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Caneca de Letras

Caneca de Letras

07
Out17

O Lado Poético Da Minha Alma...

Filipe Vaz Correia

 

O lado poético da minha alma ou a inenarrável vontade de poetizar, as imensas coisas que vejo...

As coisas que imensamente sinto.

Adoro escrever, é algo que faço de forma compulsiva, que está inerente a mim mesmo, no entanto, nada me faz mais feliz do que desabafar em verso, aproveitando o tempo para me perder por entre rimas, indecifráveis interrogações que ganham vida no papel, no computador, na infinita memória.

A poesia, esse gosto herdado de minha Mãe, também ela uma escrevinhadora compulsiva, que insistentemente desabafava no papel, alegrias e tristezas, memórias e esquecimentos, desgostos e amargas contradições de uma vida...

A sua vida.

Sempre de maneira poética, rima após rima, verso atrás de verso, como se tudo ficasse mais belo em cada poesia, por força da expressão harmoniosamente poética, deste mistério que é a vida.

Por vezes sinto, de olhos bem fechados, que as palavras se formam descontraidamente, num gigantesco mundo, ruidoso momento libertário, conjugando ideias, buscando trilhos para as imagens que se querem abraçar, numa construção de emoções, de medos e anseios, reflexos ou desejos, explanados disfarçadamente...

Delicadamente.

Para mim, um poema é essencialmente a entrega absoluta da alma, da nossa ou daqueles que através da nossa imaginação, parecemos saber descodificar...

Em cada poesia, através de cada uma, parece num instante que a tristeza pode ser bela, a dor adormecida, a mágoa entrelaçada, e a magia...

A magia de unir todas as pontas de uma canção, numa folha de papel, em quadra, em verso, em descompassados instantes de um coração.

Viva a poesia.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

07
Out17

PCP E O Dilema Da Geringonça...

Filipe Vaz Correia

 

O PCP assustou-se...

Os resultados das Autárquicas vieram deixar o Partido Comunista numa espécie de esquizofrenia histérica, procurando reagir desesperadamente, à derrota eleitoral.

A perda de dez Câmaras Municipais, quase todas elas para o PS, sendo uma delas a Histórica Almada, criou uma sensação de derrocada, que aparentemente se apoderou das hostes Comunistas...

Passados poucos dias, assistimos ao regresso da conflitualidade Sindical, reaparecimento em cena de Ana Avoila, rosto contestatário e que há muito havia desaparecido dos holofotes reivindicativos.

Uma greve geral da Função Pública anunciada, contestação prometida e vezes sem conta, o descontentamento plasmado no rosto dos dirigentes Comunistas, que um a um, vão dando expressão à amargura inerente ao desaire inesperado.

António Costa terá pela frente uma difícil tarefa, conseguir convencer o PCP de que este resultado eleitoral não significará no futuro, um definhamento do Partido, no entanto a História política está repleta de exemplos, de pequenos Partidos sofrendo as consequências negativas de Coligações Governativas.

O PCP não desconhecerá que está entre a espada e a parede, pois se esta Geringonça caísse por sua iniciativa, certamente que os efeitos dessa atitude reduziriam, ainda mais, as hipóteses de sucesso nas próximas Legislativas.

Sobra então a azia...

Assim iniciarão a conflitualidade, agitarão as bandeiras da inconformidade, soarão as cornetas sindicais, no entanto, o PCP sabe que estará condenado à sua criação...

À companhia da sua estimada Geringonça.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

06
Out17

Por Ti...

Filipe Vaz Correia

 

Procuro em mim;

Essa voz perdida,

Desafinação sem fim,

Que não cala a ferida,

De tamanha mágoa...

 

Busco em cada olhar;

Em cada desafinada interrogação,

O espanto desse amar,

Que invade o coração...

 

Repetindo;
O desassossego,

Repetidamente

Desatinado,

Que alegra,

O tristemente,

Destino,

Desassombrado...

 

E escrevinhando,

O desassombramento,

Com que o desejo,

Virou tormento,

A dor,

Adormecimento,

E alma...

 

Sempre a alma;

Permaneceu suspirando,

Perdidamente,

Por ti!

 

 

06
Out17

Saudades...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Podia falar sobre tanta coisa;

Mas tenho saudades tuas...

 

Podia escrever sobre tantos assuntos,

Mas saudades tuas, tenho...

