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Caneca de Letras

Caneca de Letras

25
Dez18

"Um Feliz Natal..."

Filipe Vaz Correia

 

E chegou o Natal...

Por isso não posso deixar de o assinalar aqui, no "Caneca", mesmo que desde há oito anos, esta não seja uma altura muito feliz para mim.

No entanto, nesta permuta de experiências, de vontades e palavras, tenho reencontrado uma sensação inexplicável, "Canequiana", de sarar feridas, de recuperar desejos e sorrisos.

Um Feliz Natal é o que posso a todos desejar, junto daqueles que mais amam, perto dos que mais os completam.

A todos um Feliz Natal.

A Desconhecida, o Triptofano, o Robinson Kanes, o Último Fecha a Porta, a Tudo Mesmo,  a Ana, o Delfim Cardoso, o Jaime Bessa, a Verinha, O Lourenço, o Manel, o Anjinho, o Júlio Farinha, A Terminatora, a Rapariga do Autocarro, a Beia Folques, o Miguel Pastor, o Francisco Laranjeira, o José da Xa, entre tantos outros...

A todos vós que acompanham este pedaço de mim, com a imensidão do vosso carinho, um Feliz Natal, carregado de estima e amizade.

A toda a equipa Sapo, também, um Feliz Natal.

Um abraço.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

23
Dez18

Cartas Ao Vento...

Filipe Vaz Correia

 

Uma carta ao vento...

Ao mesmo vento que sempre afagou a minha face, nas manhãs de inverno da pequena infância, ao mesmo vento que soprava na praia de Odeceixe no fim de tarde, ao mesmo vento que soltava a figueira no "meu" Monte Alentejano, ao mesmo vento que sacudia a bandeira do Sporting no velhinho estádio de Alvalade ou até mesmo...

Àquele vento que tantas vezes secou as minhas lágrimas e com ele levou as tristezas que povoavam a minha alma.

Uma carta carregada de desejos, de ansiedades e saudades, de tanto e tão pouco...

De tamanha ventania e esperança, querença ou singela alegria solitária.

Uma carta leve e sentida, sem mágoa ou ferida, amarrando a si, o olhar de um passado que já não volta...

Mas talvez através do vento, num acto de fortuna, possa reencontrar, por um acaso, um desses fugazes momentos e com ele abraçar olhares perdidos, vozes silenciadas, afagos que partiram deixando um vazio, outrora, repleto de tudo.

Num derradeiro rabisco, deixo esvoaçar pelo vento, pelas nuvens, esses desejos e vontades, à deriva, como mensagens no mar, para que noutro século, noutra vida, possam ser reencontrados...

E aí, nesse reencontro, talvez possa reconhecer, num outro destino, a mesma face, o mesmo pedaço de alma.

Numa outra vida...

Ao sabor do mesmo vento.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

22
Dez18

"Pequena Criança"

Filipe Vaz Correia

 

 

Volta pequena criança;

De outrora,

Carregada de uma esperança,

Que se foi embora,

Uma leve lembrança,

De um velho agora,

Que queria repetir...

 

Queria repetir;

Sem temer,

Voltar a sentir,

Sem perder,

Cada pedaço de mim...

 

Volta pequena criança;

Que um dia fui,

Sem medo da desesperança,

Que chegou...

 

E num qualquer lugar;

Num outro tempo,

Tentarei resgatar,

Essa espécie de momento,

Que eternamente me ficou.

 

 

 

 

 

 

 

22
Dez18

E-Toupeira Pariu Um Rato?

Filipe Vaz Correia

 

Sinceramente, não consigo compreender este Ministério Público que parece viver numa realidade paralela, sem sentido.

O Benfica, a sua SAD, foi hoje ilibada dos "TRINTA" crimes de que era acusada, pelo mesmo Ministério Público e pela qual foi trucidada em praça pública, nos últimos tempos.

Das duas, uma:

Ou o Ministério Publico é absolutamente irresponsável e incompetente ou a Juíza agiu de forma errada e incompreensível.

De qualquer maneira, a Justiça nunca ficará bem vista, neste processo.

Não me surpreende, pois há muito tempo que sinto uma certa prepotência Judicial crescendo neste Portugal do Século XXI, porém, este absurdo poderá assumir proporções gigantescas com um cidadão comum, sem possibilidades de defesa ou suporte comunicacional, como tem um clube da dimensão do Benfica.

