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Caneca de Letras

Caneca de Letras

26
Out17

PCP: O Complexo Estalinista...

Filipe Vaz Correia

 

O Parlamento Europeu decidiu entregar o Prémio Sakharov deste ano à Oposição Venezuelana, num gesto de grande dignidade e reconhecimento, que só fica bem a toda a Instituição Europeia, e a todos nós, seus representados.

Soube da noticia e fiquei feliz, basta darem uma vista de olhos aqui pelo Caneca, para facilmente perceberem o que penso sobre o Regime, e sobre a principal personagem que o dirige...

Só mais tarde me apercebi do triste espectáculo interpretado por uma parte da Esquerda Europeia, com o PCP incluído.

Para além de ser uma gigantesca falta de educação, a interrupção do discurso do Presidente do Parlamento Europeu, demonstra essencialmente um desrespeito pelo exercício democrático que levou àquele resultado, àquela nomeação.

O PCP é um Partido profundamente anti-Democrático, disfarçadamente ressabiado pelo frustrante e fracassado destino, que não lhes trouxe a Revolução Marxista sonhada...

Só assim se compreende que o PCP apoie um ditador como Nicolas Maduro, que seja conivente com as prisões, com os mortos, com a fome, com a tragédia suportada por um Povo, às mãos de um miserável déspota e seus corruptos.

O que diria o PCP, se Nicolas Maduro fosse de um Partido de Direita?

Fico extremamente feliz com esta entrega do Prémio Sakharov...

No entanto, fico também com uma vergonha imensa de um Partido Português, que ainda está moralmente comprometido com o seu legado Estalinista.

Para o bem de todos nós, são uma minoria.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

26
Out17

Ficaram Chocados?

Filipe Vaz Correia

 

A sério?

Ficaram chocados?

E o que temos nós, País, a ver com isso?

Vou passar a explicar o que, verdadeiramente, me chocou:

O número de mortos nos incêndios, deste País...

A falta de resposta de uma estrutura impreparada para combater e salvaguardar as pessoas...

O imenso desespero estampado no rosto, daqueles que desprotegidos viam as suas vidas ruir...

O sentimento de incapacidade dos nossos Bombeiros, desprovidos de armas, para esse combate tão desigual...

As palavras, absolutamente inenarráveis, do Senhor Primeiro-Ministro...

O tempo que decorreu entre Pedrógão e estes fogos, sem que nada tivesse sido feito...

Bem, estas são algumas das coisas que me deixaram mais do que chocado, absolutamente horrorizado...

Já as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, muito sinceramente, pareceram-me bem.

Muito bem.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

26
Out17

Todas as Noites......

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Fujo todas noites;

De mim,

Dos pesadelos que me acorrentam,

Das mágoas que regressam sem fim,

Ou das dores que me sufocam,

Indefinidamente...

 

Fujo todas as noites;

Dos medos que me controlam,

Dos fantasmas que me circundam,

Das vozes que gritam,

Sem parar...

 

Fujo todas as noites;

Daquela criança assustada,

Que insiste em chorar,

Daquela voz embargada,

Que não pára de soluçar...

 

Todas as noites fujo;

Do escuro,

Dos medos,

De tudo o que se esconde,

Em mim...

 

E que sendo meu;

Desesperadamente me persegue.

 

 

 

25
Out17

O Regresso De Babush...

Filipe Vaz Correia

 

Babush está de volta, regressando com os seus sorrisos, depois da imensa tempestade, provocada pelo seu outro eu,  António Costa...

Babush estava então escondido, receando a chegada do sisudo António, seu lado impaciente, arrogantemente desagradado, zangado, e que a generalidade dos Portugueses, ainda, desconheciam.

O que o insensível Costa não esperava, era que a maioria dos Portugueses emocionados com a tragédia dos incêndios, se insurgissem com tamanha insensibilidade e que com a ajuda do afectuoso Presidente Marcelo, desfizessem num grito revoltado, as suas certezas.

Costa tremeu...

