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Caneca de Letras

Caneca de Letras

28
Out17

Chega de Bate Papo...

Filipe Vaz Correia

 

Marcelo não está disponivel para bate papos...

Gostei.

Bate papo quer dizer uma conversa informal, ou jogar conversa fora, segundo consegui apurar, e essa parece ser a expressão adequada, ao momento em causa.

Alguém, leia-se PS, estará a tentar uma vendetta contra o Presidente, por causa da sua "desleal", segundo alguns, intervenção aquando dos malfadados incêndios que arrasaram parte, deste nosso querido País.

Marcelo sabe muito, está longe dos tempos da vichyssoise, e por isso não se deixou envolver pela polémica, pelos golpes baixos de um sector Socialista, ainda, com tiques de outro tempo...

Um tempo Socrático.

Distante desses tempos, com um Presidente que gere como poucos os timmings e a comunicação, ao contrário do que antes acontecia, o País não se deixa enganar por uma novela escrita nas páginas do Jornal Oficial do PS ou através de uma esquisita encomenda na primeira página do Público.

O País está ao lado de Marcelo, e terá de continuar atento, assim como, o deve fazer o actual Presidente da República...

Todo o cuidado não é demais, quando em jogo está a feroz máquina Partidária, de um dos mais eficazes Partidos, do sistema político Português.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

28
Out17

Rei Patrício...

Filipe Vaz Correia

 

O Sporting ontem saiu de Vila do Conde com uma vitória ao invés de uma derrota, porque na sua baliza está um dos três melhores guarda-redes da actualidade...

Sempre gostei do Rui Patrício, muitas foram as discussões nas bancadas do Estádio José de Alvalade, por não aceitar o chorrilho de criticas e assobios, com que os Sportinguistas habitualmente brindavam o seu jovem guarda-redes.

Fico feliz de ver como se transformou aquele menino, forte mentalmente, capaz de ultrapassar as dores de crescimento de um jovem atleta, cheio de talento.

Ontem Patrício, como já vez muitas vezes, mudou o rumo de um jogo, reescreveu à sua maneira, a história de uma partida ganha com imensa dedicação.

É um privilégio ter um jogador assim na baliza, atingindo nesta altura da sua carreira, um patamar de excelência ao alcance de poucos.

Muitas vezes oiço dizer, que o Sporting muito deve a JJ ou a Bruno de Carvalho...

A sério?

Na minha opinião, é a jogadores como Rui Patrício, com a sua dedicação, qualidade, entrega e amor ao clube, que eu como adepto, muito devo.

Já agora, se o Rui está onde está, duas pessoas não poderão ser esquecidas:

Aurélio Pereira e Paulo Bento.

É apenas para se fazer justiça, não vá um dia destes, alguém se lembrar de dizer que se não fosse ele...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

28
Out17

Tic-Tac...

Filipe Vaz Correia

 

Tic-Tac, Tic-Tac, Tic-Tac...

O ponteiro do relógio a passar, os minutos a acumularem-se, percorrendo desesperadamente o seu curso, rumo ao ponteiro maior, ao encontro destinadamente inadiado.

Nos olhares que se cruzam, quase todos interrogativos, lá se encontram alguns tranquilos, meio sorridentes, desafiando a intranquilidade reinante.

A professora, de bata branca, sentada naquela secretária em cima de um estrado, com uma chávena fumegante de chá, óculos gigantes que lhe aconchegam o rosto...

Os seus olhos por vezes se cruzavam com os nossos, controlando, tentando controlar.

Tic-Tac, Tic-Tac, Tic-Tac...

Ruído ensurdecedor, gigantesco silêncio desacompanhado pelo receio de não conseguir preencher a tamanha folha em branco, tão pouca sabedoria que de dentro da minha mente, pareceria querer soltar-se.

Questões e mais questões, perguntas e mais perguntas, num misto de interrogatório, meio inquisitivo de tudo aquilo que ao longo do tempo, nos foram debitando...

- Meu Deus!

Toca a campainha lá fora...

Pára o relógio, invade-nos o barulho de tantas e tantas crianças, que ao contrário de nós estavam libertas para ser crianças, para correr pelo recreio sem o peso de um teste, a meio do dia...

Aquele teste.

Chegava a hora e afinal parecia ter conseguido fazer quase tudo, escrever quase tudo, como sempre...

O relógio parecia estagnar, dar lugar a um certo sorriso aprisionado ao nosso olhar, a essa ternura de ser criança, sem testes, sem dramas.

Acordei!

Já não tenho testes, não tenho carteira nem colegas de turma, não tenho colégio...

Nem sequer em mim resiste, esse intemporal friozinho na barriga.

Já não existe...

Tic-Tac, Tic-Tac, Tic-Tac.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

28
Out17

Despedida

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Não existem palavras;

Para descrever;

Essa sensação;

De te perder,

Desligada emoção,

Desse morrer,

Parte deste coração,

Que um dia te pertenceu...

 

Não existem lágrimas;

Para chorar;

Sonhos perdidos,

A recordar,

Momentos esquecidos,

A resgatar...

 

Quando o tempo passar;

E a morte chegar,

Recordar-me-ei de ti;

Como um singelo pôr de sol,

Que passou...

 

Que se findou;

Como o mais belo momento,

Da minha vida.

 

 

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