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Caneca de Letras

Caneca de Letras

06
Jun17

Estranha Maneira De Amar!

Filipe Vaz Correia

 

Estranha maneira de sentir;

De correr e fugir,

De não enfrentar e partir,

Esse receio de ferir...

 

Temido ardor;

Que invade num torpor,

Num instante, temor,

Arrebata, arrebatador,

O nosso eterno amor...

 

Eternamente aconchegante;

Ilusão tão distante,

Do que um dia hesitante,

Ficou para sempre arrepiante...

 

Sem saber como escrever;

Deixei o tempo descrever,

Nos céus a chover,

As lágrimas a escorrer,

Pelo meu triste rosto...

 

E talvez um dia;

A tristeza vire alegria,

A solidão,

Como que por magia,

Se transforme novamente,

Nessa estranha maneira,

De amar...

05
Jun17

No Cimo Daquela Árvore!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

No cimo daquela árvore;

Estão guardadas as palavras,

Com que fingia,

Ser feliz...

 

No cimo daquela árvore;

Estão escondidas,

As lágrimas,

As feridas,

Da minha meninice...

 

No cimo daquela árvore;

Daquela e só daquela,

Estão desassombradas,

As amarguradas,

Fantasias,

Que não consegui alcançar...

 

No cimo daquela árvore;

Está um pedaço de mim,

Do que fui,

E não fui capaz de resgatar...

 

No cimo daquela árvore!

 

 

05
Jun17

A Viagem De Uma Vida!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Tantas as estrelas no céu;

No infindável mergulho da minha vida,

Nas histórias guardadas em mim,

Na memória esquecida,

Que acompanha sem fim,

A minha alma...

 

Tantas as lágrimas por contar;

As alegrias e as aventuras,

Os momentos a recordar,

De agruras ou ternuras,

Aprisionadas nesse passado...

 

Tantas as pessoas que perdi;

Neste caminho para a velhice,

Os que lembrando, esqueci,

Desde a minha meninice....

 

E neste trajeto de ilusão;

Por entre o amor e a desilusão,

Esperando chegar a esta conclusão,

Amarrada ao meu coração...

 

De que valeu a pena;

Esta viagem.

 

 

05
Jun17

Mundo Árabe: O Primeiro Passo Contra O Terror?

Filipe Vaz Correia

 

O mundo Árabe despertou para uma crise na península Arábica de proporções inimagináveis há algum tempo atrás...

O corte de relações diplomáticas e comerciais de vários Países com o Qatar, potência maior da região, diplomática e economicamente, revela por uma vez, uma nova atitude da parte destes Estados diante das suspeitas que recaem sobre aquele potentado.

As acusações que impendem sobre o Qatar, lançadas pela Arábia Saudita, Egipto, um dos Governos Líbios, Iemen, Bahrein, Maldivas e Emirados Árabes Unidos, são a de ingerência em assuntos internos com vista a desestabilizar a paz naqueles locais...

E ainda o acolhimento e apoio logistico a organizações, como a Irmandade Muçulmana, Daesh ou Al Qaeda, suportando-os financeiramente, assim como, a propagação da sua ideologia através dos mais variados canais espalhados pelas redes sociais.

Esta atitude inédita de uma parte do mundo Árabe, poderá ser o inicio de um longo caminho, na tentativa de isolar estes grupos organizados e também aqueles que os apoiam, sendo que no interior destes mesmos Países que agora ostracizam o Qatar, se encontram muitos daqueles que apoiam de forma discreta, as mesmas organizações que estão na base desta atitude anti-Qatari...

No entanto, é necessário começar por algum lugar e parece-me que para primeiro passo, não estará mal.

Resta-nos saber o que dirá diante destes factos a FIFA que entregou o Mundial de 2022 ao Qatar, envolvido em polémicas e suspeitas de corrupção mas que agora certamente terá de se pronunciar, em face destes novos desenvolvimentos.

Assim esperemos para observar, se na verdade, teremos um novo caminho nesta luta contra o terrorismo Islâmico...

Um caminho que inevitavelmente terá de partir do Interior do Islão, para que verdadeiramente, se possa mais facilmente isolar e erradicar este tipo de terror.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

04
Jun17

Infames Kamikazes...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Porque insistes em nos roubar a tranquilidade;

Numa intranquila vontade de matar,

Desejo ou insanidade,

Que nos chega a arrepiar,

Insana maldade.

 

Vidas desperdiçadas num segundo;

Vergonhoso instante,

Num ardor profundo,

Horror desesperante,

Terror vagabundo,

Que nos aprisiona.

 

Em cada explosão;

Esse aperto a temer,

Ouvindo o coração,

Acelerado e a bater,

Numa desesperada oração,

Temendo rever,

A repetida devastação.

 

  E lá vão caminhando;

Os Kamikazes infames,

Explodindo, roubando,

As vidas surpreendidas,

Daqueles que como nós,

Apenas desejam...

 

Viver. 

 

 

04
Jun17

Ronaldo: Bola de Ouro a Caminho...

