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Caneca de Letras

Caneca de Letras

31
Jul17

América: A Implosão de Donald Trump!

Filipe Vaz Correia

 

Donald Trump chegou à Casa Branca anunciando um tempo novo, carregado de felicidade, de mirificas ilusões que transformariam, eternamente, o futuro da América.

Milhares de tweets depois, fica apenas esse chorrilho de afirmações, vagas, incompletas, imprecisas, na imprecisão característica dos incapazes, buscando inimigos, culpados para os seus sucessivos fracassos...

Desde a primeira hora se percebeu o inconstante caminho desta Administração, o errante pensamento sobre o País e o Mundo, sobre a geopolítica e os seus principais intervenientes, acima de tudo, sobre o papel que os Estados Unidos detinham na História.

A polémica com os Russos, o envolvimento destes na campanha Trump, desgastou e desgasta a Administração Americana, principalmente o seu Presidente, continuando este a negar as consequências que certamente acabarão por chegar, a todos os níveis do País:

Militar, económico, industrial e até ambiental.

Em todos estes planos, o papel de Trump é catastrófico, desastroso, impelindo o rumo dos Estrados Unidos para um abismo sem precedentes, denunciado pela sua baixa taxa de popularidade, reveladora do espírito com que muitos Norte-Americanos, olham para este erro de casting Presidencial.

Donald Trump vira-se agora para os seus, para aqueles que constituem o seu Staff, perdendo-se em demissões, em explicações, em deserções...

As novas escolhas tornam-se repelentes à primeira entrevista, à primeira gaffe, aos primeiros sinais de inadaptação, para os cargos por ele indicados.

É um caos descontrolado aquele que se vive, no interior da Casa Branca, nesta Administração perdida por entre os seus segredos, os seus degredos, as suas próprias ignorâncias...

E como são muitas.

Assim se assiste à degradação inevitável de uma personagem que sempre demonstrou a sua fraca qualificação para o cargo, apenas não se sabia, a dimensão da palavra inqualificado...

Esperemos então, que os Republicanos compreendam que depende deles a normalização da vida política Americana, resgatando os seus valores e princípios.

John Mccain, é um bom exemplo disso mesmo.

Para bem de todos nós.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

31
Jul17

Ronaldo E Os Abutres

Filipe Vaz Correia

 

Cristiano Ronaldo esteve hoje diante de uma Juíza, num tribunal de Madrid, dando as explicações que entendeu sobre este alegado caso de fraude fiscal.

Digo alegado pois num tempo em que todos beneficiam do alegadamente, mais faltava que para Ronaldo, essa premissa não fosse aplicada.

Mas não escrevo aqui para falar das suspeitas que impedem sobre Cristiano Ronaldo, as acusações que de tão complexas dividem até os funcionários do fisco Espanhol, que apresentam contraditórias conclusões para um caso como o de CR7...

Escrevo aqui para falar dos abutres de plantão, que quase sem pestanejarem aguardaram sedentos de sangue, na porta do tribunal, ansiando disparar mais uns flashes, aprisionar mais umas imagens, construirem mais umas histórias, enfim, criarem mais umas primeiras páginas sensacionalistas, à custa do melhor jogador do mundo.

Como se alimentam da coscuvilhice alheia?

Como vende a especulação?

No entanto, CR7 entrou neste jogo e por uma vez sorriu, deve ter sorrido...

Um púlpito foi montado, microfones instalados e anunciado que ali estaria Ronaldo no fim da audiência judicial, para falar aos abutres que se distraiam em diretos, cheios de certeza, impregnados de veredictos.

Ali esperaram às dezenas, com as objetivas apontadas, como armas, tentando imaginar como estaria o semblante do jogador Português e o que este diria...

Esperaram e esperaram.

No fim, um assessor apareceu e anunciou que Ronaldo já abandonara as instalações do tribunal e estava já a caminho de outro lugar, deixando para trás os abutres de plantão.

Que imensa vontade de sorrir, perante o espanto daqueles pseudo-jornalistas...

Uma vaia se fez ouvir no meio do rebuliço indescritível, uma revolta naqueles que se habituaram a infernizar, os tão apetecíveis alvos, deste tipo de imprensa.

Por um momento, Ronaldo deve ter sentido um pequeno contentamento, por naquele instante ter revertido o jogo, ter provocado aquele frenesim sem tamanho...

Os abutres vingar-se-ão numa próxima primeira página, numa história ainda por inventar, num qualquer escândalo por criar, no entanto, desta vez tiveram que vaiar, tiveram que se contentar com um púlpito vazio por entre um direto tristonho.

Muito bem, Cristiano Ronaldo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

31
Jul17

Vozes!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Oiço ao longe;

As vozes que um dia me pertenceram,

Oiço distantes,

As vozes dos que pereceram,

Oiço longinquamente,

As vozes que se perderam,

Oiço eternamente,

As vozes que me escaparam,

Oiço por entre o vento,

As vozes...

 

As imensas vozes;

Que um dia julguei ouvir...

 

Que um dia;

Julguei eternas.

 

 

 

 

31
Jul17

aMADUROismo

Filipe Vaz Correia

 

As eleições para a Assembleia Constituinte, na Venezuela, estão a revelar-se um fracasso para Nicolas Maduro e para a demonstração de força, imaginada pelo pequeno ditador Venezuelano.

A poucas horas do fecho das urnas, apenas 7% da população eleitoral havia votado e por isso mesmo se compreende que o regime bolorento de Caracas, tenha decidido prorrogar o prazo para que o povo pudesse votar...

7%?

Na verdade, já se sabia que o regime de Maduro, meio perdido, fruto da ignorância reinante daqueles que comandam hoje os destinos da Nação, se mantém no poder apenas fruto da brutalidade das forças que lhes são leais, dos algozes pagos pela corrupção que esventra esse futuro que tarda em chegar.

Porém estes números a se confirmarem, demonstram a fraca legitimidade que ainda suporta estes antigos Chavistas.

Um ditador é um ditador, um déspota será sempre um déspota, no entanto, sempre que a boçalidade se mostra reinante, que a estupidez caracteriza as mentes governantes, se torna um pouco mais triste a confinada penumbra de uma ditadura...

Maduro é isto mesmo, assim como a sua entourage, pequenos, limitados, estúpidos, desprovidos de conhecimento intelectual e é esse amadorismo, essa desesperança insistente, que certamente marcará o seu fim.

O povo já não o teme, não receiam tombar um a um, Pais, Filhos, Homens, Mulheres...

Ninguém já teme morrer, para tentar resgatar o seu direito de viver.

E enquanto se aguardam os resultados fraudulentos, que certamente o regime anunciará para a Assembleia Constituinte, poderemos contar com mais mortes, mais brutalidade...

Mas também, com maior coragem, maior bravura daqueles que diante de armas, tocam violinos, diante de tiros, cantam os seus sonhos, diante de tamanha estupidez, se negam a ceder.

No meio de tamanho aMADUROismo, sobra a nobreza deste corajoso povo...

Venezuelano.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

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