"Um Abraço... Nuno Pinto!"
Tantas razões para escrever sobre este jogo em Alvalade, este encontro entre o Sporting de Keiser e o Nacional de Costinha...
Para elogiar a audácia insular, a capacidade de jogar o jogo pelo jogo, para criticar a "estupidez" amarrada à escolha de um médio brasileiro, Bruno César, no tridente do meio-campo.
Tempo para elogiar Miguel Luís e a segunda metade do jogo dos Leões, entrelaçada forma de querer, esboçada em cada lance, a cada passe, em todos os pequenos pormenores de uma inabalável esperança.
Mas o Futebol é demasiadamente pequeno, quando nos apercebemos de algo maior, de destinos que silenciam estádios, multidões, vidas.
O drama vivido por Nuno Pinto, jogador do V. Setúbal, cala, emociona, reduz tudo à dimensão Humana.
No Auditório Artur Agostinho, ouvindo as palavras de Marcel Keiser, por sua iniciativa, em relação a este drama, não posso deixar de me contentar...
Anos e anos de uma boçalidade Institucional, entregues a um demagogo Presidencial que parecia tornar a Alma Sportinguista, numa espécie de intrínseca animalidade.
Por esta razão, sabe bem ouvir um gentleman, um homem digno, a representar o "meu" Clube, estar à altura das circunstâncias.
Assim, mais do que escrever sobre golos, fora de jogos, penáltis ou afins...
Escrevo apenas sobre Nuno Pinto e sobre a sua luta.
Boa sorte Guerreiro...
Que nesta tormenta, nestes dias que se seguem, possas encontrar a ansiada glória e ultrapassar esta jornada de sofrimento, sem descrição...
Porque nada mais importa, nada mais importará.
Um abraço Nuno Pinto.
Filipe Vaz Correia
