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Caneca de Letras

Caneca de Letras

23
Fev18

Adormecendo...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Tenho cicatrizes no rosto;

Marcas na alma,

Raízes de desgosto,

Desgostosamente em mim...

 

No meu olhar;

Repleto de memórias,

Escondem-se ao luar,

Pedaços de histórias,

Guardadas em mim...

 

Trago palavras segredadas,

Somente na escuridão,

Frases trancadas,

Nessa solidão,

Que me pertence...

 

  Vou adormecer devagarinho;

Silenciosamente repousando,

Deixando de mansinho,

Este passado se descaracterizando,

Na imensidão dos céus...

 

Vou adormecer devagarinho;

Devagarinho...

 

Para não mais acordar.

 

 

 

 

 

 

 

23
Fev18

O Vento E O Silêncio...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Ao longe o vento...

Sempre o vento.

 

Tão perto o silêncio;

Sempre o silêncio.

 

Sentado ao piano;

Tentando resgatar a melodia,

Outrora perdida,

Buscando essa harmonia,

Que se escapou pelas asas do tempo...

 

Ao longe o vento;

Tão perto o silêncio...

 

Sentado numa sala vazia;

Quase despida,

Repleta de paredes frias,

Na alma ferida,

Despedaçada...

 

Só eu e aquele singelo piano;

Empoeirado pedaço vida,

De uma vida que existiu,

Mas se calou...

 

Ao longe o vento;

Tão perto o silêncio...

 

Sempre o silêncio;

Entrelaçando esse vento,

Que insiste em chegar,

Irromper as barreiras empoeiradas,

As trancas exacerbadas,

Que me rodeiam...

 

Ao longe o vento;

Tão perto o silêncio...

 

Nessa dança constante;

Que me persegue,

Segredando hesitante,

A eterna vontade,

De te amar...

 

 

 

 

23
Fev18

Amo-te!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Parece que o mundo está preso ao teu olhar;

Pois é nesse olhar que me perco,

Nessa esperança que me amarro,

Voando através dessa alma tua,

Pela eternidade...

 

Parece que o céu se fecha;

De cada vez que sorris,

Num abraço imenso,

Tão imenso,

Mas que mesmo assim,

Não consegue desfazer,

As tamanhas saudades....

 

Parece que a voz se embarga;

Apertando a alma;

Nessa sensação desapegada,

De solidão...

 

De cada vez que partes,

De cada vez que se fecha a cortina,

De mais um dia...

 

Parece que é pouco o tempo;

Para tamanho amor;

Parece que é pouco o vento,

Para voar contigo,

Sem fim...

 

Parece...

Parece que nada;

Será tão grande como este amor que sinto por ti,

Tão imenso como este amor que palpita em mim,

Tão gigante que não consigo expressar...

 

Parece que a vida é pequena;

Para escrever estas palavras,

Para descrever cada letra,

Cada parte de mim,

Em ti...

 

Amo-te.

 

 

 

 

 

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