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Caneca de Letras

Caneca de Letras

15
Jan18

A " Inocência" De Manuel Vicente... "segundo miguel relvas"

Filipe Vaz Correia

 

Miguel Relvas saiu em defesa de Manuel Vicente, aos microfones da TPA, televisão pública de Angola, depois de já o ter feito na Rádio Renascença...

Relvas diz mesmo que tem a certeza da inocência do ex-Vice Presidente Manuel Vicente, pessoa que conheceu em funções governativas, conhecimento esse que lhe permite fazer tal julgamento.

Nem o Presidente Angolano, João Lourenço, seria capaz de ir tão longe...

Talvez, nem Manuel Vicente, fosse capaz de dizer o mesmo.

Mas Miguel Relvas sim...

O ataque feito por Relvas, posteriormente, à Justiça Portuguesa, praticamente a acusando de perseguição e preconceito neo-colonial, revela a imensa vontade do ex-Ministro Português, de agradar a alguém, que parece apreciar desmedidamente...

Cegamente apreciar.

Tudo isto é justificado certamente, por uma desinteressada amizade, sem qualquer contributo económico pelo meio, num acto puro e transparente.

Ao ouvir as palavras de Relvas consigo perceber o incómodo de Santana Lopes, quando lhe questionaram se o mesmo, era seu apoiante...

Pois na verdade, deve ser muito constrangedor.

Relvas move-se neste meios enlameados de maneira sublime, seja num qualquer regime corrupto Africano ou no pantanoso mundo do PT, no Brasil, por entre dólares e petróleo.

Há pessoas assim...

Dotadas dessa elasticidade de valores.

Ao ouvir Miguel Relvas, veio ao meu pensamento o sorriso que esbocei, assim que soube que Rui Rio tinha vencido as eleições no PSD...

Personagens destas, terão a vida muito dificultada para se mexerem a seu belo prazer, na gestão dos seus próprios interesses.

Para terminar, se alguém se ofender com esta minha apreciação, de uma impoluta amizade, alego desde já que deve ser tudo fruto da minha imaginação...

Fértil imaginação.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

14
Jan18

Sobram!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Sobra a parte de mim;

Que em ti habita;

Nesse vazio sem fim,

Quando não estás...

 

Sobra o sorriso perdido;

Reflectido desmedidamente,

Sempre que ferido,

Te busco intensamente...

 

Sobra a palavra não dita;

O abraço esquecido,

A dor maldita,

Desse tempo interdito...

 

Sobram tantas coisas;

Que não consigo explicar,

As mesmas coisas,

Que um dia me levaram,

A te amar.

 

 

14
Jan18

PSD: Um Rio De Esperança...

Filipe Vaz Correia

 

Rui Rio venceu as eleições no PPD/PSD...

Um resultado para muitos inesperado, fazendo fé nas sondagens que amiúde iam apontando Santana Lopes como o mais provável vencedor.

Rio conseguiu vencer, mesmo por vezes perdido, por entre as artimanhas populistas de Santana, por entre os fait-divers inerentes àquela forma de fazer política, vazia, ao sabor dos temas mediáticos e de sound bytes.

No entanto, os militantes do PSD disseram basta a um período, que certamente destruiu o partido, a sua base votante, aqueles que sempre ali estiveram...

Rio introduz um novo rumo ideológico, recentrando o partido, aporta seriedade e credibilidade, recupera o olhar de muitos que com a anterior liderança se afastaram.

Rui Rio começará agora o caminho, difícil, de preparar o PSD para a batalha eleitoral no País, não podendo perder tempo, pois a desvantagem é neste momento tremenda.

A sua liderança terá de se impor, aos muitos que instalados no aparelho tudo farão para lhe armadilhar o caminho, numa tentativa de resgatar o poder, depois de legislativas.

Esses mesmos, que sentados se encontram no Parlamento, constituindo um grupo Parlamentar medíocre, talvez mesmo, o mais medíocre de toda a História do PSD.

Essas pessoas, serão as primeiras a sorrir, caso Rio fracasse, e por isso mesmo, deverá ser por eles que Rio comece a liderar...

Deixando claro o novo tempo no partido, e limpando todos os que queiram permanecer nesta teia de interesses, sem mérito ou qualidade.

Tenho a certeza que Rio trará esperança a todos aqueles, como eu, que ansiavam por uma alternativa para o País, um novo rumo alternativo à Geringonça.

Um novo Rio, uma nova esperança, um regresso ao velhinho PSD...

Que saudades tinha, do meu PSD.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

13
Jan18

Melodia De Um Amor!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Quereria eu descrever;

Com tamanha sensibilidade,

Esse grito a perder,

Na insistente vontade,

De fugir ou correr,

Desta gigantesca saudade,

Que insiste em bater,

No meu coração...

 

Quereria eu soletrar;

Esta estranha forma de sentir,

Pequeno traço a desenhar,

Num desenho a medir,

Um imenso amar,

Desmedido existir...

