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Caneca de Letras

Caneca de Letras

23
Mai17

O 007 Morreu?

Filipe Vaz Correia

 

Mas que raio de conversa é esta?

Em momento algum posso acreditar que o 007 morreu...

 

Meu caro Roger Moore, escrevo aqui este post para que saiba, que em momento algum irei acreditar que o agente mais importante ao serviço de Sua Majestade, possa ter morrido, ainda para mais com o mundo cada vez mais perigoso e imprevisível.

Primeiro senti a tristeza da noticia, incrédulo, desencontrado com a memória da minha infância, dos muitos momentos em que também eu no recato do meu quarto, com uma pistola de plástico, fui o James Bond...

Essa memória tão guardada no fundo da minha alma não se esquece de cada filme, de cada aventura, de cada romance, de cada cena.

Era agora o que faltava que me dissessem que havia morrido, depois de tantos e tantos perigos que enfrentou e de tantos inimigos que derrotou...

Depois de um momento de tristeza e até de revolta com tamanha mentira, apercebi-me do que na verdade pode ter acontecido:

Com os perigos e atentados, com a instabilidade nos Governos Mundiais, era provavelmente necessário que a sua próxima missão fosse ainda mais secreta do que qualquer outra, anteriormente, executada por si...

E aí, apercebi-me desta artimanha inventada, provavelmente, pelos Serviços Secretos Britânicos, para que mais discretamente pudesse continuar a derrotar o mal que prolifera neste globo.

Assim também eu alinharei com estas notícias certamente disparatadas e fingirei que acredito neste absurdo:

Que acredito que Bond, James Bond, morreu...

 

Até sempre, meu caro, Roger Moore!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

23
Mai17

A Perigosa Tentação De Ceder Ao Medo!

Filipe Vaz Correia

 

O pesadelo tornou-se realidade ontem à noite, num concerto de Ariana Grande, em Manchester...

Como é possível?

Pergunta que atormenta todos os que assistiram incrédulos, às noticias que passavam de televisão em televisão pela madrugada a dentro.

Crianças, adolescentes na sua maioria, em pânico, desesperados saboreando pela primeira vez aquilo que nenhum Ser Humano deveria experimentar:

O desesperante horror de um atentado terrorista.

Ao ver aquelas imagens a sensação com que ficamos, é de uma insegurança constante, existente em qualquer ponto do mundo, à mercê de um qualquer alucinado que sinta nos desmandos do seu errante cérebro, um chamamento para este terror sem quartel...

Como prosseguir com a rotina, sem que esse crescente medo tome conta de todos aqueles que querem viver sem as amarras de um tormento presente?

Como nos libertar dessa constante preocupação por nós e por aqueles que amamos?

O que directa ou indirectamente estes terroristas medievais pretendem, é na verdade, condicionar o dia-a-dia das pessoas, introduzindo essa mesma insegurança, como um padrão comum ao quotidiano cada vez mais sombrio, nesse receio tão Humano que nos invade...

Como pode um pai deixar o filho ir a um concerto sem que esta preocupação o tome de assalto?

Como conviver com este tormento de a qualquer momento um louco destruir a vida de alguém que amamos?

É neste tipo de dúvida e de pesadelo, que se encontram aqueles que vivem nestas sociedades atormentadas por este tipo de radicais, sem amor pela vida do outro ou mesmo pela sua...

E assim importa recordar o único caminho que temos para lutar contra este tipo de terror:

O de não cedermos ao medo, à insistente vontade, de condicionarem o nosso modo de vida.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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