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Caneca de Letras

Caneca de Letras

"Um Abraço... Nuno Pinto!"

Filipe Vaz Correia, 17.12.18

 

Tantas razões para escrever sobre este jogo em Alvalade, este encontro entre o Sporting de Keiser e o Nacional de Costinha...

Para elogiar a audácia insular, a capacidade de jogar o jogo pelo jogo, para criticar a "estupidez" amarrada à escolha de um médio brasileiro, Bruno César, no tridente do meio-campo.

Tempo para elogiar Miguel Luís e a segunda metade do jogo dos Leões, entrelaçada forma de querer, esboçada em cada lance, a cada passe, em todos os pequenos pormenores de uma inabalável esperança.

Mas o Futebol é demasiadamente pequeno, quando nos apercebemos de algo maior, de destinos que silenciam estádios, multidões, vidas.

O drama vivido por Nuno Pinto, jogador do V. Setúbal, cala, emociona, reduz tudo à dimensão Humana.

No Auditório Artur Agostinho, ouvindo as palavras de Marcel Keiser, por sua iniciativa, em relação a este drama, não posso deixar de me contentar...

Anos e anos de uma boçalidade Institucional, entregues a um demagogo Presidencial que parecia tornar a Alma Sportinguista, numa espécie de intrínseca animalidade.

Por esta razão, sabe bem ouvir um gentleman, um homem digno, a representar o "meu" Clube, estar à altura das circunstâncias.

Assim, mais do que escrever sobre golos, fora de jogos, penáltis ou afins...

Escrevo apenas sobre Nuno Pinto e sobre a sua luta.

Boa sorte Guerreiro...

Que nesta tormenta, nestes dias que se seguem, possas encontrar a ansiada glória e ultrapassar esta jornada de sofrimento, sem descrição...

Porque nada mais importa, nada mais importará.

Um abraço Nuno Pinto.

 

Filipe Vaz Correia