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Caneca de Letras

Caneca de Letras

25
Jan18

Adeus...

Filipe Vaz Correia

 

Um adeus...

Sempre que se diz adeus, a alma se contrai, a vontade se retrai, a querença diminui.

Um adeus definitivo, decisivo, desarmante.

Quando se ama, esse amor que se torna maior, não correspondido, o adeus é o maior temor da alma, mesmo que a fraterna alma, não creia que seja possível...

Mas, por vezes, é.

Esse adeus chega...

Quebrando decisivamente o querer, o olhar que se diluiu sem expressar, o amor que partiu sem explicar.

Nas entrelinhas do coração, nessas entrelinhas indescritíveis, vai se escapando a explicação para tamanha dor, para essa dor tamanha...

As palavras que sempre escasseiam, em momentos como estes, tornam-se no fel que fica armazenado no pensamento, no desgosto tornado em esperança.

Pois nada é mais cortante do que um amor...

Perdido, despido, desapegadamente enganador.

E na hora de um adeus, sobra a esperança de um renascer...

Sem mágoa...

Sem ti.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

24
Jan18

Dois Anos De Marcelo!

Filipe Vaz Correia

 

Faz dois anos que Marcelo Rebelo de Sousa se tornou Presidente da Republica...

O nosso Presidente.

E que diferença para o seu antecessor, que diferença para a classe política na sua generalidade.

Marcelo é abraços, ternura maior para com aqueles que são os seus, beijos num afago intemporal que amorteceu, por vezes, a dor desmedida que nem o tempo poderá apagar, ou mesmo, palavras que tocam bem fundo cada tristeza marcada nos rostos.

Marcelo foi tanta e tanta coisa, mas sempre sincero, genuíno...

Estes dois anos, de tamanha intensidade, recuperam a nobreza nos gestos e na presença, a tranquilidade nas tocantes expressões da alma Lusitana, a esperança...

A infinita esperança naquele que nos representa.

Marcelo tem demonstrado que é essencial na política estar perto das pessoas, ouvi-las, saber as suas expectativas, para sem fugir, corresponder, responder, actuar.

Dois anos após a sua eleição, Marcelo cativou a esmagadora maioria dos Portugueses, que justamente retribuem com carinho o excelente trabalho que tem feito.

Quanto a mim...

Sou Marcelista.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

24
Jan18

Conseguimos Emprestar O Alan Ruiz...

Filipe Vaz Correia

 

Alan Ruiz regressa à Argentina, para voltar a jogar no Colon...

Olha que bem.

Este jogador custou quase 9 Milhões de Euros, verba total, e tornou-se num dos maiores flops de que tenho memória, na história do meu querido Sporting.

Ao olhar para trás, imagino as qualidades que o levaram até Alvalade:

Lentidão? Confirma-se...

Técnica? Se for imóvel...

Visão de jogo? Com alguma calma...

Golo? Tem dias... Poucos.

Tacticamente? Não aprendeu...

Todas estas características, bem vincadas, levaram a uma contratação mediática, falhada, anunciadamente falhada.

Alan Ruiz não pode ser um erro de casting, como num outro texto aqui escrevi, tem de ser outra coisa.

Um erro de casting, pode ser:

Doumbia, André Pinto, Battaglia, Heldon, Rúben Ribeiro, ou qualquer outro que demonstrando qualidades, possam não se adaptar, não estar à altura das expectativas.

Alan Ruiz não tem sequer perfil de jogador profissional...

E não esquecer de Federico Ruiz, irmão desta pérola agora devolvida e que o Sporting também contratou.

Características do irmão de Alan Ruiz:

Lentidão? Não vi os jogos do Sintrense...

Técnica? Não vi os jogos do Sintrense...

Visão de Jogo? Não vi os jogos do Sintrense...

Tacticamente? Não vi os jogos do Sintrense...

Assim, neste momento em que emprestamos este jogador, provavelmente ao único clube que o quis, deve ser por amizade, fiquemos atentos, para ver se o Partizan aqui vem buscar o Petrovic.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

23
Jan18

Tide Pod Challenge!

Filipe Vaz Correia

 

Por mais que não me queira surpreender, não consigo...

"Tide Pod Challenge".

Este desafio que tem invadido as redes sociais, Youtube e Facebook, parece inacreditável, de tão imbecil, no entanto, reflecte a loucura inerente a tantos que aceitam qualquer coisa por um momento de fama...

Fazer um qualquer vídeo, por um punhado de likes.

O desafio tem por base, comer umas quantas cápsulas deste detergente, filmar e publicar nas redes sociais.

Quando vi o artigo que denunciava esta nova tendência virtual, não acreditei, por isso fui ver o vídeo da ABC, sobre o tema, para que a minha alma pudesse realizar tamanha estupidez.

Numa Era em que jogos de Auto-Mutilação viram moda, em que saltar de pontes ou atravessar Autoestradas é "cool", onde o estupidificante é aceitável por algumas visualizações, este jogo junta-se a esse reportório de estupidez que assola, infelizmente, muitos jovens.

A Empresa detentora da marca, viu-se obrigada a fazer publicidade alertando os jovens, para o facto de esta experiência além de ser proibida, ser extremamente perigosa...

Extremamente perigosa!

Assim, nesta espécie de desabafo, inacreditável expressão da minha alma, fico aguardando pela reacção tanto do Youtube como do Facebook, que mais do que nunca deverão questionar o seu papel e a sua influência neste mundo virtual.

