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Caneca de Letras

Caneca de Letras

27
Nov17

Uma Americana Em Kensington Palace!

Filipe Vaz Correia

 

A Monarquia Britânica é provavelmente a mais tradicionalista e ritualista do mundo, carregada de história e memórias que perduraram, por entre os seus  séculos de existência...

O anuncio do casamento real entre o Príncipe Harry e Meghan Markle, veio quebrar mais um pedaço de história cristalizada pelo tempo, demonstrando uma capacidade de evolução, inimaginável, há algumas décadas atrás.

Não é necessário recuar até aos anos 30, altura em que Eduardo VIII renunciou ao trono por se ter apaixonado por uma mulher divorciada, o que acabaria por abanar os alicerces da Monarquia Inglesa.

Este facto e a sua abdicação, trouxeram-nos até aos dias de hoje...

A um mundo diferente, desmesuradamente diferente.

Este casamento romperá barreiras inimagináveis, não só porque Meghan Markle é divorciada, não só porque é actriz, não só por ser mais velha do que o seu noivo, como também por se tratar de uma Norte-Americana...

Afro-Americana.

Esta mistura de barreiras, todas elas derrubadas por este amor, em jeito de conto de fadas, traz um lado de modernidade, de romantismo, de singularidade, a todos os títulos extraordinário.

Este casamento marcará certamente um tempo, mudará com certeza costumes e abrirá sem dúvida portas e janelas, trancadas há muito, muito tempo.

Ao fim de quase 70 anos de Reinado, o legado que Isabel II deixará para os vindouros, será um misto entre a formalidade inerente à História Britânica, aliado a uma espécie de revolução cultural, muito para lá do que se poderia imaginar...

E assim, observando a noticia do dia, celebra-se um noivado, aguarda-se um casamento, mas essencialmente notam-se os ventos de mudança que renovam uma velha Instituição.

 

 

Filipe Vaz Correia 

 

27
Nov17

Ministro Cabrita, Be Quiet!

Filipe Vaz Correia

 

Parece que Instituições Internacionais avaliaram Portugal como o 3º País mais seguro do mundo...

Desconhecia este honroso pódio, esta constatação de uma realidade tão nossa, tão feliz, tão importante.

Portugal tem de facto uma posição feliz e ímpar num panorama mundial cada vez mais inseguro, menos tranquilo, no entanto, apenas tomei conhecimento desta classificação, através das palavras do Senhor Ministro Augusto Cabrita, num encontro em Beja, sobre o Contrato Local de Segurança...

O Ministro tem todo o direito de estar feliz com esta posição Lusitana, sentir certamente um contentamento rejubilante, porém ao ouvi-lo debitar estas palavras que agora ganham eco na comunicação social, senti uma imensa vontade de lhe gritar:

Esteja Calado!

A nossa segurança interna, não me parece advir de uma imensa capacidade para prevenir atentados, para controlar terroristas, mas antes de uma conjugação resultante da nossa dimensão geográfica e escassa importância no xadrez politico mundial.

Por estas razões parece-me pouco indicado esta espécie de bazofia política, meio bacoca e não aconselhável...

Pois se na verdade, como diz o Senhor Ministro, esta avaliação será importante para cativar empresários e turistas, não será despiciente dizer que poderá também atrair indesejáveis olhares.

Se depois de um Verão prolongado, onde todos assistimos à incapacidade de Governo e estruturas de segurança na luta contra os fogos e às suas consequentes tragédias, é no mínimo contra producente, imaginar que a nossa segurança Interna estará ao nível do lugar que agora nos atribuem.

Por isso aqui deixo o meu conselho ao Senhor Cabrita:

Por favor, Be Quiet.

 

 

Filipe Vaz Correia 

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