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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Há Muito Tempo

Filipe Vaz Correia, 02.04.19

 

 

 

Há muito que deixei de fugir;

Que desvaneceu esse procurar,

Há muito que se tornou ferir,

Essas palavras a gritar...

 

Nos silêncios bem guardados;

Nos ruídos silenciosos,

Nos olhares recordados,

Os poemas desgostosos...

 

Nos caminhos soletrados;

Nas viagens encantadas,

Nas feridas desencontradas,

Nos abraços renegados...

 

Em todo lado;

Por todo o lado...

 

Há muito...

Muito tempo.

 

 

 

 

 

 

Inquietante Inquietude...

Filipe Vaz Correia, 02.04.19

 

 

 

Se entrelaçam virtudes;

Por entre questionamentos,

Pequenas atitudes,

Imensos inquietamentos...

 

Se buscam respostas;

Na infinitude do imaginário,

Palavras opostas,

De destinos solitários...

 

Como na roda de um casino;

Entre vida e morte,

Num desamparado desatino,

Golpe de sorte...

 

E salpicando o caminho;

Com pedaços de açúcar e sal,

Vai voando bem baixinho,

A doce contradição de uma esperança...

 

De uma inquietante;

Esperança Humana.