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Caneca de Letras

Caneca de Letras

26
Mai17

Infância!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Resgatei do passado;

Um quadro tão antigo,

Um esboço traçado,

De um tempo perdido...

 

Reencontrei esse pedaço de mim;

No fundo da memória,

Uma espécie de abraço sem fim,

Descrevendo a minha história...

 

Descrevendo o que um dia esqueci;

Alegrias e ternuras,

Momentos que perdi,

Traquinices e aventuras...

 

Pinceladas de amizade;

Carregadas de emoção,

Impregnadas de saudade,

Invadindo o coração...

 

E regressando a esse tempo;

Onde fui criança;

Recordando por um momento;

Esse pedaço de esperança,

Da minha infância.

 

 

 

 

 

 

25
Mai17

Vidas Suspensas...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Vidas colhidas;

Dormentes feridas,

Esperanças perdidas,

Vozes doridas,

Mágoas sentidas,

Jamais esquecidas.

 

Instante de horror;

Explosão sem pudor,

Roubando esse amor,

Num gesto de terror,

Maldito usurpador,

De tantas almas inocentes.

 

E em cada lágrima por chorar;

Em cada filho por encontrar,

Fica esse ódio a recordar,

O infame acto que veio roubar,

O direito de sonhar,

Com esse futuro por chegar...

 

Fica então o silêncio;

O intemporal desgosto,

Esse vazio imposto,

Em cada rosto,

Daqueles que estando vivos,

Morreram também.

 

 

 

 

24
Mai17

Centeno: O Ronaldo Do Ecofin!

Filipe Vaz Correia

 

Se alguém escrevesse há um ano atrás que Wolfgang Schauble algum dia diria que o Ministro das Finanças, desse Governo extremista Português, era o Ronaldo das finanças, certamente que seria trucidado por todos.

E não é que um ano e tal depois de tomar posse, os números do deficit apresentados, aliados à trajetória do crescimento do PIB e até os pagamentos antecipados ao FMI, descrevem uma reviravolta nesse triste fado imaginado para o nosso Portugal...

Mário Centeno emerge neste panorama, como o craque que faz a diferença, a mente brilhante por trás do plano e que o executa de forma magistral, como se de um remate à meia volta, do nosso CR7, se tratasse.

Já todos se esqueceram dos SMS, a Direita inclusive, pois o que importa ressalvar é a enormíssima vitória que Portugal tem granjeado por estes dias de elogios e celebração...

Sendo um conservador, sempre olhei para este Governo com desconfiança, apesar de não suportar a espécie de Tea Party rezingão em que Passos Coelho transformou o PSD, no entanto, tenho de admitir que estou deveras surpreendido com o trajeto desta Governação.

Uns dirão que foi mérito ou trabalho e outros ainda que foi sorte, em qualquer um dos casos, parece-me muito bem...

Se foi trabalho, visão ou mérito então extraordinário, comprovando aquilo que sempre me pareceu, pois nunca percebi este caminho de alternativa única, perpetrado pelo anterior Primeiro Ministro, no entanto, se foi sorte melhor ainda, pois nada melhor do alguém com sorte para assegurar um futuro auspicioso.

Dir-me-ão que a sorte não dura para sempre, no entanto, existem outros provérbios que podem desmentir esse mesmo dito popular:

A sorte protege os audazes, por exemplo.

Ou mesmo, a fortuna histórica do intemporal Gastão, personagem da Disney, que certamente nunca seria envolvido nestas coisas do deficit excessivo.

Assim desfrutemos de um Ministro das Finanças que aparentemente sabe fazer contas e se na verdade, até Wolfgang Schauble o diz, quem somos nós para contrariar...

Se o País estava na moda com um Ronaldo, imaginemos agora com dois.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

24
Mai17

Coração meu...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Explica lá coração;

À mente e à razão,

Que a escolha deste amor,

Que te causa mágoa e dor,

É na verdade um sentimento,

Trazido por outro tempo,

Algures perdido,

Nesse destino ferido...

