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Caneca de Letras

Caneca de Letras

23
Dez17

Ministro Vieira Da Silva: Um Natal Em Família!

Filipe Vaz Correia

 

Nesta época Natalícia, não é demais expressar o quão importante, deve ser a família...

Ou o que cada um de nós, considera como família.

No caso da Geringonça, mais precisamente do Ministro Vieira da Silva, esta premissa parece aplicar-se o ano todo, num subsidio constante entre lugares e remunerações...

Desde que começou este escândalo com a Raríssimas que Vieira da Silva está debaixo de fogo, por causa das alegadas relações, entre o mesmo e a ex-Presidente daquela Instituição.

O Ministro explicou-se, como conseguiu, o Primeiro-Ministro apoiou-o num gesto de lealdade, no entanto, adensa-se o mistério...

A filha, a Mulher e agora a Sogra.

Até a Sogra?

Caramba.

A filha de Vieira da Silva é uma espécie de sombra de António Costa, voz do inconsciente do Primeiro-Ministro, ocupando o lugar de Secretária de Estado na Geringonça...

Até aí, tudo bem.

A mulher, Deputada da Nação, Sónia Fertuzinhos, também envolvida em viagens com a Raríssimas, vê agora através de uma reportagem da RTP, tornado público um subsidio que aufere mensalmente de mil euros, para ajudas de custo relativas a deslocações, pois segundo a mesma, vive em Guimarães.

O problema é que a Senhora vive com o seu Marido, e muito bem, mas em Lisboa...

Na Avenida de Roma.

Olha que bem...

Ajudas de custo para quem vive na Avenida de Roma e todos os dias tem de ir para São Bento?

Ok...

Pode ser.

Mas Mil Euros?

Não bastaria um passe social?

Sónia Fertuzinhos esqueceu-se, certamente, que em 2002 declarou aos Juízes do Palácio Raton a morada onde parece realmente residir...

Avenida de Roma, uma vez mais.

Pouca vergonha será , na verdade, de somenos para caracterizar esta trafulhice, nada virgem na história Parlamentar Portuguesa.

Para a coisa se tornar ainda mais complicada, para o actual Ministro da Segurança Social, não é que RTP descobriu que o seu Ministério, atribuiu um subsidio de 100 mil euros à IPSS liderada pela Senhora Sua Sogra...

É caso para imaginar a consoada em casa do Ministro Viera da Silva, na Avenida de Roma ou em Guimarães, todos sentados à mesa, abrindo os presentes, todos eles com o carimbo da Presidência do Concelho de Ministros.

Mais um subsidio para um, uma viagem para outro, e para todos nós, a estupefacção por tamanha falta de vergonha.

Um bom Natal Senhor Ministro e respectiva família.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

23
Dez17

Velho Poeta...

Filipe Vaz Correia

 

Dizia o velho poeta:

" Que o sofrimento é o sal da alma, que gritado na folha de papel, se tornará em cada uma das letras que formarão, a  intensa verdade poética."

Teria razão o velho poeta?

Valeria a pena ter razão?

Acalentado silêncio que permite prolongar, sem atenuar, as tamanhas agruras da alma, dessa parte do poema, onde apenas a alma chora...

Onde apenas é permitido a essa amargurada alma, chorar.

A mistura poética desta prosa, entrelaça a enviesada dor, que esmagada por entre as lágrimas que não querem mais se esconder, vão sussurrando ao malfadado vento, tudo o que guardado em tantas linhas, se vai soltando sem querer.

A magia de um poema, poesia salgada, mágoa libertada de um amor sem fim, termina soletrada, com um ardor sufocante, sufocando ardentemente, sem queixume...

Pois quem ama não se queixa, ou melhor, vai queixando a velha esperança, de encontrar por entre essa balança de um intemporal amor, o mesmo olhar, do que um dia fomos.

Talvez não voltemos a ser...

Talvez não saibamos que com o passar do tempo, vai ficando apenas a sensação perdida, do que um dia nos pertenceu.

Ao partir...

Morrer.

Ao chegar o infinito momento dessa eterna finitude, buscando tantos olhares que cumpriram o desfiado destino, no mesmo tempo existencial, sobrando o vazio, repleto da tamanha insensatez da alma, questionada estupefacção do coração.

Conseguiremos reencontrar, sem saber, o que se perdeu?

Conseguiremos voltar a amar, aquele amor que um dia perdido, jamais se voltará a cruzar?

E nesse momento, instante derradeiro, descansará o velho poeta.

" Já não sofre o meu coração, não chora o destino por cumprir, mas silenciosamente, vai continuando a soletrar as letras que constroem esse nome, que é o teu."

Já não chora o velho poeta, nem o seu malfadado destino.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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