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Caneca de Letras

Caneca de Letras

16
Ago17

Luanda: Entre a Miséria E O Luxo!

Filipe Vaz Correia

 

A realidade de Luanda reflecte um pouco a triste caminhada de um País desencontrado, entre a miséria e o luxo, entre a pobreza e a ostentação.

Com o aproximar das eleições, uma reportagem da RTP, demonstra a saciedade o estrabismo esquizofrénico escondido por entre os condomínios luxuosos da baía de Luanda, com o preço mais caro do mundo por metro quadrado e os bairros de lata que envolvem o resto da cidade.

A ilha de ostentação reservada para os membros pertencentes à oligarquia do regime, contrasta com a miséria destinada ao cidadão comum, incapaz de se libertar do jugo familiar que controla aquele País.

As eleições Angolanas serão, como se espera, fraudulentas, uma espécie de farsa que guiará ao poder João Lourenço, como sucessor de José Eduardo dos Santos, à frente dos destinos do MPLA...

E consequentemente, à frente dos destinos da nação.

O poder manter-se-á assim na mesma, com os mesmos, para os mesmos...

Mais do que sinalizar uma realidade contrastante, que todos adivinhávamos, a reportagem emitida pela Televisão Portuguesa, tem como virtude desmascarar aqueles que afectos ao regime, entendem desmentir a verdadeira corrupção, que tomou há muito conta daquele País.

As duas faces de Luanda, são o resultado de anos e anos de poder imposto pelo MPLA, pela cúpula aparelhista que ostenta os dólares do petróleo em seu beneficio e que controlando as forças armadas, guia os destinos daquela pátria a seu belo prazer.

Nada mudará após estas eleições, nada será diferente com esta aparente mudança de lugares, pois o poder permanecerá centralizado na mesma família.

Assim, viajando por entre as faces de Luanda, por entre as diferenças gigantescas que ali se vivem, podemos constatar, o quão falhado se tornou o processo de independência Angolano...

Pois de livre e independente, pouco ou nada, se deve sentir aquele povo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

16
Ago17

Desesperança

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Sempre que revejo o teu olhar;

Reacende-se a esperança,

Não consigo negar,

Que se renova a querença,

De te amar...

 

Sempre que oiço a tua voz;

Quer o meu coração voar,

Partir por esses céus,

Sonhando navegar,

Por entre as ondas,

Deste amor...

 

Sempre que volto a acreditar;

Sempre que insisto em sonhar,

Sempre que pareço te reencontrar,

Sempre mas sempre...

 

Reaparece aquela lágrima;

Que me recorda aquele ardor,

Que tantas vezes me sobrou,

Como companhia...

 

E aí;

Volto a preferir a solidão,

Como companheira,

Derradeira,

Da minha desesperança.

 

 

16
Ago17

O Chavismo Leonino

Filipe Vaz Correia

 

Uma equipa sem dinâmica, amorfa, ofensivamente incapaz, traduzindo desesperadamente a realidade inconsequente, de um Leão sem esperança.

O Sporting que entrou em campo para jogar contra o Steaua foi isto mesmo, um conjunto desgarrado, alertando os adeptos para o fracasso eminente da estrutura.

Estes adeptos sedentos de glória, a mesma que está inscrita no seu lema, acreditaram, acreditam neste projecto popular, por vezes popularucho, que lhes prometeu os tão ambicionados troféus, através da sapiência desse magnifico treinador, dono de uma verdade, cada vez mais difícil de ser justificada.

Os equívocos permanentes, contratações adiadas, rejeições anunciadas de meninos de Alcochete, se mistura com o discurso desconexo e até impreciso.

O Sporting entretém-se com o acessório, desprezando o essencial num caminho distorcido, impregnado de alucinantes erros de casting.

Depois deste jogo da pré-eliminatória da Liga dos Campeões, fico desesperançadamente esclarecido sobre o futuro desta equipa, que se amarra atrás na tentativa de defender bem, esquecendo-se que uma equipa grande necessita inevitavelmente de correr riscos, desequilibrar insistentemente na procura de ser melhor...

Este Sporting não encanta, nem poderia, pois carece de fantasia, não que ela não exista, no entanto, é impossível pedir fantasia quando se prende aqueles que a podem libertar.

Gelson sozinho num flanco, já que o jovem Piccini é do ponto de vista futebolístico inexistente, Podence encurralado entre os defesas adversários, ao lado de um ponta de lança pouco móvel, Adrien preso de movimentos ao lado de um seis que facilmente se desposiciona e por fim a inexistência de um extremo desequilibrador do lado esquerdo...

E o Sporting até o tem, chama-se Iuri Medeiros, só que passa os jogos sentado no banco e assim convenhamos é difícil desequilibrar.

Para terminar, neste texto em jeito de desabafo, fica a esperança de que algo mude, para que o futuro do meu querido clube, possa trazer com ele os sonhos que todos ambicionamos.

Assim como na política, as revoluções no futebol, trazem sempre uma esperança inicial que o tempo se encarrega de diluir na triste realidade da incompetência.

É assim que se encontra o meu Sporting, esperando que o seu reinado Chavista passe...

Para que um novo tempo chegue.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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