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Caneca de Letras

Caneca de Letras

23
Set18

A Greve Dos Táxis...

Filipe Vaz Correia

 

Quanto mais tempo passa nesta greve dos Táxis, mais gosto da Uber...

Devo salientar que respeito a reivindicação deste grupo profissional, no entanto, esta espécie trauliteira de reivindicar deixa-me sempre irritado.

A forma importa, ou seja, a maneira como se engarrafa a cidade, como se agride motoristas da Uber, como se ameaça o poder político, não sendo caso virgem nessa forma usada por vários sindicatos, contribui para irritar o lado mais conservador da minha alma.

O mundo mudou em vários parâmetros, varrido por novas tecnologias e plataformas que vieram para ficar, parecendo-me claro, ser esta uma luta inglória de quem ainda não compreendeu que tem de se modernizar.

Compreendo o dilema para quem detém licenças de um Táxi e vê nesta competição uma ameaça imensa ao seu património, assim como,  ao valor de cada "carro" que possui...

Trata-se de uma batalha contra um mundo que chegou, arrebatando não só um novo espírito empreendedor, como também de mentalidades que jamais retrocederão.

Os Táxis não podem deixar de retirar consequências desta mudança de paradigma e essa premissa não está interligada com Impostos...

Antes com a comodidade de chamar um Uber ou outra plataforma similar, de poder monitorizar o percurso, na sua apresentação e asseio, na amabilidade, no preço por antecedência.

Salvo raras excepções estas deveriam ser as principais preocupações daqueles que reivindicam.

E no que aos impostos diz respeito:

Porque razão pedir para que a Uber venha a ter as mesmas restrições e condições dos Táxis?

Porque razão não se pede precisamente o contrário?

Se as condições dadas à Uber são tão desequilibradamente favoráveis, então essa deveria ser a meta para os grevistas em questão.

Pedir que em vez de criar mais impostos e regulações para a Uber, diminuíssem aqueles que são impostas aos Táxis.

Mas isso seria pedir demais a Patronato e Sindicatos parados no tempo, num tempo onde este tipo de gestos, buzinas e gritarias condicionava o poder político.

Logo saberemos se, neste caso, ainda condicionará.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

22
Set18

Quem Nunca Amou?

Filipe Vaz Correia


Não  me sobrou o medo, pois esse medo que me corrompe, me consome, estará apenso à solidão  momentânea  de um desmedido desejo, singelo ensejo de um destino.

Palavras  singelas que se confundem com o bater do coração, esse cego sentir, sentindo cegamente esse querer secreto.

Mas poderá a alma se silenciar?

Poderia ser diferente se de cada vez que é tornado realidade, se desvanece num senão, esse tão puro amor?

Por entre a sapiente sabedoria de um silencio, vai desvanecendo essa esperança, essa intensa querença que se tornou tristeza...

Mas como se explica ao coração que não importa o sentir?

Como se explica ao coração que por vezes apenas sobrará  a desmentida promessa?

Por vezes não importa explicar, apenas soletrar baixinho o triste caminho que sobreviverá eternamente...

Num texto desconexo, por entre palavras descomplexadas, tristemente enumeradas numa carta sem poesia, numa tarde de maresia, afogando o que um dia prometeu ser eterno.

Por vezes não importa amar...

Por mais que esse amor seja o essencial de uma vida...

De todas as vidas.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

20
Set18

Qual É O Preço De Um Migrante?

Filipe Vaz Correia

 

Que Europa é esta para a qual caminhamos?

Admito que já fui terrivelmente crente na União Europeia, num tempo distante, onde pareciam existir passos e espaços que davam sustentação a um ideal Europeu comum.

Com o passar do tempo, esse rumo parece ter se perdido, com vozes cada vez mais dissonantes no aspecto de integração e Humanismo, expectável desde o começo desta longa aventura.

