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Caneca de Letras

Caneca de Letras

23
Jan18

Tide Pod Challenge!

Filipe Vaz Correia

 

Por mais que não me queira surpreender, não consigo...

"Tide Pod Challenge".

Este desafio que tem invadido as redes sociais, Youtube e Facebook, parece inacreditável, de tão imbecil, no entanto, reflecte a loucura inerente a tantos que aceitam qualquer coisa por um momento de fama...

Fazer um qualquer vídeo, por um punhado de likes.

O desafio tem por base, comer umas quantas cápsulas deste detergente, filmar e publicar nas redes sociais.

Quando vi o artigo que denunciava esta nova tendência virtual, não acreditei, por isso fui ver o vídeo da ABC, sobre o tema, para que a minha alma pudesse realizar tamanha estupidez.

Numa Era em que jogos de Auto-Mutilação viram moda, em que saltar de pontes ou atravessar Autoestradas é "cool", onde o estupidificante é aceitável por algumas visualizações, este jogo junta-se a esse reportório de estupidez que assola, infelizmente, muitos jovens.

A Empresa detentora da marca, viu-se obrigada a fazer publicidade alertando os jovens, para o facto de esta experiência além de ser proibida, ser extremamente perigosa...

Extremamente perigosa!

Assim, nesta espécie de desabafo, inacreditável expressão da minha alma, fico aguardando pela reacção tanto do Youtube como do Facebook, que mais do que nunca deverão questionar o seu papel e a sua influência neste mundo virtual.

Perante este pedaço de estupidez humana, fica apenas a pergunta que mais me ocorre ao escrever estas linhas:

Haverá algo mais estupido do que isto?

Eu diria que não...

Mas não sei!!!!!!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

23
Jan18

Solitárias Palavras...

Filipe Vaz Correia

 

A música baixinho, ao longe, bem longe...

O olhar desperançado, como se a esperança pudesse um dia ter fugido, escapado, se perdido.

A voz disfarçada, embargada, embargadamente impregnada de pudor, timidez, sentimento de um ardor imenso.

O fumo saindo das casas, num desafiante sentir, incapaz sentir, incapaz e desmedido sentir.

As palavras surgiam, soltavam-se da alma numa perseguição constante pelo querer do coração, pelo querer de um destino.

Tantas e tantas palavras...

Aquele olhar reflectido nas janelas, aquelas janelas fechadas, aquela solitária visão de uma caminhada a solo, sem ninguém, desamparada.

Sempre aquele olhar...

Caminhando passo a passo, acompanhado pelas lágrimas que se escondem, pelas palavras que se reflectem na silenciosa voz desacompanhada.

A chuva que ainda não cai, mas que se sente...

Como se sentir, fosse mais do que a singela imaginação do ser, como se amar fosse mais do que a singela dimensão da alma.

A música baixinho, ao longe, sempre ao longe...

 

 

Filipe Vaz Correia