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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Vezes Sem Conta!

 

 

 

Tenho tanta vontade de sentir;

Novamente sentir,

O sentido bater,

Contraditório fugir,

Da alma a querer,

Querendo pedir,

Que volte a viver,

Repetidamente,

Vezes sem conta...

 

Vezes sem conta;

No mesmo lugar,

Vezes sem conta,

Aquele abraçar,

Vezes sem conta,

Nossas mãos entrelaçar,

Vezes sem conta,

O desmedido amar,

Vezes sem conta,

No teu olhar...

 

Tenho tanta vontade;

De resgatar da saudade,

Essa asfixiante verdade,

Sem fim...

 

Amo-te inteiramente;

Eternamente,

Como se fosse sempre,

A primeira vez.

 

 

Nada Mudou No Reino Do Leão...

 

O ruído silencioso em que caiu o meu Sporting, assinala a tempestade cínica que assombra o tempo destemperado no Reino Leonino...

Bruno de Carvalho mantém-se calado, escondido, se calhar como sempre deveria ter estado, no entanto, desconfiando da inusitada sensibilidade do Presidente Leonino, adivinho o temporal entrelaçado à figura em questão.

Não poderemos ignorar o momento, a verdade temporal que despedaçou a unanimidade Sportinguista, deixando ao olhar de todos o transtornado Presidente que nos representa, porém esta singularidade imperfeita, representada por este silêncio carregado de bom-senso, não me tranquiliza, não acalma a ansiedade verde que aprisiona este adepto de uma vida...

Somente reforça a estranheza, a preocupação.

As vitórias presentes, meio em esforço, impregnadas de dedicação, amarradas à dedicação de todos nós Sportinguistas, disfarçam as tenebrosas imagens plasmadas no auge da crise Leonina, as dores lombares, as ameaças ditatoriais, os apelos despojados de inteligência...

Por isso temo a vingança Brunista, a raiva canina escondida por trás deste silêncio, deste silencioso vazio de uma bélica alma.

Temo por Rui Patrício, por Jorge Jesus, por Bas Dost, por Bruno Fernandes, por Fábio Coentrão...

Temo por nós.

As vitórias Leoninas não me fazem esquecer o boçal que nos guia, a trupe que o acompanha, os peões de brega que o sustentam...

Por essa razão aqui escrevo estas palavras, como um grito surdo, para que não nos esqueçamos daqueles que sendo nossos, farão parte do imaginário intemporal deste nosso clube.

Quando vencermos a Final da Taça de Portugal, como espero, será Patrício que erguerá o troféu, como antes fizeram Hilário, Manuel Fernandes, Oceano, Beto, entre outros...

Sendo esses a razão para que perdure a gloriosa imaginação verde e branca.

Não nos esqueçamos disso, no meio do verão, quando a purga, que adivinho, começar...

Viva o Sporting.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Folha Em Branco

 

 

 

Folha em branco;

Despida de palavras,

Desnudada de pranto,

Mágoas desvendadas,

Em parte segredadas,

Ao ouvido da consciência...

 

Folha em branco;

Sem desenho ou rascunho,

Tão sincera e pueril,

Imaculadamente ingénua...

 

Folha em branco;

Num vazio intemporal,

Desgosto por cumprir,

Na imensidão de um gigantesco sentimento...

 

Folha em branco;

Carregada de rasuras,

Apagada esperança,

Desse amor...

 

Folha em branco;

Repleta de oportunidades,

Para reescrever,

A tamanha história,

Da minha vida.

 

 

Como Dói Um Grande Amor?

 

Não tenho palavras para esta despedida...

Pois palavras não existem para descrever o que dita a ingénua alma que um dia acreditou na eternidade de tamanho sentimento.

Não existe céu capaz de cobrir a imensidão do que se esconde por entre o silêncio ruidoso, ruidosamente soletrando o que desabridamente se expressa no olhar.

Não cora o rosto que sabendo deste adeus, disfarça timidamente para que nada se torne eterno na mente entristecida, retrato de um desgosto indisfarçável.

Não grita a voz, embargada pelas memórias só nossas...

Tão nossas que se diluíram neste destempero tornado em realidade.