Ouvir falar sobre uma proposta de pagamento de Migrantes, ou seja vidas, será certamente de uma obscenidade atroz, no entanto, reveladora do estado medíocre em que se encontra a cena política.

Países que não querem receber os ditos Migrantes estariam dispostos a pagar para que outros os recebessem, num leilão de preços inenarrável.

O Primeiro-Ministro do Luxemburgo logo veio a terreiro, exclamar em suas palavras o que também na minha alma se liberta...

"Estamos a falar de pessoas, não de tapetes nem de bens!"

De facto.

Se chegarmos a este ponto, da negociata com vidas Humanas, sem censura dentro das instâncias Europeias então cederemos perpetuamente ao pequeno aspecto miserávelista do Ser.

Não podemos ser Humanos, sem esta espécie de vergonha e censura daquilo que é desumano.

Esperemos por um futuro melhor.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

19
Set18

Luís Filipe Vieira E Paulo Gonçalves: O Diário Da Nossa Separação...

Filipe Vaz Correia

 

A partida de Paulo Gonçalves é uma pétala de tristeza numa rosa "avermelhada", num fim de tarde em que do romantismo brotou uma lágrima por esta anunciada separação.

As juras de amor murcharam, a eternidade de felicidade escapou e sobrou a inevitabilidade da fuga para a frente, para o lado, para onde tiver que ser...

Luís ficou só, repleto de Varandas falantes, de rechonchudos Pedros, de Monizes ao sol do Brasil mas não restem dúvidas de que jamais será a mesma coisa.

Vale a Luís a temporária "amnésia" que aqui ou acolá se lhe acomete, para esquecer que no gabinete ao lado já não se encontra Paulo.

No Estádio da Luz, assiste-se a uma dolorosa separação carregada de lealdade, de promessas de fidelidade, de uma eterna esperança de inocência...

Mas poderia ser de outra maneira?

Claro que não!

Paulo partiu, certamente, com uma choruda indemnização e com uma pasta carregada de documentos, apensados à sua memória pois o Paulo não tem amnésia...

É essa memória que lhe garantirá a eterna lealdade Benfiquista.

Pelo menos da estrutura Benfiquista.

 

 

Filipe Vaz Correia

18
Set18

Cristina Ferreira: A Princesa Diana Portuguesa?

Filipe Vaz Correia

 

Não gosto nem desgosto da Cristina Ferreira...

Posso mesmo dizer que me encanita o estilo, meio saloio, mas agrada-me a genuinidade com que se apresenta, com que parece enfrentar os desafios que se lhe deparam.

Gosto do carácter, da ligação emocional que cria através do olhar e lhe parece granjear uma multidão de seguidores.

Não sou de escrever muito sobre estas questões do entretenimento, se excluirmos a nossa classe política deste escalão, no entanto, o chorrilho de disparates ressabiados que se tem ouvido sobre a transferência em si e o dinheiro que a mesma envolve merecem de mim um singelo reparo...

Mas o que têm as pessoas a ver com isso?

A "jovem" Cristina vai trabalhar para uma empresa privada, paga a peso de ouro, assim como outros que fazendo bem o seu trabalho retribuem ao seu empregador cada cêntimo em si investido.

Uma estratégia de uma empresa privada que certamente prevê lucrar com o talento de uma criadora de audiências e programas.

Por mim que seja feliz.

Apenas um comentário:

Ao ver a sua entrevista no Jornal da Noite, não pude deixar de notar uma comparação que talvez seja um pedaço "exageradinha"...

Comparar a sua saída da TVI à morte da Princesa Diana, é mais ou menos como comparar a Volvo Ocean Race aos Descobrimentos Portugueses.

Aqui a minha querida pôs-se a jeito...

Excedeu-se.

Quanto ao resto e saloiices à parte esperemos por mais um capitulo de Cristina by Cristina.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

17
Set18

A Viagem De António Costa A Angola...

