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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Mundo Louco

Filipe Vaz Correia, 04.09.17

 

 

 

Sobram ritmos;

Velhas palavras,

Dogmas descritos,

Vozes parvas,

Gritos aflitos,

Neste louco mundo...

 

Sobram dores;

E sofrimentos,

Gemidos,

E ferimentos,

Latidos,

E jumentos,

Certezas...

 

Sobram eternas conclusões;

Batalhas e confusões,

Esquizofrénicas desilusões,

Desiludidas ilusões,

Intemporais...

 

Como se o tempo;

Reservado momento,

De um ausente tormento,

Renovasse o cinzento,

Com que repetidamente,

Se reinventa.

 

 

Aventurada Desventura...

Filipe Vaz Correia, 04.09.17

 

 

 

Solitária vontade;

Impregnada ventania,

Desesperante saudade,

Das canções que um dia,

Ousaram tocar...

 

Destemperado querer;

Quisera o tempo saber,

Sabendo o leve bater,

Deste destinado viver,

Tão meu...

 

Desventurada aventura;

Olhar pejado de ternura,

Desembarcada candura,

Entrelaçada loucura,

Que nos abraça...

 

Desalinhada escrita,

De uma lágrima descrita,

Descrevendo a inaudita,

Viagem...

 

Viajando;

Por entre  as palavras,

Da solidão.

 

 

Adeus...

Filipe Vaz Correia, 04.09.17

 

 

 

Já não mora em mim;

O que anteriormente morava,

Já não chora em mim,

O que pensava chorar,

Já não grita em mim,

A dor que antigamente gritava,

Já não recorda em mim,

Aquilo que outrora recordava,

Já não sorri em mim,

A parte que um dia sorria...

 

Mas passou;

Levemente,

Adormecendo,

Dormente,

Entorpecendo,

Torpente,

Aquele imenso,

Sentimento...

 

E assim;

Se um dia se recordar,

O inevitável findar,

De tamanho amar...

 

Se descreverá;

Numa singela poesia,

Que desapareceu,

Essa eterna alegria,

De um amor...

 

Um infinito olhar;

Que se tornou finito,

Na infinitude,

Plena,

De um doloroso adeus!