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Caneca de Letras

Caneca de Letras

12
Fev19

Caneca de Sabores: Feijoada à moda do Pipo...

Filipe Vaz Correia

 

Esta Caneca de Sabores é especial...

É dia de Feijoada.

Nada é mais poético, no mundo do repasto, do que uma bela Feijoada, esse entrelaçado de ingredientes, misturados com amor, libertando em cada pedaço de odor, o leve sabor, de tamanha aventura.

Vinicius de Moraes escreveu...

Feijoada à minha moda, uma das minhas preferidas poesias.

Nada mais apropriado e que recomendo vivamente.

 

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Ingredientes:

 

. Folha de Louro

. Malagueta

. Polpa de Tomate

. Orégãos

. Lombinhos de Porco em Tiras finas

. 1 Chouriço

. 4 Linguiças pequenas

. Pimentos

. Coentros

. 1 Farinheira

. 100 Gr. de Bacon às tiras

. 1 Cálice de Vinho do Porto

. Azeite

. 4 Latas de Feijão Encarnado

. Sal

 

Colocar o Azeite com uma folha de Louro e Sal ao lume, esperar um pouco e misturar as carnes, as tiras de Lombinho de Porco, o Bacon, o Chouriço, a Farinheira, a Linguiça, tudo fatiado.

Após colocar estes ingredientes, mexer tudo e aguardar um pouco para fritar.

Misturar as ervas, Orégãos e Coentros, acrescentar a Pimenta e os Pimentos.

Aguardar mais um pouco.

Misturar o Vinho do Porto e a Polpa de Tomate com os restantes alimentos.

Deixar envolver até ganhar uma calda com o suco das carnes e do Vinho do Porto.

Preparar e acrescentar o Feijão.

Misturar água a gosto, assim como, mais Coentros.

Mexer e aguardar, tapando o tacho.

Deixar ao lume até ferver.

Por fim, acrescentar a Malagueta, corrigir os sabores, até estar ao gosto do "cozinheiro".

Acompanhar com Arroz Basmati.

Servir e apreciar...

De preferência na companhia de quem mais gostamos, pois é assim que melhor se apreciam os bons momentos da vida.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

12
Fev19

Uma História De Amor...

Filipe Vaz Correia

 

Perco-me no olhar, no mesmo olhar, de cada vez, de uma vez, como se fosse primeira, mesmo não o sendo, sempre inteira, despida de contradições, de dúvidas, de hesitações.

Perco-me sempre, por entre, o suspenso olhar que traduz palavras, secretamente adivinhando o fundo da alma...

Pois é a tua alma funda, esse pedaço de recanto que mais ninguém vislumbra, que consigo descodificar, abraçar.

Nesse instante, pequeno ou gigante, indiferente ao tempo, nada muda, nada permanece, simplesmente silenciando qualquer ruído, qualquer intervalo.

Nesse olhar que é amor, aquele amor que se impõe na terna saudade de te voltar a ter...

Pois tendo, se receia perder, perdendo, se receia a eternidade e que não se reencontre o tempo, que se tornou passado, ousando se tornar irrepetível.

E é nesses momentos que o singelo olhar, sem mágoas e carregado de esperança, enternece, cumprindo o seu destino...

Quebrando barreiras, indo buscar aquele bater da alma que poucos sonham existir.

Nada mais do que esse olhar, nada mais do que esse doce olhar,  tão frágil como uma folha caída na calçada, mas, ao mesmo tempo, tão forte como a beleza dessa imagem, repousada na intemporalidade de um poema.

É assim para sempre, secretamente, que se imortaliza o sonho, o desejo, os ternos ensejos de um gigantesco querer...

De uma História de Amor.

Como te quero pela intemporalidade de tantos e tantos destinos, cumpridos num só olhar...

Num só, eterno, olhar.

 

 

Filipe Vaz Correia