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Caneca de Letras

Caneca de Letras

17
Out17

O Discurso Do Presidente!

Filipe Vaz Correia

 

Depois do miserável discurso de António Costa, Marcelo Rebelo de Sousa falou ao País, dando expressão à sua função de Presidente da República, aconchegando a alma dos que muito perderam, credibilizando o papel político que exerce.

Marcelo falou de vários pontos, não se furtou às questões, compreendendo o momento delicado que vivemos, dando razão às dores, que a todos atormentam.

Marcelo falou ao País real, do País real, da perda, da dor, da tragédia e das responsabilidades...

O Presidente da República, indicou o caminho, não se coibiu de apontar o rumo que teremos de seguir, nesta "última oportunidade para levarmos a sério a floresta".

Pediu que o Governo não deixasse de retirar consequências de toda esta tragédia, numa clara assunção de responsabilidades, tentando demonstrar que um novo ciclo não poderá passar pelas mesmas pessoas, pelas mesmas políticas.

Tentou ainda alertar para a importância de incluir todos nesta reforma da nossa floresta, numa solução que terá de ser, evidentemente, inclusiva...

Passar por todos os Partidos.

Uma das frases que mais gostei de ouvir, foi aquela que na minha opinião, me pareceu dirigida a António Costa e ao seu discurso naquela malfadada madrugada:

" Pensar a médio ou longo prazo, não significa convivermos com estas tragédias."

Muito obrigado, Senhor Presidente da República.

Sobre a Moção de Censura apresentada pelo CDS, ficou o pedido para a Assembleia clarificar o real apoio do actual Governo, deixando assim o recado a PCP e a BE.

Por fim, o lado fraterno e carinhoso de um Presidente, que não se inibe de pedir desculpas ao País, algo que apenas o dignifica, o aproxima ainda mais das pessoas, se mostra como mais um de nós.

Marcelo esteve, na minha opinião, muito bem.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

17
Out17

Na Cristas Da Onda!

Filipe Vaz Correia

 

O CDS vai apresentar uma Moção de Censura ao Governo, num gesto político com várias leituras...

Muitos dirão que se tratará de um aproveitamento político de uma situação trágica vivida por estes dias, no nosso País, e certamente visarão o CDS e a sua liderança, outros ainda contestarão as intenções com que esta Moção de Censura será apresentada e apontarão o lado politiqueiro, desta atitude.

Neste caso especifico acho que o CDS e Assunção Cristas, fazem bem em apresentar no Parlamento esta Moção, trazendo para a esfera política várias questões, que urge debater, pois não podemos mais esperar, até que uma nova tragédia aconteça.

O CDS lidera a oposição em Portugal e começa a ganhar um espaço político impensável, devido ao apagamento do PSD e também graças ao desempenho da sua líder.

Com esta atitude, o CDS demonstra a fragilidade aparente do PSD em fazer oposição, entregue ao jovem Hugo, na expressão da sua acção política, demonstra também capacidade para confrontar, aqueles que nos Governam, assacando-lhes as responsabilidades devidas...

Por fim, testará a Geringonça e acima de tudo obrigará o PCP e o BE a virem a terreiro, no apoio a esta plataforma de Governo.

No debate político é muitas vezes necessário ter coragem, para em momentos difíceis tomar atitudes, romper formalidades e quebrar certos consensos...

Julgo que Assunção Cristas está pelo menos a marcar a agenda, com muita coragem política.

Para minha surpresa.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

17
Out17

Amigo...

Filipe Vaz Correia

 

Como confiar em alguém?

Como saber que é essa a pessoa, em quem poderás confiar?

Questões difíceis, atormentadoramente difíceis e que desnudam a essência duvidosa do sentimento Humano...

Não tenho muitos amigos, direi mesmo que tenho poucos, no entanto, conheço muitas pessoas, gente que aprecio, com quem simpatizo, com quem troco sorrisos e graçolas, em ambiente descontraído, confiante, por vezes intimista.

Mas confiarei nessas pessoas?

Nunca...

Jamais!

Para mim, essa questão nunca me acrescentou dúvidas, provocou hesitações, interrogações da alma...

Sempre tive a noção até onde poderia ir a minha entrega emocional, o desnudar da minha verdadeira alma, essência das minhas fraquezas, sinceras fragilidades.

Tenho verdadeiramente poucos amigos na vida, poucas pessoas em quem depositaria a minha vida, o meu coração...

Sem nunca esquecer aquele amigo que perdi há mais de vinte anos.

Amigos em quem confio sem barreiras, sem máscaras, sem timidez, completamente entregue à essência, do meu verdadeiro eu.

No mundo de hoje, onde as pessoas têm mil amigos, vinte mil gostos ou coisa que o valha, contenta-me saber que através de um olhar alguém me reconhece, entende o que sinto, sente o que por vezes, ainda não entendi...

A amizade para mim é isso mesmo, o abraçar para lá do entendimento, estar presente na ausência do questionamento, questionar sem deixar de estar ao lado.

Este texto é uma homenagem a essas poucas pessoas que me pertencem, assim como, também eu sou parte deles, na confiança, na extrema entrega e essencialmente na infindável forma de amar...

Pois a amizade, nada mais é do que uma bela forma de amor, incondicional, emocional, eternamente leal...

Eternamente presente.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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