Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

21
Dez17

Catalunha: Depois das Eleições, O Caos!

Filipe Vaz Correia

 

81% dos Catalães saíram à rua e foram votar, número recorde na História Democrática da Catalunha, num grito ensurdecedor, de orgulho Independentista, que traz novamente para o jogo político a vontade desmedida de um povo...

Líderes presos, outros fugidos, palavras proibidas, frases censuradas, trouxeram drama a estas eleições, aportaram tragédia a este dia, esperado, ansiosamente aguardando, como se de uma definição se tratasse.

Estes resultados, parecem dar a vitória ao Ciudadanos de Inês Arrimadas, 37 dos 135 lugares, no entanto, se somarmos todas as forças parlamentares, percebemos que 75 lugares desse mesmo parlamento, pertencerão aos partidos, que concorrendo sozinhos defendem o mesmo ideal:

A Independência!

Este resultado de maioria absoluta para os Independentistas, leva para um outro patamar, este problema Catalão...

Sempre considerei que a forma como Madrid e o seu aparelho político e judicial, tratava esta questão Catalã, não só legitimava a causa dos Independentistas, como também, diminuía a legitimidade daqueles que defendendo a unidade Espanhola, estariam sempre aprisionados, ao fantasma Franquista.

Estes resultados não só confirmam estes meus receios, como reforçam o impasse que marcará o futuro, não só da Catalunha, como de uma Espanha cada vez mais fragilizada, a partir deste assomo de orgulho Catalão.

Mais de 50% dos Catalães, disseram presente, gritaram não queremos mais Espanha, apesar das empresas que saíram da região, das que ameaçam sair, dos avisos lançados pela União Europeia ou outras organizações, num desafio corajoso, desbravado, sem temor.

Resta agora saber o que irá fazer o Governo central?

Quem irão prender?

Que palavras estarão agora banidas?

Como demonstrarão o seu poder?

Felipe, Rajoy, Sanchez ou Rivera, poderão continuar a esbracejar, a ameaçar, no entanto, o que daqui poderemos retirar...

É que aqueles que desejam a Independência Catalã, não se vergarão, perante ameaças centralistas, ou prisões aleatórias.

Talvez o que daqui resulte, seja o Caos...

Um Caos numa Catalunha, que parece mais próxima do abismo, do que de se vergar, aos intentos de uma união Espanhola.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

21
Dez17

Sete Anos, Sem Ti!

Filipe Vaz Correia

 

Passaram sete anos...

Sete longos anos, carregados de nostálgicos momentos, de ausentes conversas, de longínquas recordações de um tempo perdido.

Faz hoje sete anos desde aquele dia sombrio, entardecer maldito, violenta despedida despedaçada...

Sete anos que voaram apertando, vezes sem conta, este coração, que muitas vezes insisto em esconder, escondendo da própria alma, as marcas imensas que nele ficaram cravadas, cicatrizes intemporais, tão eternas, como eterna será a dor deste desencontro sem fim.

Gostava de acreditar que estás aí, sentada no céu, olhando para baixo, acompanhando passo a passo, cada pedaço de mim, que é teu...

Há dias que sim...

Tem outros que não.

Sinto saudades, minha Mãe, sete anos de saudades, sentida forma de amor maior, que a morte não conseguiu desbravar, que a distância não conseguiu diminuir, que a insistente dor dessa tua ausência, jamais conseguirá roubar.

Sete anos...

Sete anos de cada dia, cada instante pequeno ou maior, cada pedaço de chuva, cada olhar meu, que te fugiu pelo tempo, maldito tempo que teima em passar, sem ti.

E sem ti é o que mais custa escrever, o que mais exaspera a alma que é minha e te pertencerá eternamente, sem saber esquecer o inesquecível amor da minha vida.

Foi por ti que aprendi a caminhar, dando-te a mão, essa que me amparou em cada dia, por cada dia desta vida tão nossa, foi com a tua voz que aprendi a soletrar, juntando as letras que agora aqui escrevo:

Mãe!

Foi com o teu abraço que aprendi a amar, sentindo através do teu olhar o conforto desmedido, incondicional que somente ali fazia sentido...

Foi com o teu beijo que sempre, mas sempre voltei a ser o menino de outrora.

Já não sou Mãe esse menino...

Menino esse que ali ficou também, há sete anos, aprisionado às tuas últimas palavras, refém das cicatrizes que regressam em cada momento, a cada doloroso momento.

Mas nos teus sorrisos que ainda guardo em mim, nas memórias que nos pertencem, reencontro sempre o antídoto para tamanha tristeza, e a certeza imensa de que todos os anos deste amor maior, ficarão para sempre guardados, na pequena alma, deste menino teu.

Amo-te.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Comentários recentes

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Calendário

Dezembro 2017

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D