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Caneca de Letras

Caneca de Letras

06
Abr19

Avisos de Corte... Uma Aventura Canequiana!

Filipe Vaz Correia

 

Meus queridos amigos...

Como vos explicar esta tumultuosa relação, entre a minha simpática pessoa e as empresas que me fornecem energia, água ou outro tipo de serviços?

Quando digo tumultuosa, digo mesmo uma frenética relação, por entre, incompreensíveis cortes e pagamentos.

Antes de mais, um pedaço de silêncio, para que todos vós possam escarnecer deste vosso Canequiano amigo...

Já escarneceram?

Então continuemos...

Sei bem que existe uma coisa chamada de débito directo, exaustivamente explicada, sempre que ligo para o apoio ao cliente destas variadíssimas empresas.

No entanto, as pessoas não compreendem que provenho de uma família especial...

Os meus Pais, nascidos por volta do Séc. XVIII, nunca encararam de forma simpática esta solução, esta espécie de falta de controlo do que é cobrado, o que de certa maneira deve ter contribuído para esta minha, intrínseca, recusa em aceitar esta "modernidade" de pagamento.

Se fosse apenas isto, tudo seria perfeito...

Acontece que este vosso caríssimo amigo, alia esta desconfiança ao mais incompreensível esquecimento, numa mistura explosiva, responsável por momentos constrangedores entre o crónico "devedor" e os senhores que se atrevem a vir cortar a água, a electricidade ou o gás.

E lá vou eu a correr, pagar a desconhecida factura, praguejando esta minha forma de ser.

Porém, desta vez tudo foi diferente...

A EDP, empresa chinesa, surpreendeu este seu cliente, especialista em atrasos.

Então não é que esta empresa, caso passe o período de pagamento ou até mesmo em casos de corte, que felizmente não chegou a ser o caso, fornece novos dados de multibanco, para que possamos pagar a factura, sem que nos vejamos obrigados a deslocar fisicamente, até "eles", para liquidar a dívida.

Ganhamos todos...

Nós porque poupamos tempo, a empresa porque reduz a burocracia e extermina as filas de espera.

No caso da EPAL, por exemplo, o comportamento é precisamente o contrário, numa espécie de busca pelo lado burocrático, que só poderá ser explicado pela mera incompetência de gestão.

Fiquei impressionado e prometi ao caríssimo Ivo Godinho, que escreveria algo para exprimir a gratidão do atendimento, essa prestativa forma como me atenderam e acima de tudo...

Como tudo foi resolvido.

Assim, não me custa assumir esta nova forma de reflexão, numa mudança que asseguro começar a ganhar forma...

O débito directo.

Até lá, não será demais elogiar a EDP, pois abraçou a modernidade, oferecendo menos burocracia, mesmo àqueles que, como eu, ainda estão aprisionados no Século passado.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

05
Abr19

Riscos e Rabiscos

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Poeira, poeirenta;

Na cantiga opulenta,

Já cansada da tormenta,

Canela ou pimenta,

De uma vida lamacenta...

 

Vento, ventania;

Pedaços de cantoria,

Relatando em demasia,

Essa dor sem magia,

Na ardente e tardia,

Melodia...

 

Escrita, escrevinhada;

Por vezes inusitada,

Outras entrelaçada,

Nas amarras encantadas,

Da alma amada...

 

Enfim;

Num qualquer banco de jardim,

Sobressalta esse cheiro de jasmim,

Que por fim,

Invade essa parte de mim...

 

Para sempre.

 

 

 

05
Abr19

Uma Singela História

Filipe Vaz Correia

 

Não grita a dor...

Nem dói o grito, nem consegue gritar o dorido sentir, mesmo que sentindo vocifere, vociferando baixinho, tão baixo como a sonolenta expectativa, expectativas frustradas, cantadas na canção, cantarolada emoção, que emociona o coração, por entre, batidas de amor, nesse amar obsessão, tornada razão, quase insultuosa forma de expressão, transformada em ilusão, sustentando ilusoriamente, a intrigante vontade de reescrever, o que se perdeu.

E assim, nas entrelinhas, por entre linhas, se rabiscam palavras, meio disfarçadas, disfarçando o que o destino, desatinadamente cumpriu.

Voltas e mais voltas, caminhos desconexos, soletrados ao vento, por momentos, sem esquecer...

Voltas e mais voltas, guardadas em mim, num secreto recanto de minha alma.

Num recanto, encantado, de uma história...

De uma singela história.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

04
Abr19

No Caneca Com... A Tudo Mesmo!

Filipe Vaz Correia

 

O balançar no corrimão da vida

 

O fazer renascer algo novo, por vezes (até um parto) é difícil. Quando se entra no desconhecido, a antecipação, faz-me criar "borboletas" no meu interior.

Se der expansão a esses sentimentos fica uma miscelânea.

