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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Juras de Amor

Filipe Vaz Correia, 18.05.19

 

 

 

Na silenciosa penumbra de um sonho;

Voam palavras incendiadas,

Retratos enfadonhos,

De memórias pinceladas,

Por entre pedaços medonhos,

Dessa pueril imaginação...

 

Nas entrelinhas da querença;

Ficam livremente libertas,

As amarras desertas,

Da terna esperança...

 

Nas mágoas disfarçadas;

Eternamente recordadas,

Viverão esquecidas,

As minhas feridas,

Que não posso doar...

 

Pois cravadas na alma se encontram;

Cravadas como espinhos,

Pequenos caminhos,

Da solitária lágrima...

 

Essa que procuras como redenção;

De tudo o que guarda o coração,

Como prova de recordação,

Do que já não habita em ti...

 

Na silenciosa penumbra de um sonho;

Se findam promessas e desejos,

Palavras prometidas e juras de amor...

 

Na silenciosa penumbra de um sonho;

Ficarão guardadas as mais belas partes de mim.