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Caneca de Letras

Caneca de Letras

26
Dez17

Isabel II...

Filipe Vaz Correia

 

60 anos depois, mais uma mensagem de Natal da Rainha Isabel II, aos 91 anos, repletos de História, tradição e coragem.

Como a própria salientou, salientando as diferenças entre a primeira mensagem televisiva gravada e os tempos actuais, um mundo as separam, um mundo de aprendizagem e erro, de crescimento e evolução.

Isabel II é uma Monarca que aprendi a gostar e respeitar...

É a Monarca que aprendi a gostar e respeitar.

Quem diria, que há mais de 20 anos, aquando da morte da Princesa Diana, os seus índices de popularidade e aceitação estariam nos níveis em que se encontram, muito para lá do que qualquer político Britânico, poderá sequer sonhar.

Isabel II demonstrou aprender com os erros que ao longo do tempo foi cometendo, nunca os repetindo, sempre se adaptando às novas gerações e aos pensamentos que com elas cresciam.

Nesta mensagem de Natal, não deixou de referir a importância dos atentados em Londres e Manchester e acima de tudo, a importância daqueles que sobrevivendo, se apresentaram para fazer renascer esse espírito Britânico, numa reconstrução de vontades e querença.

A referência ao Príncipe de Edimburgo, seu Marido, de 96 anos, não só se confere de legitima justiça, como também de um justo tributo, para com quem há mais de seis décadas, partilha vida e destino.

A nobreza do acto, a delicadeza da mensagem, contrasta com a inaptidão com que alguns Monarcas dos tempos modernos, se movem neste mundo comunicacional actual, nesta constante divulgação de informação...

Isabel II é para mim uma referência, uma digna parte de um todo, de um imaginário digno de um filme de Errol Flynn, de um cenário saído de uma produção de Hollywood.

O casamento do Príncipe Harry com Meghan Markle, é apenas mais uma demonstração da imensa capacidade, de Isabel II  se adaptar, adaptando sem receio o papel da Monarquia Inglesa, de acordo com os tempos em que vivemos...

Sem perder essa imensa capacidade de deslumbrar, deslumbrando com a tradição intemporal.

E assim, sabendo perpetuar o seu legado e também o legado daqueles que lhe seguirão...

Eternamente seguirão.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

26
Dez17

Obrigado, Professor Marcelo!

Filipe Vaz Correia

 

O Natal de Marcelo Rebelo de Sousa, demonstrou uma vez mais, a imensa vontade de ser um pedaço de nós, deste Presidente da República...

Tantas e tantas vezes acusado de excessos, no que toca aos afectos, às palavras, por muitos que hipocritamente passam pela política, sem deixar uma recordação maior.

Marcelo voltou a abraçar, a beijar, a tocar tantos corações que por estes dias, sentem mais do que em qualquer outro, o vazio.

Marcelo sentou-se em muitas cadeiras esvaziadas pela dor, destruídas pelos incêndios deste verão, deste outono, transformado em verão...

Marcelo tentou sem parar, preencher com amor, a dor que certamente teimava em persistir nos olhares magoados, de tantos habitantes de Pedrógão Grande, de Castanheira de Pêra, ou de Figueiró dos Vinhos.

O centro do País, recebeu de maneira grata, esta presença carregada de esperança do "nosso" Presidente da República, uma presença que não suprimindo as malfadadas ausências de Amigos, Filhos, Maridos, Mulheres, Pais e Avós, vitimas das tragédias que esventraram este Portugal, deixou aos olhos de todos uma querença num futuro que se anseia de reconstrução.

Para aqueles que ainda não compreenderam esta forma de fazer política, amarrados aos antigos tiques politiqueiros, talvez esteja na hora, de se concentrarem mais no coração das pessoas e menos nos seus ouvidos, cansados de tanta demagogia, de tamanha hipocrisia.

A palavra que Marcelo mais ouviu, por estes dias, daqueles que verdadeiramente lhe importavam, foi obrigado...

E daqui, desta Caneca cheia de orgulho em si, aqui fica também, o meu obrigado.

Obrigado,  Prof. Marcelo!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

26
Dez17

Descompassados Destinos...

Filipe Vaz Correia

 

Nem sempre é fácil confiar, confiando a parte de nós que nos é secreta, somente nos pertence....

Nem sempre é fácil caminhar, deixando para trás as amarras que nos foram agrilhoadas ao longo do tempo.

Por vezes é preciso fechar os olhos, estender as mãos, e crer...

Acreditar no espelho reflectido daquele olhar, daquela pessoa que acreditas te completar, fazer parte desse destino teu, imprecisamente teu, esforçadamente teu.

Por vezes é preciso arriscar, sentir a alma que pensas te confortar, ou que aparentemente te preenche, ousadamente descompassada, mentirosamente imperfeita...

Nesse instante, nessa mentira que se tornará a desleal traição, descobrirás que não é amor aquele disfarçado olhar, que não são verdade aquelas palavras transformadas em destino, esse mesmo destino que julgavas repleto.

Nesse imerecido momento, nessa dor que arrebatará a derradeira alma, descobrirás que entregaste esse bem maior, sem saber que sobraria o vazio...

Esse bem maior que é o teu coração.

Ficará a dor, a desilusão...

A desilusão de um destino.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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