A Geringonça abanou...

E regressou Babush.

Babush é o termo carinhoso, segundo o próprio, como a Mãe, os Filhos, os Sobrinhos e alguns Amigos o tratam, e a quem, certamente, o desesperado António pediu ajuda.

Neste dia de entrega de casas em Pedrogão, juntamente com o Autarca da região, lá estava Babush, sorridente, tentando apagar a imagem, daquele homem frio, naquela fria madrugada, em que o António estarreceu o País.

Agora voltámos a ter o simpático Babush...

Porque será?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Filipe vaz Correia 

25
Out17

Cartas Do Meu Passado.....

Filipe Vaz Correia

 

Através dos olhares de outros, viajo vezes sem conta por entre as realidades esquecidas, por entre vidas esvaziadas de presença, mas imensas no sentido, naquele sentir eterno.

Descobri cartas e mais cartas de um passado distante, com mais de 100 anos...

Cartas e postais, palavras soltas e apertadas, saudades distantes e lágrimas disfarçadas, em cada uma das suas letras esborratadas, de uma qualquer linha, daquele postal.

Naquelas cartas encontrei a minha Avó, minha Bisavó, amigas e sonhos, desilusões imprecisas, numa mistura de vida, cumprido destino.

Encontrei as saudades imensas de minha Mãe, uma menina que desconhecia que de si viria, aquele que nesse instante lia, palavras e sentimentos explanados em tão antiga carta...

Presente carta...

Voz que tanto amo.

Cartas e mais cartas, impregnadas dos meus, cheias de mim.

Porque o que somos nós senão esse pedaço, demasiados pedaços, daqueles que um dia, ao longo de vários destinos, nos pertenceram...

Serão eternamente parte de nós.

Assim continuo aprisionado, às letras, aos desabafos, à formalidade inerente a tempos que já passaram...

Continuo buscando partes de mim, que ainda não conheço.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

24
Out17

Perdida Inocência...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Vagas de mar;

De espuma e areia,

Ondas a gritar,

Essa força inteira,

Que invade devagar,

A dor derradeira,

Da minha perdida inocência...

 

Imagens escondidas;

Arrepios segredados,

Palavras repetidas,

Em quadros pintados,

Lágrimas esquecidas,

Amores adiados...

 

E secretamente;

Por entre as linhas de uma carta,

Discretamente,

Pelos traços de um quadro,

Insanamente,

Nos coloridos desejos de um sonho...

 

Vou recordando;

A perdida inocência,

Que me fugiu.

 

 

 

24
Out17

Ronaldo e Maradona Ou Hércules e Zeus...

Filipe Vaz Correia

 

Ver Cristiano Ronaldo receber o prémio de melhor jogador do mundo, FIFA, das mãos de "El Pibe", é para mim o divino encerrar de um destino, um reencontro no Olimpo do Futebol, dos seus mais dignos representantes:

Zeus e Hércules...

Maradona e Cristiano Ronaldo.

Nada nem ninguém me impressionou tanto dentro de um relvado, como Diego Maradona, iluminando o espanto do meu coração, apreendendo a minha imberbe alma, pelos esquecidos anos de 1986.

Foi nesse distante tempo, que pela primeira vez vi jogar Maradona, no Mundial do México, tinha eu 9 anos e a minha vida nunca mais foi a mesma...

Durante dias sonhei com aquele golo marcado contra a Inglaterra, o que fintou todos os adversários, com o golo contra a Itália ou a Bélgica, em qualquer um deles desafiando a gravidade, ou o livre magistral contra a Coreia do Sul.

Maradona vezes sem conta, ganhou este imenso amor que até aos dias de hoje tenho comigo, em Nápoles, no Itália 90, em 94, em tantos e tantos momentos.

Nunca mais existirá outro jogador que me aprisione, me surpreenda da mesma maneira, talvez porque a infância confere aos momentos um significado mágico, que a idade adulta relativiza, desmistifica...

