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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Riscos e Rabiscos

Filipe Vaz Correia, 05.04.19

 

 

 

Poeira, poeirenta;

Na cantiga opulenta,

Já cansada da tormenta,

Canela ou pimenta,

De uma vida lamacenta...

 

Vento, ventania;

Pedaços de cantoria,

Relatando em demasia,

Essa dor sem magia,

Na ardente e tardia,

Melodia...

 

Escrita, escrevinhada;

Por vezes inusitada,

Outras entrelaçada,

Nas amarras encantadas,

Da alma amada...

 

Enfim;

Num qualquer banco de jardim,

Sobressalta esse cheiro de jasmim,

Que por fim,

Invade essa parte de mim...

 

Para sempre.

 

 

 

Uma Singela História

Filipe Vaz Correia, 05.04.19

 

Não grita a dor...

Nem dói o grito, nem consegue gritar o dorido sentir, mesmo que sentindo vocifere, vociferando baixinho, tão baixo como a sonolenta expectativa, expectativas frustradas, cantadas na canção, cantarolada emoção, que emociona o coração, por entre, batidas de amor, nesse amar obsessão, tornada razão, quase insultuosa forma de expressão, transformada em ilusão, sustentando ilusoriamente, a intrigante vontade de reescrever, o que se perdeu.

E assim, nas entrelinhas, por entre linhas, se rabiscam palavras, meio disfarçadas, disfarçando o que o destino, desatinadamente cumpriu.

Voltas e mais voltas, caminhos desconexos, soletrados ao vento, por momentos, sem esquecer...

Voltas e mais voltas, guardadas em mim, num secreto recanto de minha alma.

Num recanto, encantado, de uma história...

De uma singela história.

 

 

Filipe Vaz Correia