Filipe Vaz Correia

 

António Costa já chegou a Angola...

Num primeiro momento de calças de ganga, sem gravata, num estilo "casual", não confundir com aqueles hooligans que assombram o futebol, comprovando a relação "fraterna" entre os dois governos.

Logo choveram criticas, não tendo em atenção que o Primeiro-Ministro voou num avião da DHL, carregado de papéis e processos, os mesmos que implicam Manuel Vicente e as supostas falcatruas relativas a lavagem de dinheiro.

Neste prestar de vassalagem, uma vez mais na História do pós 25 de Abril, lá vai o nosso Portugal, esperançado numa amigável relação, abraçar aqueles, vulgo MPLA, que muitas vezes desprezam a Lusitana Terra.

Não confundir MPLA com o povo Angolano.

Entregues os papeis, poderemos então ter o "gosto" de ser recebidos pelo General Lourenço e sua trupe, aguardar a sua visita, estilo corte real, ao nosso "pequeno" País.

Assim continuaremos a caminhar, alegres e contentes, como se esta relação fosse tão verdadeira como a que existe com Moçambique, Cabo Verde ou São Tomé.

Não...

Não é.

Por tudo isto, não se preocupem com a indumentária do Primeiro-Ministro, mas antes com o significado de tal viagem.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

17
Set18

Voando Pelas Estrelas!

Filipe Vaz Correia

 

Olho para as estrelas...

Só.

Com o cair da noite, vislumbro em cada uma delas pequenos momentos tão meus, alguns que esforçadamente gostaria de esquecer mas que se avivam, assim como, aviva a tamanha dor que se prende à memória, desgostosamente reluzente em cada pedaço de luz que nessa noite me preenche.

Mas também sorrisos, momentos imprecisos, melodias desafiantes, beijos asfixiantes, abraços inebriantes, querer...

Esse querer que apenas naquele momento, nesse pedaço de tempo em que suspenso parece estar o mundo, soletra devagarinho um silêncio profundo transformado em ruído...

Silencioso ruído dos nossos corações.

Como parece simples escrever, deixar o coração soletrar estas palavras...

Este conjunto de frases que insistem em soltar-se e nelas esvoaçar a imensa vontade de dizer que te amo.

Olho para as estrelas...

Só.

Sorrindo desmedidamente somente porque na minha memória permanece intacto esse cheiro teu, esse sabor teu, esse entrelaçar tão nosso.

E nessa memória...

Tudo será intemporal, meu amor.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

16
Set18

As Armas De Jair Bolsonaro...

Filipe Vaz Correia

 

Imaginemos o Mundo de Bolsonaro...

Com as armas disseminadas por todo o Brasil, claro está que é só para gente de "bem", no entanto, não deixaria de se tornar mais acessivel a posse de um qualquer pequeno revólver.

Imaginemos que aquele atacante, em vez de uma faca, tivesse em sua posse uma pistola?

Lá se ia vida desse homem de "bem", o enigmático Bolsonaro.

Felizmente para ele, as suas ideias ainda não entraram em vigor, ficando assim "apenas" entregue a uma qualquer faca de cozinha.

As melhoras, Jair Bolsonaro.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

16
Set18

Uma História De Amor...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Nem sempre se consegue escrever;

O que na alma habita,

Esse desmedido bater,

Que bate e saltita,

Dentro do coração...

 

Por vezes escapa do olhar;

Solta-se da alma,

Transformando-se nesse abraçar,

Nesse toque que acalma...

 

Por vezes grita em silêncio;

Esse desejo que se agiganta,

Deixando em suspenso,

Este amor que me espanta...

 

Fecho os olhos;

E respiro profundamente,

Sabendo que a cada segundo,

Em cada momento,

Sobra em ti,

A parte de mim,

Que eternamente te pertencerá...

 

E a parte de ti;

Que eternamente me pertencerá.

 

 

 

 

 

 

 

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