 

Podia sonhar com tamanhos desejos,

Mas tuas saudades, são minhas...

 

Nessa minha saudade;

De ti,

Nessa saudade que sinto,

Por ti,

Saudade essa, minha,

Tão tua...

 

Tenho saudades;

Somente isso,

De tudo em ti,

Ser meu,

De tudo em nós,

Ser intensamente,

Nosso.

 

 

05
Out17

Felipinho...

Filipe Vaz Correia

 

O que se terá passado na mente de Felipe VI de Espanha?

Quem terá aconselhado o Rei para um discurso estranho, enviesadamente partidário, escolhendo ser mais um a acentuar as diferenças, quando poderia e deveria ser aquele que uniria, apaziguaria um conflito incompreensível...

O Rei de Espanha aparece tardiamente em cena, numa comunicação ao País carregada de ralhetes, de dedo em riste, acentuando a sua função correctiva, numa altura em que isso apenas contribui para um inflamar da situação.

Considero esta atitude de Felipe, desestabilizadora e pueril, talvez mesmo um erro Histórico, de percepção política, pois as posições já de si extremadas aconselhariam que nesta intervenção, o Rei fizesse valer a sua capacidade de mediar, de através do seu papel conseguir moderar os extremos que se opõem...

A figura do Rei, caso interviesse mais cedo ou tivesse outro tipo de discurso, ganharia certamente outro peso nesta disputa, mesmo entre aqueles que se encontram nas ruas de Barcelona, pedindo a Independência.

Felipe preferiu o caminho mais fácil, franzir o sobrolho, apontando e nomeando os desleais e desordeiros, excluindo-se assim, talvez sem se aperceber, do papel aglutinador que poderia e deveria ter.

Felipe consegue assim legitimar aqueles que em Madrid ou em qualquer parte de Espanha, destilam ódio contra os insurgentes Catalães, ao mesmo tempo que legitima, aos olhos dos que clamam pela Independência Catalã, a injustiça plasmada em cada palavra de um Rei que deveria ser de todos....

Mesmo daqueles que reclamam o direito a escolher, não o ter, como seu Rei.

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

04
Out17

Pedaço De Mim!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

É tão complexa;

A incompleta imaginação,

Incerta e desconexa,

Vontade do coração,

Que deixa perplexa,

A apaixonada emoção,

Da alma reflexa,

De tão grandioso amor..

 

Tão distante,

E ao mesmo tempo presente,

Em cada instante,

E ao mesmo tempo ausente,

Asfixiante,

Imensamente quente,

Assim descrito,

Eternamente...

 

Pois amar-te;

É o melhor pedaço,

De mim mesmo.

 

 

04
Out17

PSD: Líder Procura-se...

Filipe Vaz Correia

 

Pedro Passos Coelho não se recandidatará à Presidência do PPD/PSD...

Esta frase marcou o dia noticioso, reflectindo o fim de um ciclo e essencialmente um novo tempo de esperança.

As eleições Autárquicas encurralaram a direcção do PSD e desnudaram as fraquezas inerentes a dois anos fracassados de oposição...

O mundo paralelo de Passos Coelho ruiu, deixando de fazer sentido continuar a persistir neste desgaste permanente de um Partido, que terá sempre um papel importante na Sociedade Portuguesa.

A saída de Pedro Passos Coelho, é assim o primeiro passo para a recuperação desse tradicional PSD e do eleitorado que se afastou do Partido.

Os nomes que rapidamente soaram na comunicação social, antecipam uma disputa intensa, capaz de abanar as bases adormecidas, no entanto, convém que a mudança seja efectiva, não parcial, muito menos fictícia...

Será necessário um reconstruir do Partido, uma renovação radical de rostos e políticas, trazendo esperança para onde antes se falava de dor, de compreensão para onde antes se ouvia amargura, sentir futuro onde antes se pressentia passado.

Por estas razões, Luís Montenegro, Hugo Soares ou Paulo Rangel não servirão para a tal necessária mudança, pois representam estes anos de Passismo e estarão sempre vinculados, a muitas das suas medidas...

Retiro desta equação Luís Marques Mendes ou Santana Lopes, pois não considero crível, que aceitem regressar a um papel, onde anteriormente não foram felizes.

Outros nomes que oiço, são os de Rui Rio ou Luís Morais Sarmento...

