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Caneca de Letras

Caneca de Letras

11
Out17

O Julgamento Do Regime!

Filipe Vaz Correia

 

Finalmente...

Nem queria acreditar quando vi na televisão que tinha saído a acusação contra José Sócrates, no âmbito da Operação Marquês.

Depois de quatro anos e muita tinta, de jornais e comentadores, opinadores de serviço e políticos mais ou menos profissionais, onde toda a gente emitiu uma opinião...

Todos nós, uns mais do que outros.

Um processo complicado para uns, uma cabala construida para outros, o que importa agora relevar é o termo deste momento processual, de uma investigação que se arrastou indeterminadamente pelo tempo.

Um novo tempo se afigura agora, de confronto e prova, de argumentação e debate, de disputa e defesa, num julgamento que em muito ultrapassa a simples condenação de um ou mais arguidos, mas acima de tudo, um processo que põe em causa toda a Justiça Portuguesa...

Um amigo disse-me que não existe a mínima possibilidade de Sócrates ser ilibado desta acusação, concordo, no entanto, será essencial que juntamente com a condenação, subsistam fundamentos irrefutáveis, para que a credibilização de todo o sistema judicial, possa ser algo efectivo.

Neste processo, repleto de arguidos e acusações, o que verdadeiramente importa realçar, é a dimensão do esquema, a ser verdade, o tamanho deste polvo orquestrado, em torno do Estado português.

O que neste processo será julgado, mais do que um anterior Primeiro-Ministro, é um Regime, um poder oculto que se habituou a reinar e que usufruiu desse mesmo poder, após a Revolução de Abril.

Este é o regime, que está aqui a ser julgado.

Ricardo Salgado, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro, José Sócrates, PT, Grupo Lena, entre muitos outros, representam um rosto indisfarçável, da politiquice menor, em nome dos seus próprios interesses.

Agora resta provar...

Importa confirmar as acusações que lhes são imputadas, pois caso contrário, será também o fim de um outro lado deste regime.

Daqui a vinte anos, saberemos a resposta.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

11
Out17

SantaNão!!!!!!!!!!

Filipe Vaz Correia

 

Não!!!!!!!!

Desculpem o grito linguístico, a expressão maior da minha perfeita estupefacção.

Durante os últimos anos, toda a gente dizia que Santana Lopes estava um homem diferente, tinha amadurecido, sabido encontrar o seu espaço e caminho...

A sério?

Na minha imberbe adolescência, Santana era provavelmente um dos políticos que eu mais gostava, com o seu estilo irreverente representava para mim o futuro, tornando cada Congresso do PSD, num momento especial, cada chegada sua, num burburinho inesperado, cada candidatura sua à liderança do Partido, num agitar de águas.

Santana tem esse lado diferenciador, de num singelo gesto abanar o pré-concebido, num discurso desbravar caminhos jamais imaginados, inflamando plateias e apoiantes.

Recordo Santana Lopes como Presidente do PSD...

Como Primeiro-Ministro...

O problema é que se os militantes do PPD/PSD também se recordarem, certamente, Rui Rio terá o seu caminho facilitado...

No meu caso, recordo ainda a sua passagem pela Presidência do Sporting, o que convenhamos, não abona a seu favor.

E passagem é mesmo o termo, pois foi rápida e desastrosa, saindo a meio, respondendo a um imperioso apelo pessoal, de se candidatar à Presidência, do mesmo, PSD.

Por fim, mais uma razão para temer esta candidatura:

Rui Gomes da Silva.

Se Santana voltar, ele também volta...

Meu Deus!

Por todas estas razões...

Santana, não faças isso!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

11
Out17

Bipolaridade Catalã...

Filipe Vaz Correia

 

Todos aguardavam as palavras de Carles Puigdemont no Parlamento da Catalunha, temendo-se uma Declaração Unilateral de Independência que acabasse por agudizar os ânimos, estreitando ainda mais o sinuoso caminho, que parece ensombrar os destinos da velha Espanha.

A surpresa ficou reservada para o tom moderado e esclarecido com que o Presidente da Generalitat, resolveu estender a mão ao Governo Central, procurando um suposto entendimento, ou pelo menos, simulando-o...

Para esta atitude muito terão contribuído as reacções internacionais, a fuga de empresas e capitais, deixando no ar um ameaçador isolamento.

Puigdemont falou no Parlamento da Catalunha para o mundo, para aqueles Catalães que se opõem a este grito libertário mas também, não menos importante, para os Espanhóis espalhados pelas mais variadas regiões Autonómicas...

Tentou passar uma ideia de ponderação, de abertura e equilíbrio, reforçando a fé numa Nação Catalã, ao mesmo tempo, que tentava através desta surpreendente moderação, conquistar a opinião pública e credibilizar a sua causa.

O que fará Rajoy?

Que resposta chegará de Madrid?

Este é um tempo vital para a unidade de Espanha, e será essencial para essa mesma unidade, a forma como Mariano Rajoy e o Governo Espanhol, resolverem actuar a partir daqui...

Na minha modesta opinião, é importante aproveitar esta bipolaridade da Generalitat Catalã, para empreender uma espécie de diálogo que aproxime, ou seja, deixe a percepção em todos de que ainda será possível encurtar diferenças, fazendo renascer um processo Autonómico na Catalunha, há muito adiado.

Se Rajoy não o conseguir fazer, voltando a desperdiçar uma oportunidade para desarmar este discurso bipolar das Autoridades Catalãs, então, talvez seja mesmo difícil voltar atrás...

Por agora, surpreendentemente, parece que ainda será possível.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

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