 

Explica lá coração;

Para que eu consiga perceber,

Esta estranha emoção,

Desse desprezo a receber,

Por tamanho amor...

 

Explica lá coração;

Se um dia conseguires,

A imensa desilusão,

Da tua desiludida alma.

 

 

24
Mai17

Até Que Enfim, Temos Justiça!

Filipe Vaz Correia

 

Até que enfim, a Justiça Portuguesa parece ter respeito por um cidadão e pela sua presunção de inocência...

Muito bem!

Luís Filipe Vieira foi constituído arguido no âmbito do processo BPN ou Sociedade Lusa de Negócios, assim como o seu sócio Almerindo Duarte e por consequência viu a PJ executar buscas a várias das suas casas, com a necessária discrição, a um caso como este...

Não posso deixar de me congratular com o sucesso do segredo de justiça neste caso, com a ausência de jornalistas do correio da manha e com o silêncio inerente a alguém que apesar de suspeito, goza da presunção de inocência.

Mais uma vez, muito bem!

É importante não esquecer que as pessoas apesar de incriminadas devem no direito penal, ter direito à sua defesa e até à possibilidade de provarem o contrário daquilo que lhes é imputado...

Logo, a defesa do seu bom nome até que exista uma condenação judicial, é na verdade, um principio inalienável dos seus direitos...

O que não posso deixar de estranhar, neste País à beira mar plantado, é o facto de esta ser a exceção à regra, ser o caso exemplo por entre milhares de casos infestados de conivências entre o poder judicial e a comunicação social ( Correio da Manha ).

José Sócrates, preso em direto, é apenas um exemplo, Ricardo Salgado ou até Vale Azevedo libertado e de novo preso numa fração de instantes, tudo sob as câmaras de um canal de televisão...

No entanto, deve ser um equivoco meu e este é certamente o tratamento habitual, dado às figuras públicas acusadas pela justiça.

Assim sobra dizer:

Até que enfim, temos Justiça!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

23
Mai17

O 007 Morreu?

Filipe Vaz Correia

 

Mas que raio de conversa é esta?

Em momento algum posso acreditar que o 007 morreu...

 

Meu caro Roger Moore, escrevo aqui este post para que saiba, que em momento algum irei acreditar que o agente mais importante ao serviço de Sua Majestade, possa ter morrido, ainda para mais com o mundo cada vez mais perigoso e imprevisível.

Primeiro senti a tristeza da noticia, incrédulo, desencontrado com a memória da minha infância, dos muitos momentos em que também eu no recato do meu quarto, com uma pistola de plástico, fui o James Bond...

Essa memória tão guardada no fundo da minha alma não se esquece de cada filme, de cada aventura, de cada romance, de cada cena.

Era agora o que faltava que me dissessem que havia morrido, depois de tantos e tantos perigos que enfrentou e de tantos inimigos que derrotou...

Depois de um momento de tristeza e até de revolta com tamanha mentira, apercebi-me do que na verdade pode ter acontecido:

Com os perigos e atentados, com a instabilidade nos Governos Mundiais, era provavelmente necessário que a sua próxima missão fosse ainda mais secreta do que qualquer outra, anteriormente, executada por si...

E aí, apercebi-me desta artimanha inventada, provavelmente, pelos Serviços Secretos Britânicos, para que mais discretamente pudesse continuar a derrotar o mal que prolifera neste globo.

Assim também eu alinharei com estas notícias certamente disparatadas e fingirei que acredito neste absurdo:

Que acredito que Bond, James Bond, morreu...

 

Até sempre, meu caro, Roger Moore!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

23
Mai17

A Perigosa Tentação De Ceder Ao Medo!

Filipe Vaz Correia

 

O pesadelo tornou-se realidade ontem à noite, num concerto de Ariana Grande, em Manchester...

Como é possível?

Pergunta que atormenta todos os que assistiram incrédulos, às noticias que passavam de televisão em televisão pela madrugada a dentro.

Crianças, adolescentes na sua maioria, em pânico, desesperados saboreando pela primeira vez aquilo que nenhum Ser Humano deveria experimentar:

O desesperante horror de um atentado terrorista.

