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Caneca de Letras

Caneca de Letras

09
Jan19

Um Novo Rosto... A Mesma Caneca!

Filipe Vaz Correia

 

O Caneca de Letras tem novo rosto...

Uma mudança de visual, dois anos após começar esta aventura.

Neste "cantinho" onde se opina sobre tudo, política ou futebol, sonhos ou receios, vida ou partida, em poesia ou prosa, num "salganhada" de letras improvisadas, vão despontando conversas, comentários, ligações que amadurecem o blog e sem dúvida o seu autor...

Eu.

No entanto, não quis ficar por este refresh visual, pensei ir um pedaço mais longe...

Assim, a partir da próxima semana, duas novas rúbricas marcarão o Caneca de Letras, sempre que possível.

Às Quartas, será dia de opinião e receitas, partilhando convosco as minhas experiências culinárias, em busca de deliciosas "receitas", talvez pouco saudáveis, mas carregadas de sabor.

Às Quintas, a Caneca será partilhada, tomando a pena outra pessoa, num texto à sua escolha, tornando assim a experiência neste blog, numa aventura mais rica, com mais vida, mais alma.

Espero que gostem.

Convidarei para esse dia pessoas que fazem parte desta "Família" Canequiana e que muito me honram com a sua presença.

Veremos, como voará esta Caneca de esperança, numa nova vida, brindando assim a todos os textos que alimentaram esta história, todos os seus personagens, todos os pedaços de mim, vividos por inteiro, num suspirar imenso, explanado em palavras e letras, partilhadas com carinho neste mundo Sapo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

09
Jan19

A "Direita" Laranja...

Filipe Vaz Correia

 

A polémica está instalada, mais uma, no PPD/PSD, com as declarações de Manuela Ferreira Leite.

A antiga Ministra de vários Governos Sociais Democratas, disse que preferia uma derrota eleitoral, ao rótulo de Direita que estava a ser implementado pela anterior direcção partidária.

Digamos que compreendo a ideia, discordando dela...

Confuso?

Tentarei explicar.

O PSD sempre foi um partido abrangente, desse facto advém a sua força na nossa sociedade, englobando várias ideias e ideais, numa mescla de posicionamentos políticos.

Não é à toa que o Partido sempre foi conotado com o Centro-Direita, ou seja, tinha um vasto eleitorado que partia desse gigantesco centrão, até tocar na Direita tradicional Portuguesa.

Esse legado de Sá Carneiro, da abrangência no posicionamento político, foi talvez a maior arma para combater a influência do PS de Soares, no pós 25 de Abril.

O período Cavaquista, também contribuiu para alargar essa base de apoio e recrutar muitos dos que se situavam na Direita Conservadora, vulgo CDS, e que durante as duas maiorias absolutas do Professor Cavaco Silva, se mudaram para o lado "Laranja" do espectro político.

Assim, começo por discordar da afirmação de Manuela Ferreira Leite, nesta suposta rejeição, de uma certa ideia de Direita, no PPD/PSD.

No entanto, consigo compreender a sensação de fobia ao período "Passista", vivido nos tempos da Troika e que devastou parte da base eleitoral do PSD...

Sempre me considerei de Direita e Conservador, sentindo também eu essa espécie de fobia por um caminho que me parecia desvirtuar o passado e a Historia Social Democrata, mas não pelo rótulo de Direita, antes sim pelo rumo Ultra-Liberal, Radical e Populista que ganhou corpo durante aquele período.

Essa "nouveau" Direita que colocava muitas vezes o PSD, à direita do CDS, configurando um confuso e complexo cenário social ou partidário.

A resposta de Luís Montenegro que espera na tela da TVI, o momento certo, para esventrar um "Rio", se me faço entender, não é mais do que a defesa desse PSD radical, do qual fez parte, sendo peça primeira desse tempo.

Assim, compreendo a rejeição de um caminho, discordando das palavras e até do principio usado por Manuela Ferreira Leite, para demonstrar a sua opinião.

No entanto, não tenho dúvidas...

Se tivesse que escolher um lado, uma "Direita" com quem privar, estava certo da minha escolha, sem hesitações ou recuos.

Ao lado de Manuela Ferreira Leite.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

09
Jan19

Uma Menina Chamada "Esperança"

Filipe Vaz Correia

 

Era uma vez uma menina, de seu nome Esperança...

Carregada de brilho, enchia as salas mais vazias, reflectia com o seu olhar a alegria escondida em sua alma, numa mistura de querer e sentir, presa ao sentimento desmedido de um tempo.

Mas o tempo foi passando e com ele levando parte desse colorido do coração, amargurando cada pedaço de um quadro que se tornou cinzento, escurecido, com as agruras do que não chegou...

Do que chegando não bastou, nesse destino meio perdido, por vezes ferido e que não pára de arder.

A menina, pequenina, cresceu e saiu voando pelas planícies da serra, porém foi se esquecendo de sorrir, de como outrora sorria no meio da chuva, de como dançava no calor do verão...

De como se sentia no sopé da tristeza que, hoje, a invade.

Perdeu-se, esqueceu-se...

Desencontrou-se desses sonhos, não sabendo mais acreditar nesse voar que se escapou.

E nessa tela carregada de negros que percorre o seu olhar, continua a bater o mesmo coração, a mesma encantadora criança, esperando um dia reencontrar essa esperança que insiste em não regressar.

No bater da alma, se esconde a mesma menina, a mesma Esperança...

Que um dia ousou sorrir, sem temer, sem olhar para trás.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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