São assim as despedidas de amor ou talvez não...

Talvez poucas se possam mostrar tão doloridas, tão dolorosas como a centelha que incendeia a triste alma, tão cortantes como a dor de tamanha separação.

Não sei viver sem esse respirar teu que me completa, essa parte de mim que se perde em ti, mesmo que despedaçada, despedaçadamente procurando um teu sinal...

Mas não basta buscar esse amor, essa partícula imaculada de um cristalino sentimento, tão puro quanto raro, tão meu que ao mesmo tempo se confunde contigo.

Não basta querer voltar encontrar, quando se perderam por entre as palavras renegadas, por entre as vontades esquecidas, as tristes lágrimas que insisti em esconder...

Não basta querer acreditar que poderemos sobrevoar o tempo, uma e outra vez, voando sem asas, sem esperança ou fé.

Tantas palavras por escrever, por gritar, sussurrando ardentemente o descompasso em que se tornou o triste olhar meu.

Mas sabes bem...

Sabes bem que o compasso deste sentimento se renova sem explicação, se mantém sem mais nada, singelamente fiel a cada pedaço dessa História que nos pertence.

E por isso sem palavras, apenas gritando o silêncio...

Se despede o eterno amor, discretamente contando que numa bela noite de verão, partiu esse último recanto do meu coração.

Até sempre meu amor.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Palavras Minhas...

 

 

 

Continuo a amar;

Cada parte de ti,

Mesmo que não pareça,

Mesmo que não o consiga dizer,

Não o queira expressar,

Calando desesperadamente,

A imensa vontade,

De te querer...

 

Continuo a amar;

Todos os traços do teu rosto,

Devagarinho a soletrar,

Cada pedaço de desgosto,

Com que insisto em pincelar,

Este amor meu...

 

E perdido por entre as rimas;

Desta poesia,

Por entre o desejo que permanece silenciado,

Vai voando timidamente,

Este amor que eternamente,

Te pertencerá.

 

 

 

 

 

 

 

A Caminho Do Jamor

 

Estamos no Jamor...

No Jamor!!!

O meu Sporting viveu ontem uma noite de euforia, amarrada àquela esperança sempre verde, Leonina, de que seria possível voltar a eliminatória em nossa casa e assim poder tentar alcançar mais uma Taça de Portugal.

Assim foi.

Durante os 90 minutos, muitas foram as vezes que exasperado fiquei, por a equipa estar demasiado defensiva, por as substituições tardarem, como sempre, por todos e mais alguns factores que circundam o jogo e muitas vezes o influenciam...

Irritei-me com Jorge Jesus, tinha prometido não o fazer, com a displicência com que Montero parece encarar a bola e os seus movimentos, com o apito do árbitro, demasiadas vezes complacente perante as demoras de Iker Casillas.

Irritei-me com tantos momentos durante este jogo, assim como gritei em outros tantos...

No golo de Coates, que jogo fez o Uruguaio, com cada penálti marcado ou com o empolgamento que tomava conta das bancadas de Alvalade.

No Jamor, o Sporting encontrará o refugio de uma época, não que a salve das criticas há muito apontadas, mas certamente aportará ao momento conturbado vivido nas hostes Leoninas, um pedaço de tranquilidade e expectativa que podem muito bem amenizar a crise neste Reino do Leão.

A Equipa demonstrou estar unida, aguerridamente ligada aos seus adeptos, ao verdadeiro sentido deste clube...

Vencer sem deixar ninguém para trás, esquecido no meio de culpas e traumas.

Vencemos todos, assim como, todos perdemos sem fugas.

A caminho do Jamor, já se sente o rugido do Leão, preparado para invadir aquelas bancadas e pincelar sem delongas cada pedaço de pedra com um cachecol Sportinguista.

Obrigado a todos por esta tão especial alegria, vivida entre amigos e estranhos, por entre abraços e palavras, de um contentamento sem igual.

Viva o Sporting.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Só...

 

 

 

Vai tão só,

Tão só de solidão,

Sozinho na imensidão,

Pedaço de dó,

Que doendo sem razão,

Vai escondendo a explicação,

Para a inexplicável desilusão...

