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Caneca de Letras

Caneca de Letras

26
Ago17

Irrequieta Ilusão...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

As crianças que brincam na praça;

São o eu no antigamente,

São um espelho de graça,

Reflectindo exactamente,

Minhas lembranças...

 

Aquelas pequenas vozes;

Entrelaçadas em correria,

Atrás de uma bola,

Num pedaço de magia,

Constante rebuliço,

Irrequieta alegria,

Da alma...

 

Aquela imensa agitação;

Desejo de viver intensamente,

Acelerando o coração,

Expressando loucamente,

A valiosa ilusão,

De que será eternamente...

 

E em cada rosto;

A cada meu olhar,

Vislumbro naquela praça,

Pedaços de mim,

Que certamente continuarão,

A esvoaçar por entre os ventos,

Da memória.

 

 

25
Ago17

Ardor Meu...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Pobre poesia;

Esconderijo de uma alma,

Mágoa vazia,

Lágrima perdida,

Escapando num dia,

Distante ferida...

 

Pobre poeta;

Disfarçando a dor,

O livre cometa,

Outrora ardor,

Todavia perdido,

Em tamanho amor...

 

Pobre daqueles;

Que acreditam em vós,

Destino malfadado,

De sofrimento atroz,

Coração despedaçado,

Sem sonho,

Sem voz...

 

Pobre,

Tão pobre,

Ardor meu.

 

 

24
Ago17

Eleições Angolanas?

Filipe Vaz Correia

 

Admito que aqui escrevo sem saber como decorreram as eleições em Angola, no entanto, arrisco um resultado...

Ganhou o MPLA!

Não vi nenhuma noticia, no entanto, arrisco o nome do próximo Presidente de Angola...

João Lourenço!

Não ouvi qualquer relato sobre as percentagens de cada partido, no entanto, mesmo assim deixo um prognóstico...

Ganharam com Maioria Absoluta!

Não li, nem ouvi nenhuma descrição sobre como decorreu todo o processo, no entanto, se tivesse de arriscar diria...

Houve fraude!

A monotonia anti-democrática vigente em Angola são a base destas minhas previsões, sustentadas por décadas de corrupção e caciquismo.

Se errar, seria surpreendente, no entanto seria o melhor que poderia acontecer ao povo Angolano.

Mas como as fábulas não são reais, são histórias de crianças normalmente aprisionadas ao sonho pueril, não creio que aqui possam ser aplicadas...

Até porque em Angola, o direito a sonhar deve também ele, estar restrito a muito poucos.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

24
Ago17

Desconcertadamente!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

As palavras desgarradas;

Que me acenam descompassadas,

Por entre imagens ilustradas,

De memórias bem trancadas,

Que regressam desassombradas,

Resgatando entrelaçadas,

Cada vontade segredada,

Em teus olhos pinceladas,

Neste amor que nos une...

 

Amo-te;

Em cada letra deste poema,

Onde me perco,

Desencontradamente,

Num reencontro,

Que desconcertadamente,

Me preenche!

 

 

24
Ago17

Sporting

Filipe Vaz Correia

 

Em Bucareste, o Sporting roçou a perfeição.

Ontem deixei de lado as minhas férias e regressei por instantes à minha qualidade de adepto fervoroso, ansiosamente diante de uma televisão, no Grande Contreiras, na Praia de Monte Gordo.

Esperava um jogo difícil, e foi até aos 60 minutos, mas felizmente se tornou fácil.

Este Sporting, por vezes enleado em alguns equívocos do seu treinador, libertou-se assim como já o havia feito na anterior jornada da Liga portuguesa.

A chave deste mistério, capaz de transfigurar o rosto do leão, é Bruno Fernandes, um médio construtor de jogo, capaz de num minuto mudar o rumo de um jogo, com um passe, num remate, num genial momento.

Ontem apareceu Gelson, fenomenal no golo, deslumbrante nas arrancadas e até no compasso de magia, com que desmarcou Bas Dost.

A defesa tremeu um pouco, principalmente na primeira parte mas reajustou-se, alicerçada na experiência de Coates e principalmente de Mathieu...

Deu gosto ver o meu Sporting, passeando numa vertiginosa e alucinante transição, a qualidade de alguns dos seus jogadores.

Voltei a gritar golo, golos, emocionadamente feliz.

E assim, regressei às minhas férias, sonhando com aquelas jogadas, com aqueles passes, com cada um daqueles golos.

Viva o Sporting...

Pois ontem valeu a pena.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

23
Ago17

À Mulher De César...

Filipe Vaz Correia

 

Existe um ditado Romano que diz:

" À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta!"

Júlio César que me perdoe a comparação tantos séculos depois, no entanto, esta frase regressou ao meu pensamento quando espantosamente lia num jornal desportivo, que o Sporting Clube de Portugal iria criar um Departamento de Public-Affairs, passando este a ser coordenado por Joana de Carvalho.

Muito bem...

Não deixa de ser estranho que a mulher do Presidente do Sporting, trabalha no Clube há seis anos, venha a ser promovida, sendo mesmo criado para o efeito um novo departamento, logo após o seu casamento com Bruno de Carvalho.

