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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Depois de Trump... Oprah?

Filipe Vaz Correia, 10.01.18

 

Depois de Donald Trump, Oprah como baluarte de um projecto político, uma esperança maior de um novo futuro...

As palavras de Oprah, o enigmático momento nos Globos de Ouro, deixaram excitados todos aqueles que se opõem a Donald Trump, principalmente no planeta das artes, deixando no ar uma candidatura da mesma para 2020.

O que me apraz dizer, tristemente observando, é que deve ser muito triste o País que responde ao fenómeno Trump, com Oprah Winfrey...

Nada contra Oprah, nada contra a personagem, contra a pessoa em questão, no entanto, sempre esperei que na massa critica Americana, a alternativa surgisse de dentro da alma política, da génese democrática da sociedade Norte-Americana.

Se a solução anti-Trump, partir da esfera televisiva, do paradigma televisivo, nada se resgata, nada se recupera...

Gosto da Oprah Winfrey, sempre respeitei o seu trajecto como apresentadora, naquilo onde foi e é a melhor, porém, confundir essa função com a de Presidente Americano, nada mais é do que legitimar a candidatura de Donald Trump.

Não comparando as figuras, mas sendo honesto na analise, Oprah e Trump derivam do mesmo meio, têm o mesmo tipo de preparação para o cargo, apenas se distinguem na personalidade e no trato, o que não sendo de somenos, não é o principal.

Assim, deambulando por entre estes novos tempos, de um mediatismo que se sobrepõe ao mérito, importa recordar Tiririca, candidato ao Congresso Brasileiro...

Mais do que palhaço, profissão que apresentava no curriculum, Tiririca foi um visionário.

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Oceano...

Filipe Vaz Correia, 09.01.18

 

 

 

Reflexo de ti;

Desmedidamente enternecedor,

Esta crença maior,

Sufocante ardor,

Misto de esperança,

Batimento sofredor,

Eterna querença,

Deste singelo amor...

 

Reflexo de mim;

Em cada pedaço de vento,

Sorriso sem fim,

Instante, momento,

Frenético frenesim,

De tão valioso sentimento...

 

Porque não se encontram palavras;

Letras ou versos,

Escasseiam poemas,

Outrora submersos,

Neste imenso oceano,

Intemporal amor...

 

 

A Saúde Mental De Donald Trump!

Filipe Vaz Correia, 09.01.18

 

A saúde mental de Donald Trump volta a estar nas luzes da ribalta, por estes dias, devido à sua inaptidão para cantar o Hino Nacional durante um jogo futebol universitário, entre o Alabama e a Geórgia.

As redes sociais agitaram-se com vários internautas a clamarem a sua preocupação, diante dos mais variados indícios de instabilidade emocional do Presidente Americano.

Esta noticia, certamente preocupante, acrescenta um pedaço de drama a um folhetim que balança entre o cómico de inusitadas situações e o trágico de ser este homem o Presidente da mais poderosa nação militar mundial.

Donald Trump, na minha modesta opinião, não sofre de nenhum problema relacionado com a demência, ou outro tipo de doença degenerativa mental, apenas revela com o passar do seu mandato e a inerente exposição pública, sem rede, as várias facetas de personalidade, que sempre o definiram.

Não se pode pedir a Donald Trump para ser algo que nunca foi, para se mostrar um estadista, quando nunca passou de uma personagem de Reality Show, instável e irascível, inculto e boçal...

Esta mistura, meio efervescente, constitui parte dos alicerces de carácter, carácter é um expressão demasiado ousada para caracterizar a pessoa em questão, no entanto, a surpresa que muitos observadores têm demonstrado, em relação ao comportamento de Mr. Trump, mais do que definir algo sobre a sua saúde mental, revela antes o desconhecimento e impreparação dos mesmos.

Trump foi assim ao longo do seu caminho como empresário, veja-se as polémicas ao longo dos anos, foi assim durante a campanha que o levou à Casa Branca e não iria deixar de ser assim enquanto Presidente.

Apenas isso e não mais do que isso.

Acredito que Trump poderá ser derrotado em novas eleições, ou através das várias investigações em curso, sobre a sua campanha, os seus negócios, as suas ligações à Rússia, entre outros casos...

Mas não acredito que o seja por alegados problemas de saúde mental.

Trump não é demente, é apenas inculto, ignorante e boçal...

E isso é mais do que suficiente para justificar as suas imensas boçalidades.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Os Bilhetes De Mário Centeno!

Filipe Vaz Correia, 08.01.18

 

Mas porque raio, anda Mário Centeno a pedir bilhetes ao S.L.B?

Porque raio, o Ministro das Finanças, tem de andar a pedinchar bilhetes para se deslocar à Luz?

Gosto de Centeno, já o escrevi, surpreendendo até a minha desconfiança inicial, da Geringonça no geral e do Ministro em particular...

No entanto, independentemente do seu desempenho Ministerial, existem princípios que não devem ser esquecidos, uma certa aparência que apesar de não ser requisito exclusivo, também conta.

A polémica que a partir de aqui se instala, com a isenção fiscal, IMI, a um dos filhos de Luís Filipe Vieira, é apenas uma consequência, deste aparente favor, esta triste coincidência que deixa no ar todo o tipo de especulações.

O Ministro defende-se, dizendo que não deixará de ir ao estádio da Luz, ver jogos do Benfica, como fez durante os últimos 45 anos...

Mas quem lhe pede para deixar de ir ao estádio da Luz, ver os jogos do seu clube?

O que me parece importante, é que o Senhor Ministro compre os seus bilhetes, num gesto nobre e decente...

Nem que seja para não ficar num terreno pantanoso, de especulação e desconfiança.

Importante referir que com as declarações do Ministério das Finanças, validando a veracidade do pedido de bilhetes, por parte de Mário Centeno, terminam as insinuações de que os Emails divulgados, poderiam não ser verdadeiros...

Já se percebeu que são.

Assim, depois de mais um pedaço de promiscuidade, se compreende como a política e o futebol, continuam entrelaçados, por entre sorrisos e favores.

Uma vergonha ou simplesmente burrice?

Mário Centeno que responda.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Simplesmente Amor...

Filipe Vaz Correia, 08.01.18

 

 

 

Soa baixo o palpitar;

Do meu coração,

Tão baixinho,

Baixinho ao serão...

 

Soa baixo a tamanha emoção,

Perdida em cada sorriso teu,

Desmesurada sensação,

De amor...

 

Soa baixo sem partir;

Ao de leve no olhar,

Verdadeiro sentir,

Desmedido amar...

 

E vai se perdendo devagarinho;

Em cada destino entrelaçado,

Amarrando este destino,

Este amor encantado...

 

Soa baixo;

E vai soando,

Por entre as linhas desta poesia...

 

Vai soando;

Bem baixinho,

Cada pedaço,

Deste tamanho amor.