 

Existência pautada;

Numa melodia harmoniosa,

Sabedoria envergonhada,

Graciosidade melodiosa,

Que me envolve...

 

Envolvendo;

Cada pedaço de ti,

Numa singela nota,

De amor.

 

 

13
Jan18

Pequena Criança...

Filipe Vaz Correia

 

Já não vai cantarolando aquela criança, sentada no beiral da porta, onde todos os dias parecia se deixar perder, por entre melodias intermitentes.

Vai ficando o silêncio, o vazio de vozes, de vida, de um descompassado existir.

Uma montanha de cores, de cheiros, marcando as viagens de tamanhos caminhos, disposto através do olhar daquele menino, pedaço de vida sem igual.

Ali sentado, onde outrora estava, repito estava, apenas se encontra a memória daqueles que por ali passavam, sempre apressados, desatentos...

Essa memória desatenta, mas que melodiosamente era despertada por pequenos acordes, do acordeão encardido, raspado, vivido.

Para onde terás ido?

Porque nunca ninguém parou, para te perguntar?

Nessa ausência, impregnada de nada, vazia, a ferros arrancada das profundezas desta oca Humanidade, vai desalmadamente carregando de arrependimento, os que deixaram de ouvir, o pequeno trautear daquela voz infantil, tristonhamente irrequieta.

O mundo avança, o tempo voa...

E mais vazia aquela rua, mais despida aquela porta.

Já não vai cantarolando aquela criança!

Aquela criança, que poucos poderiam descrever, desatentos ao seu olhar, à expressão do seu rosto, à imensa vontade de ser mais um, como nós.

Mas aquele cantarolar, aquela tristeza inerente à sua voz, tristeza perdida de um destino amargo, essa...

Essa grita ao mundo, as palavras que ainda ecoam através do vento, naquela ruela, naquela porta, naquele pedaço de mundo.

Para onde foste, pequena criança?

Para onde foste?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

12
Jan18

Rio Ou Santana?

Filipe Vaz Correia

 

Amanhã é dia de eleições no PPD/PSD.

Um dia de mudanças ou não, de questões ou silêncios, de perguntas e afirmações, de vitórias...

Ou não.

Esta campanha entre Rio e Santana foi desanimadora, desenxabida, mergulhada em fait-divers, em artimanhas partidárias, amarradas a visões de um passado que apenas armadilha o destino deste nobre partido.

O aparelho do PSD parece ter amarrado os dois candidatos, num chorrilho de incongruências demasiadamente evidentes e que com o passar dos dias, levaram a um desinteresse da opinião pública.

Rio, político que gosto, ou pelo menos sempre me habituei a admirar, também se deixou levar para este terreno, onde as ideias foram sempre subalternizadas em relação à trica política...

Aos nomes que apoiam este e aquele, às traições confundidas vezes sem conta, com opinião forte e corajosa.

Infelizmente para mim, que sempre estive neste terreno partidário, de expressão política e ideológica, esta campanha mais do que uma desilusão, reflecte a crise de valores existente no panorama partidário Português, mas que honestamente me parece acentuada no PSD.

Temo que com estas eleições, o PPD/PSD fique ainda mais dividido do que aparentemente está neste momento, que as diferenças evidentes entre Passistas e outros, não deixem margem para grandes encontros e reflexões, no pós Passos.

Estes anos de Passos Coelho, destruíram grande parte da base eleitoral do partido, não entre aqueles militantes fiéis, que votam independentemente do rumo ou do líder, mas entre aqueles que sendo votantes no PSD, se sentiram atraiçoados e desamparados naqueles malfadados anos, do além da Troika.

Não compreender isto, é não perceber a dimensão política de medidas economicistas, mesmo que estas sejam tomadas, em prol do País.

Recuperar essa ligação às pessoas, pois durante esses difíceis anos a comunicação do Partido foi deveras incompleta, demorará tempo mas acima de tudo, necessitará de uma liderança forte e capaz de se concentrar mais no País, do que nas batalhas internas, inerentes aos interesses instalados.

Assim, sem muita fé, aqui deixo o meu desejo:

Que vença Rui Rio.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

12
Jan18

Questões Filosóficas...

Filipe Vaz Correia

 

Corre o tempo sem parar, sem deixar sons e silêncios suspensos através dos dias e noites amontoados em cada rosto, por cada alma, em cada pedaço de gente.

Nessa mistura de histórias, de contos, amarrados às linhas de um destino, encontram-se mágoas e risos soletrados pacientemente, impacientemente  desencontrados com tantos outros momentos segredados apenas ao coração...

Vejo gentes nas esquinas, atravessando ruas, saltitando por entre as poças de chuva que teimam  em se esconder nas pedras da calçada, almas apressadas em viver, esta vida, sem freio.

Uma agitação constante, corrupio desalmado que absorve a parte de nós que se esquece que um dia, o pôr do sol se extinguirá, a noite chegará eternamente...

Num sombrio amanhã, que se repetirá silencioso.

E o amor?