Não faço a mais pequena ideia de que lado estará a razão, até porque depois do espectáculo mediático a que foi sujeito este processo, a decisão judicial é o que menos importará...

Para uns sempre inocente, para outros, eternamente culpada.

É o risco de uma Justiça mediática e se ainda por cima for incompetente...

Muito mais grave.

 

 

Filipe Vaz Correia

20
Dez18

Adeus, Nunca Te Direi...

Filipe Vaz Correia

 

Oito anos se passaram e parece que foi ontem...

Parece que ainda há pouco te abracei, sem ter coragem de me despedir, sem ter coragem de te ver partir.

A imensa cobardia submersa nas lágrimas que escorriam pelo meu rosto, num misto de ardor e desgosto, de revolta e dor, de desespero sem fim.

Oito anos se passaram e continuo te procurando como da primeira vez, como de todas as vezes, como sempre foi e será.

Poderia me despedir numa carta, numa poesia, num adeus que permanece encravado na minha alma, mas continuo sem o saber fazer, sem saber como me despedir de ti, minha Mãe...

Como me despedir de alguém que dentro de mim pulsa e habita.

Tenho saudades do teu sorriso, do teu olhar, das tuas reprimendas, da tua mão em meus caracóis, do teu cheiro junto a mim, da tua voz, de ti...

Tenho saudades de tudo o que contigo vivi, do que ficou por viver, do que não sei descrever.

Mas do que mais falta sinto, é desse amor incondicional que me acariciava o coração, como se num pequeno beijo, eu pudesse sentir todo o carinho do mundo, ali preso, só para mim.

Nunca te agradeci, minha Mãe, pelo simples facto de existires em minha vida e com essa tua presença, teres sido a minha maior alegria, pois sem ti...

Nada, mesmo nada, teria feito sentido.

Sem ti...

Jamais saberia despejar no papel o que amarra a alma, jamais saberia chorar e sorrir sem temer, dizer ou libertar sem silenciar, olhar para o mundo sem ressentimentos, soletrando baixinho cada pedaço de mim mesmo.

Oito anos se passaram e ainda busco o cordão umbilical, ainda procuro, vezes sem conta, a tua mão.

Quando os dias estremecem, ainda busco o teu regaço, como refúgio maior da minha imberbe alma.

Neste vazio que ficou por preencher e que não mais será preenchido, contam-se dias e anos, somam-se saudades que não findam mas essencialmente ficará em cada lágrima minha, um pedaço de todo o amor que contigo descobri...

Que, intensamente, me ensinas-te.

Como canta Caetano:

"Todo o homem precisa de uma Mãe..."

Por tudo isso, por tudo o que pulsa no meu coração...

Obrigado Mãe!

E até sempre...

Pois adeus, nunca te direi.

Amo-te.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

20
Dez18

Quem Nunca "Morreu" De Amor?

Filipe Vaz Correia

 

Poderia gritar intensamente, intensamente vociferar, vociferando tão longe, como tão longe pudesse a minha voz alcançar, alcançando desmedidamente, o que desmedidamente se esconde, por entre os esconderijos da querença, a mesma querença que soluça, soluçando intermitentemente, a singela intermitência do Ser, sendo capaz de esquecer, o que esquecido desejo recordar, para que as tamanhas recordações despertem, a despertada sonolência de um amor antigo. Tão antigo esse amar, que se confunde com o azul do mar, entrelaçando silenciosamente os ruídos que insistem em chegar, sem partir ou voltar, simplesmente permanecendo sem calar... Mas baixinho, devagarinho, numa quebrada emoção da alma, a mesma que outrora voava e agora apenas se deixa caída, esperando abandonada por uma nova vida, recuperada ferida que ainda arde, ardendo intensamente, desanimando o que soletrado ficará eternamente escondido nas nuvens, no vento, em cada momento de todas as linhas, de um texto.

No meio de tão complexa divagação, apenas uma singela indagação...

Quem nunca morreu de amor?

Só quem nunca, verdadeiramente, viveu.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

19
Dez18

Sabes Lá...

Filipe Vaz Correia

 

Sabes lá, o que já passei, doce ventania...

Os dias e as noites em que não consegui dormir, onde chorei sem escapar, amarrando todo o sofrimento que não quis calar.

Sabes lá...

Como foi tormenta o que guardei no coração, disfarçando dos fantasmas os medos agigantados, os receios encapotados, os mares que vieram sem parar.

Gritos de revolta, tremores sem dores, voltas e voltas na cama, buscando quem se ama, sem amor...