Estava em Alvalade, no dia 6 de Agosto de 2003, no ùltimo jogo de Cristiano Ronaldo pelo meu Sporting, numa despedida que ainda magoa, se torna difícil, tendo em conta o mágico percurso do imenso atleta, no entanto, ao longo dos anos, a dimensão do seu jogo, a capacidade de ir mais além, desbravar o horizonte longínquo jamais imaginado, trazem CR7 para um patamar no meu coração, a que apenas Diego Maradona pode ambicionar.

Ronaldo tem a seu favor o ser Português, a alma leonina, e essa desmedida admiração pelo esforço colocado em prol do talento, o trabalho a elevar e potenciar o jeito intrínseco.

Essa capacidade diferencia Ronaldo dos demais e apenas deve servir para o dignificar.

Maradona é talento, apenas isso, Ronaldo é tudo o resto...

E os restantes craques, que tantos nomeiam, no meu coração não existem, pois apenas existe espaço para Ronaldo e "El Pibe".

Para Zeus e Hércules.

 

 

Filipe Vaz Correia

24
Out17

Rui Rio VS Menino Guerreiro...

Filipe Vaz Correia

 

Rui Rio rejeitou o desafio de Santana Lopes, ou seja, 20 debates por esse País a fora.

Rio tem de se manter firme, tem de se distanciar dessa espécie de Reality-Show, com o qual Santana está familiarizado, a essa espécie de superficialidade inerente ao eterno candidato.

Rui Rio é um homem habituado a um certo tipo de certezas, de convicções pouco coniventes com as ventosas emoções a que nos habituou, ao longo dos tempos, Santana Lopes.

Digo uma vez mais:

Santana Lopes foi o meu ídolo político da adolescência, um agitador irrequieto que preenchia a minha destemperada ambição pueril, no entanto, tantas foram as vezes, os locais, os lugares, os momentos, onde Santana foi Santana, onde a ilusão se tornou desilusão.

O maior trunfo de Rui Rio não é o Partido, é o País... 

Esse País que acredita na sua personagem política, sendo essa uma das razões para que o ex-Autarca do Porto, não se deixe arrastar para o campo sensacionalista, tipo CMTV, que já faz parte de Santana.

Rio é outro género, tem outro perfil, está habituado a outro tipo de padrão...

Como apoiante de Rui Rio, a única coisa que lhe peço é:

Não ceda ao circo mediático, do menino guerreiro. 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

23
Out17

Quem Foi O Idiota?

Filipe Vaz Correia

 

Quem é que se lembrou de convidar Mugabe para embaixador da OMS?

Quem foi esse idiota?

As palavras não podem ser esquecidas, quando estamos perante um acto político pejado de imbecilidade, de um leviano desrespeito por tantas e tantas vidas humanas, que sofreram às mãos de um ditador e dos seus correligionários.

Robert Mugabe, Presidente do Zimbabué, é aquele que há muitas décadas atrás, foi considerado o líder modelo de África, no pós-Imperialismo, mas que se revelou um déspota sem escrúpulos, um racista e psicopata.

Robert Mugabe foi conivente com os seus militantes extremistas, permitindo que milícias armadas, invadissem milhares de fazendas no interior do "seu" País, sequestrassem centenas de famílias "brancas", muitas vezes matando um a um os seus membros, por vezes até o animal de estimação...

A tudo isto, era obrigado a assistir o Patriarca da família, para que o seu sofrimento fosse potenciado ao máximo, num gesto de terror e maldade sem explicação.

Nunca me esqueço desse documentário a que assisti, sobre esse período do Zimbabué, num trabalho com a assinatura incontornável da BBC.

Para mim Mugabe é comparável a Adolf Hitler ou a Estaline...

Só não teve os meios para atingir o mesmo número de mortos, mas no requinte de malvadez, na intrínseca forma de ser maléfico ou até no sinistro bigode, em nada lhes fica atrás.

Por essa razão, não posso deixar de gritar:

Quem é que foi o idiota que se recordou, de Robert Mugabe?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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