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Caneca de Letras

Caneca de Letras

21
Out17

Extremamente Precipitado...

Filipe Vaz Correia

 

Existem pessoas que acreditam que a Geringonça morreu, que o apregoam aos quatro ventos, dando o post mortem como certo...

Os desejos por vezes até podem ser confundidos com certezas, no entanto, muitas dessas vezes, não passam disso mesmo, desejos.

Será que a Geringonça saiu fragilizada desta semana horribilis, carregada de desastrosas declarações dos seus representantes?

Sem dúvida.

Nada será igual depois destes dias, no entanto, parecem-me extremamente exageradas, cegamente exageradas, as conclusões que alguns conseguem tirar neste momento.

Em primeiro lugar, é absolutamente necessária uma alternativa credível para poder fazer tremer a União de Esquerdas actualmente no poder, e essa alternativa não existe...

Ainda.

A alternativa a este Governo dependerá do PPD/ PSD e por essa razão será preciso dar tempo, para que a clarificação pós-Passos exista, e dê lugar a um novo rumo dentro do partido.

Para mim, esse rumo só poderá passar pela candidatura de Rui Rio.

Independentemente do PSD, importa entender que os passos agora dados pelo Governo de António Costa, irão também ter um papel importante, na avaliação das pessoas:

Na reconstrução do que foi devastado...

Costa ensaiará os trilhos da redenção, buscará por entre o vendaval que ele mesmo criou, recuperar a empatia perdida, o entrelaçado glamour da Geringonça.

Com o passar do tempo, se tudo correr bem ao plano de Costa, todos se aperceberão que esta tragédia é o reflexo de anos e anos de incúria, de décadas de incompetência, mas caso corra mal, resistirá a imagem insensível, a boçalidade da arrogância, a imagem desta derradeira desgraça.

Não tenho certezas mas uma coisa sei:

Este post mortem da Geringonça, parece-me extremamente precipitado.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

21
Out17

Passado...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Será que posso revelar;

O que esconde o meu coração?

 

O que esconde a emoção;

Desbravando inquieto,

O carregado semblante,

Desse receio, entrelaçado,

Esse medo, aprisionado,

Em cada lágrima nossa...

 

Em cada memória;

Guardada em nós,

Pedaço de história,

Cravado na pele,

No sentido destino,

Da alegórica alma...

 

E vai continuando;

A louca melodia,

O deslumbrante pensamento,

Do que foi um dia,

Esse nosso amor.

 

 

21
Out17

Casillas??????

Filipe Vaz Correia

 

Por mais que grite Sérgio Conceição, por mais que se indigne, claro que todos estranharam o que aconteceu com Iker Casillas, ou seja, a sua ausência no jogo do FC Porto contra o Leipzig...

Casillas é intocável?

Não.

Tem o treinador do Porto, o direito e até o dever, de escolher para titular, quem lhe parece em melhores condições?

Evidentemente que sim.

No entanto, em nome da verdade, tenho de dizer que decorridas as primeiras oito jornadas da Primeira Liga, mais jogos da Champions,  não me parece normal que se mude o guarda-redes titular de uma equipa, principalmente quando estamos perante a defesa menos batida do campeonato, e que por essa razão, era imensamente elogiada.

Alguém acredita na versão do treinador do Porto?

Não creio!

Alguma coisa se passou...

Comparar Iker Casillas a Júlio César é desonesto, intelectualmente pouco sério, pois como todos sabemos, não está em causa a imensa qualidade de ambos, o guarda-redes do Benfica há muito que se debate com problemas físicos, crónicos, que não lhe permitem ter uma sucessão de jogos competitivos, ao mais alto nível.

Há quantos anos, não faz Júlio César 20 jogos seguidos?

Pois é.

Por isso essa comparação não faz o mínimo sentido, nem pode servir de justificação ao que sucedeu a Iker Casillas.

Estou curioso para perceber se será uma opção definitiva, ou se pelo contrário, Sérgio Conceição arrepiará caminho e voltará a entregar a baliza Portista ao guardião Espanhol.

Independentemente de tudo, já vi equipas perderem a sua estabilidade por menos, a sua coerência emocional por menores questões, quebrarem-se lideranças por pequenas divergências no seio de um grupo...

Veremos se a caixa de pandora aberta pelo treinador do FC Porto, e mal explicada a meu ver, não se traduzirá no primeiro ponto, de um acto falhado.

Como Sportinguista, espero que sim.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

21
Out17

Vinte e Um Anos...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Passaram vinte e um anos;

Que lentamente esvoaçaram,

Por entre as memórias que sobraram,

As mágoas que ficaram,

Em mim...

 

Passaram vinte e um anos,

Como se passasse a intensa dor,

Amarrando o sentimento,

Ao entorpecente ardor,

Com que o tempo,

Tudo leva...

 

Passaram vinte e um anos,

E neste dia,

Vão regressando,

Um a um...

 

Numa intensa melancolia,

Pedaço de uma saudade,

Abraço de nostalgia,

Num adeus de verdade...

 

Passaram vinte e um anos,

E podem outros vinte um passar,

Que terei para sempre em mim,

Esse teu esperançado olhar,

Esse imenso acreditar,

Num futuro que não te chegou...

 

Vinte e um anos;

Meu eterno amigo.

 

 

 

 

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