Pesadelos entrelaçados, mágoas feridas, cantorias doloridas, numa canção melodiosa, como fuga de tempos inauditos, inconfessados pecados da alma.

Tamanhas amarguras de inóspitas aventuras, memórias de outras vidas que regressam sem explicar, sem se confessar à poderosa imaginação.

Mas no calor dos beijos escondidos, se acalenta a esperança, numa forma de dança, entretida demonstração de carinho...

Como um ninho, um refúgio quente, nada ausente, de um presente fugaz.

Que sem olhar para trás, voltaria a buscar...

Todas as vezes, numa vez só.

Sabes lá...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

19
Dez18

"Areia No Mar"

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Tenho as mãos dormentes;

A voz tremula,

Um batuque insistente,

Que não pára de bater,

Dentro de mim...

 

Parece que é o coração;

Assustado com o que está a sentir,

Uma espécie de emoção,

Que persiste em fugir...

 

Insiste em escapar;

Por entre os dedos,

Como areia no mar,

Como o mais puro dos segredos...

 

Mas na folha em branco;

Na singela pureza desnudada,

Não sobra espanto,

Sobrando a certeza...

 

De que não existe beleza;

Maior...

 

Do que este tímido querer;

Chamado amor.

 

 

 

 

 

18
Dez18

Mourinho: O Canto Do Cisne?

Filipe Vaz Correia

 

José  Mourinho foi despedido do Manchester United...

Sinceramente, esta decisão não causa escândalo, não só pelo medíocre futebol que a equipa jogava, mas também pelo conflito sistemático, entre o Plantel e o Treinador Português.

Os Treinadores são feitos de resultados, de reputação e José Mourinho beneficiou, ao longo do tempo, dessa admirável mistura que o levou a incontáveis sucessos.

No entanto, pós-Inter, Mourinho parece ter entrado em decadência, definhado aos poucos, assim como o conceito de jogo empregue em suas equipas.

Inexplicáveis contratações como Coentrão, Matic, este em dose dupla, Diego Lopez, Baily, Pogba, Alexis Sanchez, Lindeloff, só para citar alguns casos...

Em alguns destes exemplos, encontramos alguns dos que mais tarde entraram em conflito com, o mesmo, José  Mourinho, acrescentando ainda, Iker Casillas, Sérgio Ramos, Pepe, Cristiano Ronaldo, Eden Hazard ou Diego Costa.

Parece que não foi só o treino e a táctica de Mourinho que cristalizaram, parece que também naquilo que era o seu ponto mais forte, o Treinador Português se deixou ultrapassar...

Mourinho fazia do conflito a arma para unir os "seus", nos dias de hoje, ele usa o conflito para atacar aqueles que, outrora, seriam os "seus".

Poderíamos, também, acrescentar a debandada na sua equipa técnica...

Primeiro Baltemar de Brito, após o Inter de Milão, seguindo-se André Vilas Boas, José Morais e agora Rui Faria.

Basta vermos onde se sentava Silvino, treinador de Guarda-Redes, outrora, a ultima peça da equipa técnica e que agora até já aparece na televisão...

Segundo à esquerda de José Mourinho.

Por vezes, o fim de ciclo dos grandes lideres, tem muito a ver com esse séquito que os rodeia, carregado de "yes men", incapazes de confrontar o "ídolo", deixando-o acreditar que tudo é perfeito.

Não sei se Mourinho se enquadra neste perfil mas parece estar cada vez mais isolado no seu "mundo", nos seus conflitos, na teia de espelhos onde apenas o seu ego tem lugar.

Veremos...

Mas julgo que o futuro de José Mourinho, estará mais perto de uma MLS ou de uma China, do que num qualquer grande do Futebol Europeu...

Pois Futebol é coisa que as equipas de Mourinho, não jogam há anos.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

18
Dez18

Noite Estrelada...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Em alto mar espreitei o céu;

Desesperadamente estrelado,

Num brilho desmedido,

Que acendia em mim,

Um desejo sem fim,

De reencontrar...

 

O que não sei.

 

Nesse misterioso sentir;

Amarrei na alma,

Cada pedaço de estrela envergonhada,

Que brindava a minha curiosidade,

Numa mistura encantada,

De amor e saudade...

 

E em alto mar;

Sonhei...

 

Do alto desse mar;

Chorei...

 

No sobressalto daquele mar;

Acreditei,

Que poderia voar...

 

E voando;

Sobrevooei a tamanha eternidade,

Para te encontrar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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