Dois nomes interessantes, duas opções credíveis e que certamente revitalizariam um Partido tão sedento de um rumo político.

Gosto de Rui Rio, faço aqui a minha declaração de interesse, e acima de tudo gosto dos nomes que o poderão acompanhar:

Manuela Ferreira Leite, Silva Peneda, Pacheco Pereira, representam um regresso a um PSD com o qual me identifico e pelo qual tenho imenso respeito.

É essa a minha esperança nestas eleições, nesta disputa pela liderança, que seja possível construir uma alternativa em Portugal, de Direita, credível e próxima das populações...

Resgatando o PSD, de um longo limbo ideológico.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

02
Out17

Més Que Un Jogador!

Filipe Vaz Correia

 

Gerard Piqué assumiu ontem, mais uma vez, a sua face Catalã, a alma que o preenche, numa declaração emocionante, carregada de nobreza e dignidade...

Podia facilmente optar por um discurso de ódio, composto de revolta e amargura, no entanto, Piqué optou por falar pausadamente, por entre as lágrimas que não conseguia conter, descrevendo a dor que invadia o Povo Catalão, na simples vontade de serem livres.

Naquelas palavras, mais do que a legalidade ou ilegalidade de um Referendo, soltaram-se nos olhos do jogador Catalão, a tristeza inerente a uma violência estupidificante e que apenas diminui a grandeza do Estado Espanhol...

É aqui que Mariano Rajoy se equivocou, perdeu a noção do poder da imagem no mediático mundo em que vivemos.

Piqué representou naquele momento o grito libertador de Milhões de Catalães que nas ruas esperavam para poder votar, dando força à voz daqueles que insistem na Independência...

Admiro a atitude de Piqué, a dimensão Humana com que abordou a questão e a coragem explanada nas suas palavras, aprisionando ao seu olhar a vontade de todo um Povo.

Provavelmente pagará esta ousadia na Selecção Espanhola, nas retaliações que sofrerá nos mais variados campos de futebol Espanhóis, mas certamente isso será um preço menor, para tão imensa atitude.

Assim, num dia violento e histórico, pelo menos no coração dos Catalães, uma verdade, será para sempre eternizada:

Piqué, será Més Que Un Jogador!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

02
Out17

PSD: Pior É Impossível!

Filipe Vaz Correia

 

O PS e o CDS foram os grandes vencedores da noite eleitoral, o PSD e a CDU os grandes derrotados da mesma...

Vou-me concentrar no PSD por razões especiais e particulares, numa expectativa imensa de poder recuperar esse Partido que já foi o meu.

Pedro Passos Coelho trouxe o Partido até aqui, isolando-o, despedaçando o legado, a influência, a militante esperança que sempre norteou o destino do PPD/PSD...

Este rumo escolhido pela liderança Social-Democrata, esbarrou na vontade popular, na distanciação do Partido com os seus eleitores, dizimando sem memória, qualquer expectativa de continuidade desta desgastada liderança.

Pedro Passos Coelho parece, no entanto, querer esperar, aguardar para reflectir, ou seja, de maneira incompreensível arrastar este desesperante martírio, até ao congresso marcado para daqui a alguns meses...

O líder do PSD não compreendeu que o seu caminho findou, como não o havia compreendido há dois anos atrás, ao contrário de Paulo Portas, e assim insiste numa narrativa catastrófica para o centro-direita Português.

Pedro Passos Coelho é o principal responsável por este trágico resultado eleitoral, e caso não se demita as bases Sociais-Democratas terão a obrigação de tomar em mãos, o futuro político deste grande Partido...

Caso isso não aconteça, e ao invés tenham lugar os normais taticismos, por parte daqueles que continuam escondidos, então todos, mesmo todos, serão responsáveis pela vulgarização do Partido de Francisco Sá Carneiro.

É chegado o momento do confronto, das decisões, da disputa franca por uma liderança essencial ao futuro deste nosso País...

Portugal e o nosso destino, necessita de um PSD determinado, com um projecto alternativo, honesto e impregnado de uma esperança que devolva às pessoas, a vontade de acreditar numa alternativa credível a esta Geringonça.

Por todas estas razões, será impossível disfarçar a derrota eleitoral que o PSD sofreu, talvez a maior de todas, no entanto, poderemos olhar para este momento, como uma infindável oportunidade para reconstruir o futuro Social-Democrata...

Pois fazer pior, é impossível.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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