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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Porto Seguro...

Filipe Vaz Correia, 08.04.19

 

 

 

Ó destino;

Que destinadamente me desencontras,

Abrasadoramente me desafias,

Num imaginar permanente,

Num rebuliço sentido,

Buscando sem fim,

Pedaços de mim,

Que desconheço...

 

Nesse perfiar que me invade;

Vai batendo a alma,

Numa repetida saudade,

Que se confunde com o bater do coração...

 

Saudade do que ainda não foi vivido;

Ou talvez tendo sido,

Noutra vida,

Em outro lugar,

Noutro desafiante destino...

 

E se vai entrelaçando;

O que parece não fazer sentido,

Fazendo...

 

O que parece fazer sentido;

Se desvanecendo...

 

Entre tantos destinos;

Tamanhos recantos,

Pareço voltar sempre,

Ao mesmo porto seguro...

 

De teus braços.

 

 

 

 

Recordar

Filipe Vaz Correia, 08.04.19

 

 

 

Afasta o tempo;

Cada pedaço de sofrimento,

Esse sentir num instante,

Cada vez mais distante,

Num segundo, despedida,

Num outro, a mesma ferida,

Esvoaçando sem esquecer,

O que um dia foi querer,

E que agora discretamente,

Se tornou levemente,

Recordação...

 

Somente uma doce recordação;

Do que outrora me pertenceu.