Onde se esconderá esse desbravado sentimento, explanado em tantas linhas de Shakespeare, em tantos poemas de Vinicius, em tantas canções de Caetano, na voz de Nat...

Onde se esconde esse sentimento, intenso, maior, sufocantemente abrasador?

Nos rostos dessas gentes, apressadamente correndo para mais um dia, para mais uma obrigação, se dilui no olhar o bater do coração...

Essa pressa de viver tudo intensamente, em cada beijo, em cada abraço, a cada cheiro, por inteiro, sem arrependimento.

Só existe tempo para num piscar de olhos, deixar a vida passar, passando com ela, um imenso mar de sentimentos, perdidos por entre o frenesim sem fim...

De tantos destinos.

Poetizando em prosa, sobre os rostos que passam por mim na rua, pergunto-me, se ao receber de volta aqueles olhares que insistentemente questiono, não serei eu também alvo, das mesmas questões que me assolam.

Neste cruzamento de vidas, destinadamente desencontradas, vidas passadas e presentes, misturadas em nós, busco reencontrar, aquele desencontro que há muito desencontrei...

Ou perder-me eternamente por entre estas linhas.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

12
Jan18

Escuridão...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Está escuro lá fora;

Do outro lado da janela,

Nesse mundo em corrupio,

Frenesim sem parar,

Que desperta inusitadamente,

Inusitadamente a gritar,

Desabridamente...

 

Está escuro lá fora;

Um gigantesco silêncio,

Do lado de fora deste recanto,

Onde estou seguro...

 

Está escuro lá fora;

Ou será apenas um reflexo de mim?

 

Está escuro lá fora...

Lá fora.

 

 

 

11
Jan18

Canábis: Sim Ou Não?

Filipe Vaz Correia

 

E agora?

Aprovam ou não aprovam, esta lei sobre a legalização da Canábis para fins medicinais ou terapêuticos?

Este debate é feito, há muito, por esse globo fora, guiando-nos por entre os receios de muitos, os desejos de outros tantos e o desconhecimento de quase todos.

Parece evidente, pela posição de médicos e enfermeiros, Ordem dos Médicos e outros profissionais da área da saúde, que esta planta tem na sua composição, elementos que permitem em casos como o cancro e outras doenças crónicas, aliviar a dor e permitir uma melhor qualidade de vida aos pacientes...

Só isto já dá que pensar.

Não tenho posição definida nesta matéria, pois num determinado sentido, também compreendo aqueles que temem a vulgarização desta substância, num mercado desregulado ou num sistema onde a prescrição se tornasse banalizada.

É aqui que espero que o Parlamento assuma o seu dever, ou seja, estudar todas as hipóteses possíveis para se certificar da importância desta decisão, legislando, liberalizando, mas definindo regras concretas, capazes de assegurar o cumprimento dessas mesmas leis.

Não tenho nada contra a planta em questão, nem contra o seu consumo, desde já o escrevo, mas entendo que a sua legalização tem de ser cautelosa e prudente.

Veremos se em Portugal, daqui por uns tempos, em vez de uma aspirina para a dor de cabeça, já se poderá fumar uma ervinha.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

11
Jan18

Uma Aventura Na Cova Da Piedade!

Filipe Vaz Correia

 

O Sporting viajou até Setúbal para jogar com o Cova da Piedade, nos quartos de final da Taça de Portugal e noventa minutos depois...

Passou às meias-finais.

No entanto, não posso deixar de o dizer, este Sporting não joga nada.

Apesar dos gritos entusiasmados após 45 minutos frente ao Marítimo, ou aos  jogos contra o Olimpiakos e Juventus, gritos esses de deslumbramento daqueles que se deixam inebriar por pormenores, é mais do que evidente, que este "meu" Sporting joga como uma equipa pequena...

E como todos viram na noite de ontem, como uma equipa muito pequena.

Dir-me-ão que não estava William ou Gelson...

E eu respondo:

Contra o Cova da Piedade?

Este Sporting de Jorge Jesus, joga contra o Porto da mesma maneira, que joga com o Moreirense, joga contra o Cova da Piedade, como jogou no estádio da Luz.

Mudam os jogadores mas fica a essência do modelo, o toque aborrecido do seu treinador, tremendo, temendo o inusitado momento, em que o adversário possa surpreender.

Não entendo...

Nem quero.

O que teria acontecido, se JJ não tivesse atirado para o relvado Bruno Fernandes ou Bas Dost, num gesto desesperado, de alguém que entendeu o sarilho que estava prestes a acontecer?

Custa-me ver este Sporting, quando joga como equipa pequena, em oposição ao F.C.Porto que sem as mesmas opções, respira ódio por aqueles que se lhe opõem, raiva e loucura numa mistura descontrolada, que se dispõe numa bela fotografia futebolística...

Num retrato de bom futebol.

Esta aventura na Cova da Piedade, apenas deixa a nu, as insuficiências reinantes no reino de Jesus...

Deitando água na fervura, no deslumbramento, daqueles que insistem em ver neste reino do Leão, um conto de fadas.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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