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Caneca de Letras

Caneca de Letras

22
Ago17

Férias!

Filipe Vaz Correia

 

Regressar aos sítios onde crescemos, onde muito de nós está guardado, nas pedras, nas ruas, nas esquinas e ruelas envelhecidas com o passar do tempo...

Regressar aos mesmos sítios onde se recorda as primeiras saidas à noite, os primeiros amores, ardores intemporais de uma perdida adolescência, vendo outros no nosso lugar, desfrutando da beleza intemporal desse balsâmo denominado, Juventude.

Essa magia agridoce no percurso da vida, tentando em cada rosto amarrar o tempo, para na nossa memória resgatar cada instante de um tempo distante que apenas nessas recordações, espaçadamente, toma lugar.

A mesma praia deslumbrante, o mesmo areal convidativo, os toldos retemperadores e os mesmo restaurantes de sempre, com os mesmos empregados, o mesmo dono, a mesma calorosa recepção...

Volto a cruzar o País, descendo até Montegordo para uns retemperadores dias de banhos, estiralhado ao sol, que aqui despudoradamente se exibe majestoso.

Só a falta de Internet, nessa busca incessante por um lugar com Wifi, me transtorna por momentos estes esplendorosos dias, numa insaciável vontade de partilhar por palavras, sentimentos e imaginações, que como sempre, me povoam a alma.

Assim sentado no Hotel Casablanca, no fantástico Rick's Bar, homenagem a esse magnifico filme e a essa extraordinária personagem interpretada por Humphrey Bogard, encontro discretamente o espaço ideal que me liga ao meu Caneca e através dele ao mundo.

Assim, voando para mais um mergulho, aqui fica este texto num reconfortante regresso a esta escrita que faz parte de mim mesmo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

22
Ago17

Reencontrarei

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Tenho saudades tuas;

Minhas,

De tanto e tão pouco ao mesmo tempo,

Nesse tempo outrora nosso,

Tão nosso que se esfumou,

Tão ténue que desvaneceu,

Tão triste que chorou,

Naquele dia em que desapareceu...

 

Tenho saudades tuas;

De ti que já não existes,

De mim que te pertenceu,

Nessa partilha esventrada,

Por cada letra esquecida,

Nessa tristeza amargurada,

Memória envelhecida,

Que ficou no passado aprisionada...

 

Tenho e tenho;

Saudades intermináveis,

Lágrimas inexplicáveis,

Recordações inolvidáveis,

Dores inenarráveis,

Guardadas em mim...

 

E vai rimando a pequena parte de mim;

Que ainda sente enfim,

Que um dia por fim,

Te reencontrarei.

 

 

 

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