos sentidos num vai e vem que confunde mas amarra, descobre e aperta, seduz e apega.

Beijos em nuvens, sorrisos em ondas, vagas de abraços no meio de sonhos, peças perdidas que se atrevem a contar pequenas partes não vividas, pedaços de mim que não esqueci, não sabendo que já vivera.

Sabes lá...

Na expressão maior de um conto, vão escorrendo pelo rosto lágrimas que não sabia me pertencerem, mágoas despidas que não sabia feridas, amarguras de inéditas aventuras que julgava pertencerem a outro olhar, num outro lugar, sem medo de amar, sem receio de voltar, de voltar a mergulhar nesse mar...

Que afinal também me pertence.

Ruas e ruelas, estranhas vielas, doces encontros com sabor a canela que marcam eternamente a solitária pena que vos escreve.

Diz-me só mais uma vez, onde se perdeu cada vírgula desta história que regressa a mim, em mim, de ti.

Diz-me se será amor esta espécie de odor que me invade em cada sonho, a cada  desgosto medonho que sorri do outro lado do querer.

Tantas coisas para dizer, por dizer, que querendo dizer permanecerão nessas entrelinhas que se tornaram sua casa...

Pedaço de asa onde, por vezes, se atreve a voar.

Diz-me então se sabes voar, pequeno, retrato de outrora.

 

 

Filipe Vaz Correia

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