Muitos dirão se tratar de uma coincidência, outros dirão que será uma cunha, outros ainda desconfiarão calados...

O que me parece é que independentemente de quem tiver razão, fica mal, soa mal, parece efectivamente mal.

Este tipo de tratamento, de coincidências ou promoções, recordam-me sempre Estados falhados, meio corruptos, nas mãos de ditadores prepotentes e descarados...

Na Venezuela ou no Zimbabué deve ser fácil promover um familiar, em França, esse simples facto destruiu a credibilidade de um candidato Presidencial.

O Sporting parece aceitar este tipo de comportamentos como algo normal, sem agitação, sem contestação e isso dirá muito do estado amorfo em que se encontra a Oposição Leonina.

E assim, deixando aqui o meu ponto de vista, quero uma vez mais pedir desculpa à memória de Júlio César e de Pompeia e através deles a todos os Romanos, que certamente se indignariam com esta minha comparação...

Depois disto, que ganhemos na Roménia para entrarmos na Champions, pois assim, certamente ninguém se importará, com mais um emprego em Alvalade.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

23
Ago17

Rafael Nadal, Um Dos Maiores!

Filipe Vaz Correia

 

Rafael Nadal regressou a Nº1 do Raking Mundial ATP, numa ascensão tão dolorosa como impressionante depois de três anos repletos de lesões e desaires.

Muitos anteviam que o Maiorquino jamais regressaria a este lugar, aos 31 anos, depois de uma carreira plena que o levou não só a vitórias em todos os míticos Grand Slams, como também, ao Ouro Olímpico...

Nadal chega assim novamente ao topo do mundo, depois de em Roland Garros, sua casa, ter conseguido alcançar a décima conquista, algo inimaginável e praticamente irrepetível por qualquer outro.

Sempre admirei Rafa Nadal, sempre torci por ele, depois da despedida de André Agassi, admirando imensamente aquela entrega que o faz e fez superar sempre os adversários, os seus limites, as suas imperfeições.

Neste momento em que desfruta uma vez mais da glória, tenho a certeza que se debate com a determinação para ali permanecer, sabendo porém que com a sua idade, com o desgaste acumulado por mais de uma década e meia de alta competição, será mais difícil manter esta posição no quadro ATP.

Mas independentemente de tudo isso, independentemente do desgaste temporal, Rafa, gritará ao mundo que lutará até ao fim, defendendo a Lenda em que se tornou...

Porque Nadal, será para sempre, um dos maiores.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

22
Ago17

Férias!

Filipe Vaz Correia

 

Regressar aos sítios onde crescemos, onde muito de nós está guardado, nas pedras, nas ruas, nas esquinas e ruelas envelhecidas com o passar do tempo...

Regressar aos mesmos sítios onde se recorda as primeiras saidas à noite, os primeiros amores, ardores intemporais de uma perdida adolescência, vendo outros no nosso lugar, desfrutando da beleza intemporal desse balsâmo denominado, Juventude.

Essa magia agridoce no percurso da vida, tentando em cada rosto amarrar o tempo, para na nossa memória resgatar cada instante de um tempo distante que apenas nessas recordações, espaçadamente, toma lugar.

A mesma praia deslumbrante, o mesmo areal convidativo, os toldos retemperadores e os mesmo restaurantes de sempre, com os mesmos empregados, o mesmo dono, a mesma calorosa recepção...

Volto a cruzar o País, descendo até Montegordo para uns retemperadores dias de banhos, estiralhado ao sol, que aqui despudoradamente se exibe majestoso.

Só a falta de Internet, nessa busca incessante por um lugar com Wifi, me transtorna por momentos estes esplendorosos dias, numa insaciável vontade de partilhar por palavras, sentimentos e imaginações, que como sempre, me povoam a alma.

Assim sentado no Hotel Casablanca, no fantástico Rick's Bar, homenagem a esse magnifico filme e a essa extraordinária personagem interpretada por Humphrey Bogard, encontro discretamente o espaço ideal que me liga ao meu Caneca e através dele ao mundo.

Assim, voando para mais um mergulho, aqui fica este texto num reconfortante regresso a esta escrita que faz parte de mim mesmo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

22
Ago17

Reencontrarei

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Tenho saudades tuas;

Minhas,

De tanto e tão pouco ao mesmo tempo,

Nesse tempo outrora nosso,

Tão nosso que se esfumou,

Tão ténue que desvaneceu,

Tão triste que chorou,

Naquele dia em que desapareceu...

 

Tenho saudades tuas;

De ti que já não existes,

De mim que te pertenceu,

Nessa partilha esventrada,

Por cada letra esquecida,

Nessa tristeza amargurada,

Memória envelhecida,

Que ficou no passado aprisionada...

 

Tenho e tenho;

Saudades intermináveis,

Lágrimas inexplicáveis,

Recordações inolvidáveis,

Dores inenarráveis,

Guardadas em mim...

 

E vai rimando a pequena parte de mim;

Que ainda sente enfim,

Que um dia por fim,

Te reencontrarei.

 

 

 

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