O sentimento de antecipação misturado com o meu desejo pessoal faz com que crie uma forma abstracta que tem que ser controlada.

Os desafios são diários e gosto de me colocar à prova. Encaro o novo dia, contornando as dificuldades, ultrapassando as novas "aventuras" de forma a atingir os meus objectivos. Ter a humildade de pedir ajuda quando preciso. Não deixar que as "pedras" se transformem em pedregulhos.

Deixei há algum tempo de pensar em soluções perfeitas. O resultado é o que é. Tento manter a coragem do leão, não escorregar e sobreviver. Um sentido de orientação ajuda na obtenção da vitória. Nunca perder o meu "Norte". Acontece, enganar-me na auto-estrada da Vida. A vitória não aparece.

No filtro ficam as impurezas que me vão acompanhando, e que dão lugar a outros campos de sementes plantadas. Estas desenvolvem-se ou não, especialmente se não forem regadas e apaparicadas.

Se a estratégia resulta não sei. Tento realizá-la. O meu destino tem um Ponto de Interrogação no fim.

Contudo tenho uma certeza: " Cá se fazem, Cá se pagam".

 

 

Tudo Mesmo

 

03
Abr19

Peter Pan...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Peter Pan;

Onde estás?

 

Arrancado do coração;

Gritando a alma,

Numa espécie de oração,

Incógnita ilusão,

Num mundo de crescidos...

 

Peter pan;

Pudim flan,

Com pedaços de maçã,

Num inusitado poema,

Renascendo o eterno dilema,

Na memória infantil...

 

Já não podes ser criança;

Nesse renegar de esperança,

Esmagando a lembrança,

Ventania ou desesperança,

Que atormenta...

 

Já não podes ser criança;

Velho poeta...

 

Velho poeta;

Que te recusas a crescer...

 

Que poeticamente;

Te recusas a crescer.

 

Peter pan;

Onde estás?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

02
Abr19

Há Muito Tempo

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Há muito que deixei de fugir;

Que desvaneceu esse procurar,

Há muito que se tornou ferir,

Essas palavras a gritar...

 

Nos silêncios bem guardados;

Nos ruídos silenciosos,

Nos olhares recordados,

Os poemas desgostosos...

 

Nos caminhos soletrados;

Nas viagens encantadas,

Nas feridas desencontradas,

Nos abraços renegados...

 

Em todo lado;

Por todo o lado...

 

Há muito...

Muito tempo.

 

 

 

 

 

 

02
Abr19

Inquietante Inquietude...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Se entrelaçam virtudes;

Por entre questionamentos,

Pequenas atitudes,

Imensos inquietamentos...

 

Se buscam respostas;

Na infinitude do imaginário,

Palavras opostas,

De destinos solitários...

 

Como na roda de um casino;

Entre vida e morte,

Num desamparado desatino,

Golpe de sorte...

 

E salpicando o caminho;

Com pedaços de açúcar e sal,

Vai voando bem baixinho,

A doce contradição de uma esperança...

 

De uma inquietante;

Esperança Humana.

 

 

 

 

 

01
Abr19

Adeus Minha Querida Professora...

Filipe Vaz Correia

 

Num gesto meio perdido, por entre, as estranhas coincidências da alma, resolvi ir ao Facebook do meu antigo Colégio, lugar onde me formei, onde recebi as bases que me ajudaram a ser o homem que hoje sou.

Neste entrelaçado gesto, longe me encontrava de imaginar a notícia que receberia, numa tristeza só minha, tão minha, descrita levemente, por entre, as palavras que ali aprendi.

Morreu a Professora Jesuína, a minha professora...

Directora e fundadora do Colégio, minha directora de turma, professora de Português, inspiradora na língua e nos princípios que ainda tento praticar.

Morreu no dia 28 de Março, no dia em que fazia 99 anos...

Minha querida Professora Jesuína, parcas serão as palavras para lhe dizer o que por si sinto, nas memórias que de si guardo, neste carinho que por si nutro.

Saiba que a sua presença se faz notar neste meu gosto por escrever, por me perder nas palavras que consigo aprendi, nesse querer que me fez escolher a disciplina de Latim ou no Arroz de Atum que descobri através de sua mão.

Minha querida Professora Jesuína, recordo tantos momentos e tamanhas palavras, gestos seus que me tocaram sem fim, silêncios que marcaram intemporalmente.

Minha querida Professora, muito obrigado...

Por tudo sem excepção, pela expressão de amor em cada abraço, pelo carinho num sorriso, em cada castigo merecido ou palavra dura no momento exacto.

Por cada instante, sempre nobre, como não poderia deixar de ser, no exemplo do carácter, na correcção das atitudes, na excelência da educação.

Jamais a esquecerei, assim como, tenho a certeza que todos os seus alunos a guardarão onde, certamente, mais importa...

Junto ao coração.

Um beijinho do sempre seu...

Pipo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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