Filipe Vaz Correia

 

Cristiano Ronaldo voltou a sagrar-se campeão da Europa de clubes, após mais uma vitória do Real Madrid, ontem à noite em Cardiff.

É na verdade impressionante a capacidade de CR7 em contradizer aqueles que invejosamente o destratam, como é também surpreendente a forma como parece se reerguer numa luta desigual com o tempo, que não pára de passar...

Ronaldo está mais velho, menos capaz de resistir às dificuldades de uma desgastante época e por essa mesma razão, convém salientar o trabalho feito por ele e Zidane, com o objetivo de o preparar para os momentos chave que inevitavelmente requerem um Ronaldo preparado para deslumbrar.

Foi isso que fez ontem em Cardiff, bisando, reafirmando a sua liderança nessa corrida em pista única para a ambicionada Bola de Ouro...

Ronaldo demonstra que independentemente do que os outros poderão dizer, ele constantemente se aproxima de recordes irreais, nunca antes imaginados:

Cinco épocas consecutivas como melhor marcador da Liga dos Campeões, um fantástico número de golos marcados em finais da Champions ou a Quinta Bola de Ouro que não lhe deverá fugir, igualando Lionel Messi...

Ronaldo está com 32 anos e muitos pensarão que a vantagem neste desempate penderá para o Argentino, no entanto, eu acredito que Ronaldo preparando-se como sempre, surpreenderá uma vez mais aqueles que jamais imaginariam que ele ainda estaria nos relvados, a fazer história.

Parabéns Ronaldo!

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

03
Jun17

Ao Longe...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Ao longe, distante;

Busco a beleza de outrora,

Na incerteza viajante,

Hesitante demora...

 

Ao longe, desperta;

A recordação desse passado,

A saudade que aperta,

O coração desanimado...

 

Ao longe, escondido;

Aprisionado no querer,

Ficou esse amor ferido,

Que não chegou a nascer...

 

Ao longe, insisto;

Procurando num olhar,

Aquele momento em que desisto,

De acreditar no teu amar...

 

E ao longe;

Sempre ao longe,

Vejo passar,

O destino que não fui capaz de reencontrar.

 

 

 

02
Jun17

Parabéns, Minha Mãe!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Como disfarço esta tristeza;

Neste dia que era o teu,

Como disfarço a certeza,

Deste eterno adeus...

 

Como digo ao tempo;

Que passou sem parar,

Para regressar por um momento,

Para eu novamente te abraçar...

 

Como disfarço este chorar;

Que invade o meu coração,

Quando esta saudade retornar,

E eu não te encontrar ao serão...

 

Quantas perguntas sem resposta;

Dúvidas e emoções,

Através desta despedida imposta,

Sem direito a exceções...

 

Ficam então as recordações;

Do teu infindável amor,

Que permanecem em mim,

Disfarçando esta tamanha dor...

 

A dor da tua ausência.

 

 

02
Jun17

O Meu Colégio...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

As paredes do meu colégio;

Estão vazias, despidas,

As janelas da minha sala,

Estão trancadas, partidas...

 

O silêncio de agora;

Marca esse fim que chegou,

O barulho de outrora,

Que se esfumou, findou...

 

Já não existem professoras,

Já não correm as crianças,

As brincadeiras desafiadoras,

As ilusões e as esperanças...

 

As paredes do meu colégio;

Estão vazias...

 

As portas do meu colégio;

Estão trancadas...

 

Mas as memórias do meu colégio,

Estão vivas em cada um de nós...

 

 

 

01
Jun17

As Meninas Do Arco-Íris!

Filipe Vaz Correia

 

A simpatia faz mesmo a diferença...

Vezes sem conta, no meio dos meus escritos, acorro ao Centro de Cópias do Centro Comercial Arco-Íris, para imprimir sem parar, poesias ou prosas, textos da minha imaginação ou apenas desabafos transformados em opinião.

Hoje mais uma vez, lá fui ao Arco-Íris.

Queria imprimir um conjunto de textos desformatados que aqui escrevi no Caneca ao longo do tempo, imortalizá-los no papel, dar-lhes aí vida, como antigamente...

E assim para infelicidade da minha querida Telma, calhou-lhe a ela, durante mais de uma hora, ter de formatar e imprimir, texto após texto, palavra por palavra, o meu imaginário escondido neste Blog.

De pé e buscando a melhor forma de poder concretizar este meu pedido, lá conseguiram as meninas que o Caneca ganhasse vida, como que por magia, aos meus olhos...

Entre sorrisos e lamentos prosseguimos a empreitada, com as conversas a fluírem para atenuar a extenuante tarefa, sempre pincelada com a expectativa de já não faltar tudo.

E por entre essas conversas até descobri que foi ali que se imprimiu a Madonna de papel, maqueta claro, que esteve presente no cinco para a meia noite, da Filomena Cautela...

E como estava bem a Madonna.

Por tudo isto, por tantas e tantas vezes que vos maço, o meu muito obrigado meninas, pela paciência e dedicação...

A simpatia faz mesmo a diferença e a vossa é a prova disso mesmo.

 

Obrigado...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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