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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Simplesmente Marcelo...

Filipe Vaz Correia, 09.03.18

 

Dois anos de Marcelo Rebelo de Sousa, como Presidente da República, num misto de sensações incansáveis que avassaladoramente mudaram o panorama político Português.

Marcelo é intenso e caloroso, Professoral e fraterno, acutilante e sincero, próximo e assertivo...

Tantas coisas que podem caracterizar o Presidente da República, sendo que de todas elas, o que mais fica retido na alma das pessoas, é a ligação criada entre as gentes e Marcelo.

Essa busca constante de um afecto, um abraço, uma presença que se tornou essencial em momentos difíceis, um olhar que tranquiliza.

Marcelo conseguiu construir essa ligação supra-partidária, muito além das tricas politico-parlamentares, dando uma lição de dedicação pública, a muitos daqueles que sendo políticos profissionais, se mantêm em cima do seu Ego, para justificar as suas acções.

Marcelo despiu desde o primeiro momento essa capa Messiânica, esse lado intocável que existia na anterior Presidência, encurtando distâncias e recuperando para o cargo que ocupa uma dignidade, há muito, perdida.

Sou um admirador confesso de Marcelo, Prof Marcelo Rebelo de Sousa, não só pela forma como executa a função mas também pelos princípios ideológicos que o regem, pelos quais se norteia...

Talvez os partidos e os políticos pudessem observar e aprender com ele, com a forma como pensa e actua, pois estaríamos, certamente, mais perto de credibilizar a política...

E credibilizando os políticos, aproxima-los das pessoas.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Imperfeitos Versos...

Filipe Vaz Correia, 09.03.18

 

 

 

Um verso solto;

Imperfeito...

 

Contraditória forma de expressar,

A ausente presença,

Que amordaçadamente,

Se quebrou...

 

Versos desconexos;

Desligados,

Meio complexos,

Amaldiçoados...

 

Querer sombrio;

Da minha inusitada dor,

Descendo um rio,

Inundado de ardor...

 

E levemente;

Se foi perdendo,

Foi escapando sem dizer,

O que querendo eterno,

Acabou por morrer...

 

E nessa infinita despedida;

Nesse olhar que partiu,

Se despede a doce alma,

Que um dia te amou.