 

Vai tão só;

O que anteriormente era esperança,

O que no teu olhar sorria,

No meu se cumpria,

Tamanho destino...

 

Vai tão só;

Que se perdeu,

A intensa chama,

Apagada vontade,

De te voltar a amar...

 

Vai tão só;

Eternamente.

 

 

Meu Caro José Diogo Quintela...

 

Meu caro José Diogo Quintela é com tristeza que lhe escrevo, não por si, mas essencialmente pelas enormidades explanadas em seu texto e que o tornaram na chocante realidade de uma singela estupidez...

O seu texto denominado Oncolamúrias é um pedaço de insensibilidade, misturada com a arrogante presunção de julgar algo, absolutamente inimaginável.

O topete demonstrado por si, julgando a indignação desses Pais que vendo os seus filhos de tenra idade, prostrados em corredores de um Hospital, lutando pela vida em condições inaceitáveis, enquanto ingerem doses de quimioterapia, numa última esperança de se amarrarem a esse destino que lhes sobrou, soluça esta minha escrita incapaz de verbalizar a tamanha incredibilidade que me assola.

Reportar as mortes de Crianças nos bombardeamentos químicos na Síria, como ponto de comparação com este caso, não respeita nem a memória desses mártires, nem tem em consideração a dor e o sofrimento destas Crianças e Pais que agonizam nos corredores do dito hospital.

Será que poderemos falar de Lares que maltratam e deixam velhos subnutridos, quando em África, tantos e tantos, morrem sem comida?

Será que poderemos falar em violação, quando em vários Países, esse casos são flagrantemente sentidos, numa escala maior do que neste nosso País?

Será?

A crónica de José Diogo Quintela é, na minha opinião, absolutamente fedorenta, mesmo nauseabunda, desrespeitadora da mais básica expressão da solidariedade Humana.

Já aqui escrevi, vezes sem conta, o que me vai na alma quando o assunto é o drama Sírio, o massacre constante a que estão sujeitos Velhos e Novos, Pais e Filhos, enfim gente...

Já aqui gritei, através da tinta soletrada pelas  minhas palavras, o horror que se vive na Síria, no entanto, não posso aceitar que esse argumento seja utilizado para menosprezar a dor imensa a que devem estar sujeitos, aqueles meninos e meninas, combatentes nessa batalha pelas suas vidas, contra o cancro.

Não existe comparação...

Nem tem de haver.

Por isso e como gosto pouco de almas fedorentas, mentes tacanhamente dispostas a tudo por um punhado de polémica, distancio-me desse texto, desejando apenas que o seu autor nunca tenha de estar num corredor de Hospital, com um filho seu, guardando em si o desespero de tamanha luta.

Quanto a mim, sobra-me indignação para poder escrever sobre os dois temas, com a mesma revolta e sem senãos...

Sem hesitações em criticar o inaceitável.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

A Minha Montanha

 

 

 

Do alto da minha montanha;

Vislumbro ao longe,

Bem ao longe,

Quase se perdendo no olhar,

As asas que timidamente,

Insisto em não usar...

 

Do alto dessa montanha;

Hesito em partir,

Deixar para trás a presente tristeza,

Que persiste em ferir,

O que há muito desvaneceu...

 

Do alto daquela montanha;

Vejo passado e o presente,

Esse futuro que se pressente,

O querer agora ausente,

Só mágoa,

Tão minha...

 

Do alto desta montanha;

Me despeço de ti,

E abraço sem fim,

Essa parte de mim,

Que ainda é capaz de sonhar...

 

Sonhar!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carta De Amor!

 

 

 

Não serei capaz de esquecer;

O que precisa ser esquecido,

Um desmedido querer,

Ardor sentido,

Intenso bater,

Sentir ferido,

Do meu coração...

 

Não consigo disfarçar;

Essa espécie de lágrima,

Ardente magoar,

Da alma despedaçada,

Que despedaçadamente,

Se entrelaça,

Em mim...

 

Não te irei mais dizer;

O que soletrado em segredo,

Se perdeu nesse sofrer,

Por entre o magoado tempo...

 

E assim discretamente;

Num adeus tão dolorido,

Findou esse amor,

Que prometeu ser vivido,

Sem fim.

 

 

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