Perante este pedaço de estupidez humana, fica apenas a pergunta que mais me ocorre ao escrever estas linhas:

Haverá algo mais estupido do que isto?

Eu diria que não...

Mas não sei!!!!!!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

23
Jan18

Solitárias Palavras...

Filipe Vaz Correia

 

A música baixinho, ao longe, bem longe...

O olhar desperançado, como se a esperança pudesse um dia ter fugido, escapado, se perdido.

A voz disfarçada, embargada, embargadamente impregnada de pudor, timidez, sentimento de um ardor imenso.

O fumo saindo das casas, num desafiante sentir, incapaz sentir, incapaz e desmedido sentir.

As palavras surgiam, soltavam-se da alma numa perseguição constante pelo querer do coração, pelo querer de um destino.

Tantas e tantas palavras...

Aquele olhar reflectido nas janelas, aquelas janelas fechadas, aquela solitária visão de uma caminhada a solo, sem ninguém, desamparada.

Sempre aquele olhar...

Caminhando passo a passo, acompanhado pelas lágrimas que se escondem, pelas palavras que se reflectem na silenciosa voz desacompanhada.

A chuva que ainda não cai, mas que se sente...

Como se sentir, fosse mais do que a singela imaginação do ser, como se amar fosse mais do que a singela dimensão da alma.

A música baixinho, ao longe, sempre ao longe...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

22
Jan18

O Jejum Da IURD?

Filipe Vaz Correia

 

O líder da IURD, Edir Macedo, apelou aos seus fiéis para que durante mais de duas semanas, façam um jejum de noticias, com o intuito de se purificarem, deixando o acessório, concentrando-se no Divino.

Este divino tem muito que se lhe diga...

Diante deste apelo, desavergonhado apelo, numa altura em que as noticias de ilegais adopções por parte de Bispos desta Igreja, ou seita se preferirem, está na ordem do dia.

Ou seja, nada mais oportuno para Edir Macedo e seus "colegas", do que este Jejum imposto por "Deus"...

E que Deus me perdoe.

Foi ao ler estas palavras do CEO da IURD que me surgiu na mente este apelo:

E se por acaso os fiéis da IURD, fizessem antes durante esse período de tempo, um jejum da Instituição?

Um período sem dizimo, sem milagres, sem gritos e palestras, sem contribuições e TV Record...

Aqui fica este apelo, este desapegado apelo.

Talvez ao fim desse tempo, muitos possam reencontrar o lado Divino da alma, ouvindo repetidamente nas noticias que tanto querem silenciar, os crimes hediondos cometidos pelo Bispo Macedo, sua família e outros Bispos.

Façam esse jejum meus caros...

Mas da Igreja Universal Do Reino De Deus.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

22
Jan18

Carta...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Do lado de dentro de uma carta;

Escondem-se imperfeições,

Renegadas esperanças,

Medos e sensações,

Letras cansadas,

Exaustões...

 

Do lado de dentro de uma carta;

Ficam palavras eternizadas,

Nessa folha de papel,

Frases pinceladas,

Pincelando o coração,

Lágrimas salgadas,

Salgando intensamente...

 

Do lado de dentro de uma carta;

Repousam memórias;

Recordações aprisionadas,

Segredos e histórias,

Só nossas...

 

Do lado de dentro de uma carta;

Vai sonhando a velha alma.

 

 

21
Jan18

Turpin: Nem Todos Merecem Ser Pais!

Filipe Vaz Correia

 

Resisti imenso em escrever sobre este caso nos Estados Unidos, em que os Pais fizeram durante décadas os filhos reféns, aprisionados em casa, subnutridos, torturados, massacrados sem dó...

Resisti por não compreender como foi possível, como é possível, como terá sido possível isto acontecer.

Ao ver as noticias sobre este caso, as imagens repetidas vezes sem conta, busquei através dos olhos daqueles Pais uma explicação, uma desperançada explicação...

Mas o vazio naqueles olhares, representa em mim esse medo da Humanidade, receio maior de pessoas assim...

Capazes deste tipo de sofrimento, desta tortura da alma, àqueles que supostamente lhes pertenciam.

Continuo a olhar para as imagens...

Sem resposta.

Sempre sem resposta.

E aqueles que com eles conviviam?

Os familiares?

E aquelas imagens na Disney ou em Las Vegas?

E os miúdos?

Mantiveram-se calados?

Sem nada dizer?

São estas as questões que me toldavam a escrita, a imensa vontade de entender, gritar a indignação diante da aberrante estupefacção.

Será possível?

Os Turpin serão antes de mais um caso de Psiquiatria, Psicanálise ou algo do género, mas isso deixarei para o meu caro amigo, Jaime Bessa, entendido na matéria e talvez com uma explicação profissional para este horror...

Eu como leigo, apenas um comum escrevinhador, solto aqui esta infinita e desesperante conclusão:

Nem todos merecem ser Pais.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

21
Jan18

Poderei...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Poderei eu sonhar;

Ou sonhando devagar,

Devagarinho sem parar,

Trauteando esse amar,

Que escapou...

 

Poderei lentamente;

Observando atentamente,

Questionar ardentemente,

Essa parte de  mim,

Que te ama...

 

Poderei compulsivamente escrever;

Vezes sem conta ao entardecer,

O teu nome sem esquecer,

Tamanho amor...

 

Poderei tantas e tantas coisas;

Tantas que não as consigo soletrar,

Despedaçadamente perdido,

Por entre as pedras,

Desse caminho.

 

Poderei?

 

 

 

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