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Caneca de Letras

Caneca de Letras

11
Ago17

Melodiosa Infelicidade...

Filipe Vaz Correia

 

Uma estrada longínqua, distante, caminhada interminável sem olhar para trás, esquecendo as amarguras, as dores que a alma insiste em recordar, recordando ansiosamente esses eternos momentos que para sempre nos definirão...

Em cada momento, a cada sentido sentimento, buscando em olhares perdidos, os reencontros que se foram, que parecendo eternos se diluíram nessa realidade sofrida ou no sofrimento real que nos invade.

Uma estranha beleza poética descrita por palavras, por vezes omitidas, outras ainda silenciadas, num repetido afastamento, quase bailado, num cenário cristalino, imaginário, tão inexpugnável como a fortaleza de areia que outrora se encontrava altiva, numa qualquer praia...

Palavras amarradas umas às outras, aprisionadas numa corrente de memórias, desconexas, embaciadas pelo tempo, o mesmo que outrora nos fizera voar e percorrer sem amarras os mundos escondidos, na irrealidade imortal de um destino...

Os céus pejados de nuvens, de medos e anseios, de gritos e receios, de futuros adiados, numa esperança interminável, de reencontrar em cada olhar, em cada pessoa, o mesmo sorriso, a mesma expressão, que sem recordar ainda guardo sem saber.

E pincelando com letras, a folha de papel, escrevinhando soletradamente as divagações entrelaçadas que parecem se libertar secretamente, numa melodiosa desesperança, tornada canção...

Uma a uma, pintadas nesse quadro como o som de um piano, a leveza de um violino, a simplicidade de uma lágrima tão discreta como infeliz.

Mas sempre poética, sempre guardada na beleza verdadeira de um singelo e sentido querer, que nunca deixou de o ser...

Verdadeiro.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

  

 

 

 

11
Ago17

Nós!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Já não tem brilho;

O brilhante céu;

Já não nos prende,

O aprisionado destino,

Já não nos une;

O unido futuro,

Já não nos consome,

Aquele consumido amor...

 

Já não nos amarra;

O amarrado olhar,

Já não nos compreende,

As incompreendidas almas,

Já não nos pertence,

A vontade de antigamente...

 

Já não somos nós;

Nem o voltaremos a ser.

 

 

11
Ago17

Diana: Pelo Olhar De William And Harry!

Filipe Vaz Correia

 

A SIC exibiu no Jornal da Noite o documentário, Diana: A Nossa Mãe,  20 anos após a morte da Princesa do Povo...

Pelos olhos dos que lhe eram mais queridos, este documentário impressionou pela participação dos seus filhos, William e Harry, que jamais se haviam demonstrado disponíveis para este tipo de partilha intimista com o público.

Este gesto dos seus filhos, representa um tributo à memória de sua Mãe, ao significado desta na vida de tantas pessoas e essencialmente contribuir para mostrar um lado da Princesa, que lamentavelmente se viu constantemente subalternizado, perante a busca de alguns, por sensacionalismos cruéis que insistentemente a perseguiram...

Esse lado espelhado nas palavras e no olhar daqueles dois homens, um dia meninos, comoveu, envolveu e certamente deixou Diana orgulhosa daqueles rapazes que ali a recordavam.

William e Harry, quebraram regras e tradições, folhearam memórias e retratos, libertaram dores e até rancores, dando um lado honesto e real sobre si mesmos e consequentemente sobre sua Mãe.

Talvez pela primeira vez, ao fim de 20 anos, se possa dizer que ali se falou de Diana sem buscar a sensação, a intriga, a coscuvilhice...

Apenas encontrar o olhar dos muitos a quem tocou, em Angola, em Inglaterra, na Bósnia, num combate sem medos contra a descriminação ou no apoio aos sem-abrigo, na luta contra as minas ou resgatando jovens amputados em viagens que ninguém ousava fazer. 

Apenas encontrar o olhar das pessoas que a amavam...

E quem melhor para falar de uma Mãe?

Do que os filhos que tanto amou.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

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