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Caneca de Letras

Caneca de Letras

18
Out18

Como É Bom Te Amar!

Filipe Vaz Correia

 

Não sei se o papel abraçará todas as letras que solitariamente ameaçam esvoaçar, nem se desejo soltar livremente essa vontade de expressar, nesta singela escrita, o que atormenta a alma. Interrogações insistentes, num insistência que inquieta, inquietando desmesuradamente, nesse desmesurar que não cala, nesse calar que se revolta, num revoltar permanente, como se essa permanência, fosse a derradeira inquietude do Ser. Tantas e tantas formas de gritar, num grito discreto, discreta timidez do querer, que quer e se perde, como se perder não fizesse parte do destino. E que destino pode ser mais desafiador, do que esse desafio de viver, vivendo desatinadamente, por entre, as intempéries da alma. Pois a alma que se agiganta também é aquela que se contorce, a que se silencia e chora, sem deixar de sorrir. Mas o valor de um sorriso, por vezes gesto impreciso, pode bem esconder a simples dor de um passado, de um presente ou de um destemido futuro. Mas o que serão as interrogações, senão o compassar dos dias, desse arrepiante acreditar no infinito, sabendo que o finito poderá exterminar o que queremos eterno, aquilo que sendo eterno queremos que sobreviva, acreditando na força de um despido olhar. Como é raro um despido olhar? É assim que te amo... Como se amar fosse apenas uma rajada de vento, por vezes fria, por vezes quente, no entanto, retemperadora, deslumbrante, desarmante. É assim que te olho, como se fosse a primeira vez, é assim que te desenho, como se cada traço fosse rabiscado inocentemente, é assim que te sonho, como se antes não ousasse sonhar. Estranha forma de escrever na correria constante do dia a dia, no acelerar dos acontecimentos, sem tempo para gritar... Sem espaço para parar. Mas se o amor é escrita, força bonita, então é, por entre, essas linhas que me perderei, por entre, essas letras que me deixarei levar, por entre, essas palavras que eternamente soletrarei...

Como é bom te amar!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

  

18
Out18

Crianças, Avós E A Singela Imbecilidade...

Filipe Vaz Correia

 

A que ponto chegámos enquanto Sociedade?

No programa Prós e Contras da RTP, por entre, a discussão do movimento MeToo e das consequências do assédio sexual nos dias que correm, assistimos a uma afirmação de um Professor Universitário...

" Obrigar uma criança a dar beijinhos aos Avós é uma forma de educar para a violência."

Desculpe?

Pensei estupidamente.

Será possível?

O dito Professor, Daniel Cardoso, conhecido por defender o poliamor, uma forma tão nobre de amar como outra qualquer, defende ainda que usar o poder dos Pais para obrigar uma criança a dar um beijinho aos seus Avós, serve para incentivar uma falta de controlo do seu corpo perante o poder de alguém que lhe é superior.

Ou seja, fomenta a repressão do direito de dizer não.

Não podia discordar mais...

Obrigar as "criancinhas" a dar um beijinho aos seus Avós, queiram ou não, é um gesto de educação básica, uma elementar forma de educar e bem.

Respeitando ou não a sua vontade mas essencialmente impondo regras e princípios que os nortearão para o resto das suas vidas.

Este tipo de ideólogos e valores têm criado uma mistura explosiva que poderá contribuir, na minha opinião, para a criação de uma Sociedade mais individualista, selvagem e egoísta.

Uma forma desresponsabilizada de educar.

Qualquer dia, um Pai ou uma Mãe, terá de pedir permissão ao seu filho, para corrigir alguma das suas vontades, transformando as criancinhas em tutores do seu destino, desde o dia em que nascem.

É uma roda livre no pensamento educativo, diluindo-se o poder "Paternal"  versus a vontade da criança.

Imagino, somente por um momento, dizer ao meu Pai que não queria dar um beijinho à minha "querida" Avó, imaginando, arrepiado, a forma educativa como demonstraria onde iria encaixar a minha mal-criada atitude.

Lá está...

Isso nunca me passaria pela cabeça.

No entanto, na opinião deste "professor", devo ter sido educado para a violência...

A boçal violência de ter que ouvir tamanha barbaridade.

Haja paciência.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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