Ao ver aquelas imagens a sensação com que ficamos, é de uma insegurança constante, existente em qualquer ponto do mundo, à mercê de um qualquer alucinado que sinta nos desmandos do seu errante cérebro, um chamamento para este terror sem quartel...

Como prosseguir com a rotina, sem que esse crescente medo tome conta de todos aqueles que querem viver sem as amarras de um tormento presente?

Como nos libertar dessa constante preocupação por nós e por aqueles que amamos?

O que directa ou indirectamente estes terroristas medievais pretendem, é na verdade, condicionar o dia-a-dia das pessoas, introduzindo essa mesma insegurança, como um padrão comum ao quotidiano cada vez mais sombrio, nesse receio tão Humano que nos invade...

Como pode um pai deixar o filho ir a um concerto sem que esta preocupação o tome de assalto?

Como conviver com este tormento de a qualquer momento um louco destruir a vida de alguém que amamos?

É neste tipo de dúvida e de pesadelo, que se encontram aqueles que vivem nestas sociedades atormentadas por este tipo de radicais, sem amor pela vida do outro ou mesmo pela sua...

E assim importa recordar o único caminho que temos para lutar contra este tipo de terror:

O de não cedermos ao medo, à insistente vontade, de condicionarem o nosso modo de vida.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

22
Mai17

Regaço Perdido...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Era uma vez um menino;

Que não sabia chorar,

Era triste e franzino,

Com a tristeza no olhar...

 

Era uma vez uma história;

Cheia de dor e sem fim,

Com lágrimas presas à memória,

Guardadas dentro de mim...

 

Era uma vez um adolescente;

Que sozinho enfrentou o mundo;

Tinha um silêncio pela frente,

E um desgosto profundo...

 

E por vezes ao deitar;

Ao adormecer de cansaço,

Ouvia aquela canção a recordar,

O embalar daquele regaço...

 

O regaço perdido;

Da mãe que nunca encontrou!

 

 

22
Mai17

Portugal: O País Das Maravilhas...

Filipe Vaz Correia

 

Portugal está mesmo na moda, até em Bruxelas, local onde há muito tempo não se via um comportamento tão otimista em relação a este nosso querido País.

Depois de vencer o Euro de Futebol, o País rendia-se ao optimismo improvável do destino lusitano, no entanto, não ficámos somente por essa alegria, nos tempos seguintes baixámos o malfadado Déficit para 2%, muito melhor do que os 2.5% exigidos pela União Europeia, o desemprego baixou consideravelmente e a economia arrancou em definitivo...

O turismo no ano 2016 conheceu o melhor resultado da sua história, sendo que os primeiros indicadores deste ano, apontam para um resultado ainda melhor para 2017, no meio de tudo isto, tivemos em Fátima o Papa Francisco e a vitória do nosso Salvador na Eurovisão, para completar a histeria mundial, que nos coloca nas bocas do mundo digital.

Mas Portugal não parou com estas boas novas e num instante todos se aperceberam que estaria em Lisboa, no Hotel Ritz, Madonna, a rainha da pop que aproveitou uns dias de férias para desfrutar deste paraíso Português e até poderá existir a hipótese, segundo avançam alguns média, de estar a pensar em comprar casa e mudar-se para a nossa bela cidade, seguindo os passos de Monica Belluci ou Eric Cantona...

Imaginem que até andou a informar-se sobre colégios, visitando o Liceu Francês.

E assim quando tudo parecia perfeito, Bruxelas resolve intrometer-se, talvez enciumada com tamanha atenção alheia, e num momento histórico propõe retirar Portugal do procedimento de deficit excessivo em que o País se encontrava há quase 8 anos.

Os Deuses devem estar loucos...

Os pais da obra, os tios e padrastos, todos acorreram em busca de um microfone para registar para a posteridade a sua participação neste extraordinário dia...

E assim com Portugal na moda ou bafejado por uma fortuna divina, como preferirem, de uma coisa podemos todos estar certos:

Não há povo como o nosso, nem triste fado que sempre dure...

Viva Portugal!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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